<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847</id><updated>2012-02-11T05:18:56.822-02:00</updated><title type='text'>Felipescreve (ex-Cautio Criminalis)</title><subtitle type='html'>Resolvi fundir o Felipescreve com o Cautio, quem sabe, assim, havendo apenas um blog, eu volte a escrever!palavras perdidas, fragmentos, cotidiano, notícias, cultura, medo, risos, críticas, críticas e mais críticas, direito, criminologia, sociedade, música, poesia, literatura, roteiros, cinema e o que você quiser! blogblogs.com.br</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>97</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1079438026339897617</id><published>2012-01-31T03:30:00.002-02:00</published><updated>2012-01-31T03:42:09.666-02:00</updated><title type='text'>Aos meus alunos 2011/2 – PUCRS – Turma 459</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8O3DQrBKm_8/Tyd_ICqdRrI/AAAAAAAAAKA/ZwRAOvMAnj4/s1600/Paraninfo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 400px; height: 267px; float: right; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703667229218653874" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-8O3DQrBKm_8/Tyd_ICqdRrI/AAAAAAAAAKA/ZwRAOvMAnj4/s400/Paraninfo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Minhas afilhadas, meus afilhados. Aqui estamos nós em mais um ritual de passagem. Foi-me&lt;br /&gt;outorgada a honraria máxima que um professor pode ter e é com enorme alegria que&lt;br /&gt;me coloco ao lado de vocês para poder transmitir meus últimos conselhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Há pelo menos 5 anos vocês adentraram os portões da Pontifícia Universidade&lt;br /&gt;Católica do Rio Grande do Sul, certamente com muitas expectativas e sonhos.&lt;br /&gt;Muitos fatos, das mais variadas cores, atravessaram as vidas de vocês,&lt;br /&gt;trouxeram sorrisos, lágrimas, apreensão, euforia, sofrimento e, espero,&lt;br /&gt;felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        A partir de agora, uma nova jornada se descortina diante dos olhos curiosos e&lt;br /&gt;inquietos de uma Turma que desde a segunda aula me chamou a atenção pela&lt;br /&gt;qualidade dos alunos. Uma turma em que as pessoas não se escondem e que o&lt;br /&gt;questionamento é permanente. Poderia dizer: - Uma turma de DESACOMODADOS! Para&lt;br /&gt;a qual os desafios existem com o único propósito de serem superados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Mas já que falo de desafios, acredito – por mais contraditório que possa parecer –&lt;br /&gt;que o maior desafio de nossas vidas é sermos fiéis ao que acreditamos, ao que&lt;br /&gt;amamos, àquilo que nos faz vibrar e sentir que não somos apenas um punhado de&lt;br /&gt;células em harmonia. O que nos comove, nos emociona, nos alegra e, sem dúvida&lt;br /&gt;alguma, nos faz sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Quem sabe embriagado por Schopenhauer, hoje afirmo que sofrer é viver. Sofrer diante&lt;br /&gt;dos dilemas, dos medos, das angústias e desafios que se colocam é sentir-se&lt;br /&gt;vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrer diante da incerteza que é ser bacharel em direito no Brasil de hoje. No nosso primeiro dia de aula alertei-os sobre o abismo. Sobre o desaparecimento do chão que muitos de vocês irão sentir na medida em que forem se recuperando das festividades da formatura. Muitos viverão&lt;br /&gt;ou já estão vivendo a angústia que, paradoxalmente, esse momento de prazer&lt;br /&gt;inaugura. A sensação é de que o cadafalso se abriu e a queda é uma questão de&lt;br /&gt;milésimos de segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sentir isso é viver. Eu também passei, senti e sobrevivi. É verdade que “alguns” fios de cabelo ficaram pelo caminho, que algumas cicatrizes até já se apagaram, mas passar por isso é&lt;br /&gt;viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Pode parecer loucura afirmar isso num momento de festa: Sofrer também vale a pena, mas atenção! Desde que vocês não renunciem aquilo no&lt;br /&gt;que acreditam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não pode ser a busca de um caminho mais fácil, mas sim, de objetivos desejados, queridos, por mais distantes e utópicos que possam parecer. Para desfrutar-se dela é necessário&lt;br /&gt;manter acesa a sensação de sentir-se de fato vivo – RIR, CHORAR, CANTAR. É&lt;br /&gt;negar a possibilidade de que o bege e o insosso invadam e tomem conta do&lt;br /&gt;cotidiano de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        E a opção de vida feita até aqui é a de viver o direito. Mas o que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver o direito é viver apaixonado por algo que sabemos que não irá mudar o mundo sozinho, mas que nos permite acreditar em uma perspectiva melhor. Se bem utilizado, e atento às outras áreas do conhecimento, o direito PODE SER FERRAMENTA EXTREMAMENTE IMPORTANTE naquele que considero a grande questão dessa segunda década do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como pensar no direito hoje e, fundamentalmente, na prestação jurisdicional, sem que os olhos do jurista estejam voltados para a INCLUSÃO SOCIAL. Inclusão que não se confunde com fazer benemerência com o dinheiro alheio, mas sim, que se dá com o repúdio a um direito&lt;br /&gt;descompromissado, cego à tirania, às desigualdades, aos direitos humanos e,&lt;br /&gt;fundamentalmente, que ignora o Outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divisão e a exclusão devem ser combatidas no dia a dia dos operadores do direito. O problema é que a grande maioria dos nossos atores processuais ainda não percebeu isso e reage ao Outro&lt;br /&gt;da mesma forma que as demais pessoas que integram a sua comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos ser protagonistas de uma grande virada no rumo das relações humanas de nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pretendemos um lugar melhor para se viver, mais sadio, mais seguro e mais ético, é necessário mudarmos o nosso comportamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto continuarmos a pensar em nossa sociedade de forma dividida o direito só será instrumento para maior desigualdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não tivermos a coragem de olhar nos olhos daquele que nos amedronta simplesmente por ser diferente, aumentaremos o abismo existente entre nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto negarmos ao Outro direitos básicos, continuaremos a passar as noites acordados esperando que nossos filhos cheguem em casa seguros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha por viver o direito no nosso cotidiano é lembrar permanentemente DO DIREITO DO OUTRO. Seja ele mais desassistido ou mais abastado. É respeitar o alheio, é respeitar as pessoas, é resgatar o convívio cordial e amável de outros tempos. É preocupar-se com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver o direito é conviver permanentemente com a busca de uma sociedade mais humana, mais digna, mais ética e menos desigual. Uma sociedade mais justa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o caminho não é fácil e para exercer o direito, como deixei transparecer antes, é preciso amá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Caso vocês não o amem, sigam o rumo de vocês com sinceridade, mudem de caminho.&lt;br /&gt;Nunca é tarde para isso, pelo contrário, na faixa etária da grande maioria de&lt;br /&gt;vocês, digo que ainda é bem cedo. Se for preciso, façam-no, pois estarão&lt;br /&gt;caminhando em outra direção, mas na busca da celebração da vida, que, para mim,&lt;br /&gt;é a única razão de estarmos aqui. Celebrar a vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Eis o paradoxo, viver é sofrer, mas devemos celebrar a vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso curti-la ao máximo, por mais difícil que pareça nesse mundo veloz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Estamos cada vez mais oprimidos pela velocidade. Vivemos com pressa, exigimos pressa e&lt;br /&gt;nos cobram pressa. Mesmo quando não há razão alguma para terminarmos uma tarefa&lt;br /&gt;ou chegarmos mais cedo, o hábito pela rapidez nos impele a acelerarmos a fala,&lt;br /&gt;os dedos, a mastigação e os nossos carros. Aceleramos, até, os beijos e o&lt;br /&gt;carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Essa impaciência somada ao peso do cotidiano, nos leva a uma cegueira que nos impede&lt;br /&gt;de perceber aquilo que nos envolve e dá sentido à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        E o nosso dia prossegue sem que consigamos nos dar a possibilidade de parar,&lt;br /&gt;respirar fundo, olhar para o lado e percebermos a beleza dos gestos, das&lt;br /&gt;palavras, dos olhares e dos detalhes que nos cercam e que realmente preenchem a&lt;br /&gt;nossa breve estada por essa dimensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Eu poderia falar de muitas coisas caras que me parecem esquecidas e que o momento&lt;br /&gt;permitiria refletir, como a crise ética sem precedentes que permeia a sociedade&lt;br /&gt;contemporânea, a crise do sistema prisional, ou o fato de que a droga é muito&lt;br /&gt;mais um problema de saúde do que de direito, mas... como adiantei... TODOS NÓS&lt;br /&gt;TEMOS PRESSA. Mas hoje a nossa pressa tem razão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Finalmente, se eu tenho a pretensão de deixar uma última mensagem, guardem sempre, é a de&lt;br /&gt;que nunca esqueçam quem vocês são! Olhem-se&lt;br /&gt;no espelho e vejam sempre a mesma pessoa e a sombra daquelas que foram&lt;br /&gt;importantes na construção da identidade de vocês. Não se esqueçam das boas&lt;br /&gt;lições de vida que receberam. Das lições da infância. E, fundamentalmente,&lt;br /&gt;nunca, jamais, renunciem às suas paixões e àquilo que amam, aquilo que dá em&lt;br /&gt;vocês, simplesmente, vontade de, do nada, sorrir! Pois tal renúncia, de certa&lt;br /&gt;forma, poderia ser perder um pouco da alegria de sofrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivam, sofram, amem, celebrem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre, 20 de janeiro de 2012.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1079438026339897617?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1079438026339897617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2012/01/aos-meus-alunos-20112-pucrs-turma-459.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1079438026339897617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1079438026339897617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2012/01/aos-meus-alunos-20112-pucrs-turma-459.html' title='Aos meus alunos 2011/2 – PUCRS – Turma 459'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8O3DQrBKm_8/Tyd_ICqdRrI/AAAAAAAAAKA/ZwRAOvMAnj4/s72-c/Paraninfo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-4216059609638101076</id><published>2011-09-16T15:55:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.644-02:00</updated><title type='text'>Criminologia e Rock, um diálogo necessário.</title><content type='html'>&lt;a href="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ-auG1rdWW8LyP7A8GTGAXWHq7sJ0lOo8GM56E3FG8iSzjFwhj" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 232px;" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ-auG1rdWW8LyP7A8GTGAXWHq7sJ0lOo8GM56E3FG8iSzjFwhj" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: left;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;(Artigo publicado no "Estado de Direito" há alguns meses)&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O rock é mais do que um ritmo ou uma forma de construção musical. De origem negra, a partir da "miscigenação" cultural necessária para que pudesse ser aceito pela sociedade norte-americana tornou-se campo plural de produção cultural e um meio de questionamento ao &lt;i style="line-height: 18px; "&gt;status quo&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt; social posto, à intolerância, assumindo o papel de voz da diferença.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Se formos às origens da música negra daquele país, perceberemos no DNA do rock o seu olhar crítico indignado. Os escravos cantavam nas plantações do sul dos Estados Unidos como forma de aplacar a sua dor, de questionar valores e até como forma de comunicação entre si, a evitar a percepção dos tomadores de seu trabalho. Desses cânticos se forja uma nova forma de música; de lá vem o blues e o rhythm-and-blues e o jazz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O rock, portanto, nasce à margem, ou melhor, vem da margem da sociedade. Da porção de excluídos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A Criminologia, a partir da inversão ou da ampliação do objeto de análise, com a consolidação do paradigma da reação social frente ao etiológico, tem o dever, portanto de perceber como se exprimem na arte - espaço de deságue da sensibilidade e das sensações humanas - as manifestações culturais marginais, até onde se colocam e como as agências de controle, oficiais ou não, se portam frente a ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Cada vez mais fica difícil definir musicalmente o rock. Não há um compasso específico, notas rígidas ou temas que sejam previamente classificados ou não como tal. Trata-se de um conceito musical aberto. Chuck Berry e Jerry Lee Lewis eram rock, Elvis foi rock, Beatles, Rolling Stones, Led Zepelin e Pink Floyd foram rock, assim como Kiss, Van Hallen e Areosmith, Nirvana, Oasis e Guns'n Roses; tal qual R.E.M., Linkin' Park, King's of Leon e Radiohead são Rock.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Da mesma forma, no campo da Criminologia pode-se afirmar que ela não é mais dotada de uma definição específica. São abertos seu conceito, conteúdo e enfoque. Lombroso era criminólogo tal qual Alessandro Baratta o era. Opostos dentro de um mesmo rótulo. Diferentes na mesma caixa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Sequer pode se ter a certeza de que quando falamos de Criminologia estamos analisando algo que faz parte do mundo do direito, embora os currículos das Faculdades nos digam que sim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O curioso ou trágico é que o Direito, ao mesmo tempo em que se intitula uma ciência cultural, por sua prepotência e arrogância se nega, rotineiramente, a abrir os olhos às manifestações artísticas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;O "profissional do direto" esqueceu-se da sua condição de hermeneuta e passou a ser um intérprete gramatical, sob a falácia de que a resposta “está na lei”. Assim, cegou-se e ensurdeceu. O verdadeiro intérprete apreende e compreende o conteúdo da norma a partir da realidade social que se apresenta. O Direito da rua nasce antes do Direito “da lei”.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Por isso, quando se fala em Criminologia, tal qual as Universidades Norte-americanas colocam, ela se situa muito mais no campo da sociologia e da antropologia do que do direito penal e processual penal propriamente ditos, pois exige o olhar para além das bibliotecas&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt; line-height:115%"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Assim, optei nesse breve escrito trazer, exemplificativamente, um pouco do conteúdo das reivindicações que permeiam o rock mundial e que, demonstram um objeto rico a ser estudado e vivido no sentido de luta pela superação dos preconceitos, das diferenças ou de crítica à atuação das instituições que formam o Estado. O rock é uma metralhadora giratória contra as agências de controle.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:12.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom: 0cm;margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent: 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;“A quem estamos enganando? (...) O coração partido de outra mãe é levado quando a violência silencia. Devemos estar equivocados, é o mesmo tema desde 1916 na sua cabeça, na sua cabeça eles estão lutando com seus tanques e bombas, ossos e armas... na sua cabeça, eles estão morrendo”. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Zombie, do The Cranberries, é um hino contra a violência extremista entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:12.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom: 0cm;margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent: 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;“Eu quero ser a minoria, eu não preciso de sua autoridade, abaixo à moral da maioria, pois eu quero ser a minoria. Eu prometo lealdade ao submundo, uma nação oprimida em que resisto sozinho, um mero rosto na multidão contra o modelo, sem dúvida, excluído, do único jeito que eu sei.” &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Minority, do Green Day, revela sua irresignação frente a uma moral imposta, negando-se a fazer parte de um grupo que impede o reconhecimento das minorias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:12.0pt;margin-right:0cm;margin-bottom: 0cm;margin-left:36.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent: 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;“Agora queremos uma chance de fazer as coisas por nós mesmos. Estamos cansados de bater a nossa cabeça contra a parede e trabalhar para alguém. Somos pessoas, somos como os pássaros e as abelhas. Nos devemos preferir morrer em pé a ficar vivos nos seus joelhos. Grite: eu sou preto e me orgulho.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;mso-ansi-language:PT-BR"&gt; James Brown não se limitava a feel good, tratou de, por meio do rock, lutar pela igualdade racial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: 36.0pt;line-height:14.25pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-size: 12pt; "&gt;Não seria possível concluir sem a crítica do System of a Down em relação à monetarização da vida, à vulgarização da morte e à indústria de armas em “Boom!”: &lt;i&gt;“&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; "&gt;Tenho andado por suas ruas, onde se ganha todo o seu dinheiro, onde choram todos os seus prédios e gravatas desinformadas trabalham. Revoltantes casas de gramado falso, abrigando todos os seus medos. Sensibilidade perdida para a TV, exagero de anúncios, Deus do consumo e e todas as suas fotos velhas parecendo boas, efeito dos espelhos. Filtrando informação aos olhos do público. Designado a dar lucro a seu vizinho, que cara. (...) A globalização moderna associada à condenações, morte desnecessária, Corporações da Morte manipulando suas frustrações, com a bandeira cegada, manufaturando consentimento. É o nome do jogo. O importante é o dinheiro, ninguém dá a mínima. 4000 crianças famintas deixam-nos a cada hora: Morrem de fome, enquanto bilhões são gastos em bombas, a criar chuvas de morte.” &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; "  &gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O rock, portanto, como manifestação cultural originária da margem e engajada em desmascarar as “verdades” postas se constitui em espaço riquíssimo para o olhar criminológico, uma vez que denuncia de forma artística e pulsante a forma como, no cotidiano, a sociedade, por seus poderes instituídos ou&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;não, patrocina um mundo mais preconceituoso, desigual e violento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-4216059609638101076?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/4216059609638101076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/09/criminologia-e-rock-um-dialogo_16.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4216059609638101076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4216059609638101076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/09/criminologia-e-rock-um-dialogo_16.html' title='Criminologia e Rock, um diálogo necessário.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-2196607698988310718</id><published>2011-07-21T17:27:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.657-02:00</updated><title type='text'>Essa é para os Pais no Dia do Amigo!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 1.5em; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Não esqueça que antes de amigo do seu filho, você é pai. Antes de querer agradá-lo, você deve educá-lo. Antes de querer encher-lhe de presentes e "coisas" de grifes que fingem dar sentido à vida pela marca que representam, ensine a ele o valor das coisas e que as pessoas possuem algum valor por aquilo que são e não pelo o que elas têm. Ensine ele a ser educado ao invés de sempre passar a mão na cabeça. Mostre para ele quando ele está errado como uma forma de aprender que errou. Não justifique a falha dele nos outros. Assuma a posição de pai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 1.5em; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O Pai verdadeiramente amigo é o que trata o filho como filho, que aplaude e que "puxa a orelha", que diz "te amo" e "te liga"!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 51, 51); margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 1.5em; "&gt;&lt;span class="photo_left" style="clear: left; float: left; padding-top: 2px; padding-right: 10px; padding-bottom: 5px; padding-left: 0px; max-width: 180px; "&gt;&lt;img class="photo_img img" src="https://fbcdn-photos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc6/282779_233823736651047_100000702660056_785176_2562665_a.jpg" alt="" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; max-width: 493px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-2196607698988310718?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/2196607698988310718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/07/essa-e-para-os-pais-no-dia-do-amigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2196607698988310718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2196607698988310718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/07/essa-e-para-os-pais-no-dia-do-amigo.html' title='Essa é para os Pais no Dia do Amigo!'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-143231259368248748</id><published>2011-07-06T00:00:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.665-02:00</updated><title type='text'>Criminologia de Garagem 3 - Grandes Marchas</title><content type='html'>&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/sH3wkdhzmO0?fs=1" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está no ar o terceiro Criminologia de Garagem, em que se trata das marchas que invadiram o cotidiano mundial e trouxeram enormes repercussões tanto na realidade política (ex. Egito, Grécia, Espanha) como na jurídica (ex. marcha da maconha) de vários países.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto ao som, vale uma referência especial ao Beirut, do Zach Coden, no limite entre o curioso e o genial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desfrutem, divirtam-se, critiquem e divulguem...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-143231259368248748?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/143231259368248748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/07/criminologia-de-garagem-3-grandes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/143231259368248748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/143231259368248748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/07/criminologia-de-garagem-3-grandes.html' title='Criminologia de Garagem 3 - Grandes Marchas'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/sH3wkdhzmO0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-7784731881354368507</id><published>2011-06-19T23:26:00.000-03:00</published><updated>2011-06-19T23:26:10.785-03:00</updated><title type='text'>Penal além da sala.: CASO EDMUNDO - afinal, o que anda se falando por a...</title><content type='html'>&lt;a href="http://fcmopenal.blogspot.com/2011/06/caso-edmundo-afinal-o-que-anda-se.html?spref=bl"&gt;Penal além da sala.: CASO EDMUNDO - afinal, o que anda se falando por a...&lt;/a&gt;: "Não há como não enfrentar o 'Caso Edmundo', que tomou conta da nossa mídia tradicionalmente confusa quando se trata de notícias jurídicas!! ..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-7784731881354368507?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://fcmopenal.blogspot.com/2011/06/caso-edmundo-afinal-o-que-anda-se.html?spref=bl' title='Penal além da sala.: CASO EDMUNDO - afinal, o que anda se falando por a...'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/7784731881354368507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/06/penal-alem-da-sala-caso-edmundo-afinal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7784731881354368507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7784731881354368507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/06/penal-alem-da-sala-caso-edmundo-afinal.html' title='Penal além da sala.: CASO EDMUNDO - afinal, o que anda se falando por a...'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-3302808479698138724</id><published>2011-05-21T02:01:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.682-02:00</updated><title type='text'>O Sol como ponto de partida!</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center; CLEAR: both" class="separator"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="MARGIN-LEFT: 1em; MARGIN-RIGHT: 1em" href="http://2.bp.blogspot.com/-vpuIWYViupw/TddGR4fQZiI/AAAAAAAAAEc/y2tAqgJ7GmI/s1600/Espanha+Toma+la+plaza..jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-vpuIWYViupw/TddGR4fQZiI/AAAAAAAAAEc/y2tAqgJ7GmI/s320/Espanha+Toma+la+plaza..jpg" width="320" height="198" j8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1992 conheci Madrid. Eu tinha 20 anos, o mês era novembro. Recordo como se fosse hoje o dia em que cheguei à “Puerta del Sol”, lembro exatamente da sensação “tá e daí” quando cheguei no local. Tudo bem, um prédio muito bonito dos Correios, do século 18, a escultura do urso na árvore de morangos... enfim, algo que, me pareceu sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados quase 19 anos, a Puerta del Sol talvez concentre, no momento, o espaço público do planeta mais repleto de significações. Eclodiu na Espanha, no dia 15 de maio, o movimento “Toma la Plaza”. Dalí daquele espaço de agregação de Madri espalhou-se para dezenas de cidades do país do Rei Juan Carlos. Reivindicações: repúdio à corrupção endêmica, à falta de oportunidades para os mais jovens, a crise econômica e repúdio ao modelo político-econômico vigente, dentre outros temas – &lt;a href="http://politica.elpais.com/politica/2011/05/19/actualidad/1305837713_243847.html"&gt;veja o vídeo das reivindicações &lt;/a&gt;(desculpem a propaganda do shampoo)&lt;br /&gt;A mobilização passou, mais uma vez pelas redes sociais. A desordem digital congrega e paradoxalmente organiza. O Facebook se tranforma em um ambiente neo-anárquico, uma anarquia tecnológica, que fluida, concentra vozes, vontades e indignação. E é dela que nasce a mudança. O fim da posição de conforto. A contrariedade e a participação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É imperativo permanecer acompanhando o que vem acontecendo e o resultado disso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center; CLEAR: both" class="separator"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="MARGIN-LEFT: 1em; MARGIN-RIGHT: 1em" href="http://2.bp.blogspot.com/-j1wLMLgBhVY/TddGgsxwowI/AAAAAAAAAEk/v7btJfwpfT8/s1600/Espanha+Toma+la+plaza+3.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-j1wLMLgBhVY/TddGgsxwowI/AAAAAAAAAEk/v7btJfwpfT8/s320/Espanha+Toma+la+plaza+3.jpg" width="320" height="196" j8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-3302808479698138724?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/3302808479698138724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/05/o-sol-como-ponto-de-partida_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3302808479698138724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3302808479698138724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/05/o-sol-como-ponto-de-partida_21.html' title='O Sol como ponto de partida!'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vpuIWYViupw/TddGR4fQZiI/AAAAAAAAAEc/y2tAqgJ7GmI/s72-c/Espanha+Toma+la+plaza..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-3679766743267981669</id><published>2011-05-03T00:36:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.697-02:00</updated><title type='text'>CRIMINOLOGIA DE GARAGEM N. 2 - LARANJA MECÂNICA</title><content type='html'>&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/xTtc2NM53ek?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá no ar o Criminologia de Garagem 2, sobre o filme/livro Laranja Mecânica!&lt;br /&gt;Assistam, divulguem e critiquem.&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, achei muito escuro o vídeo.&lt;br /&gt;Saludos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-3679766743267981669?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/3679766743267981669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/05/criminologia-de-garagem-n-2-laranja.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3679766743267981669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3679766743267981669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/05/criminologia-de-garagem-n-2-laranja.html' title='CRIMINOLOGIA DE GARAGEM N. 2 - LARANJA MECÂNICA'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/xTtc2NM53ek/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-3245052188893485326</id><published>2011-04-13T13:28:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.707-02:00</updated><title type='text'>Homenagem ao dia do beijo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://boanoticia.com/wp-content/uploads/2010/04/dia-do-beijo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 425px; height: 511px;" src="http://boanoticia.com/wp-content/uploads/2010/04/dia-do-beijo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em homenagem ao chamado "Dia do Beijo", vai o reloaded de um texto antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o gosto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que nascemos, quase sem percebermos, nossa vida orbita a partir da língua. Não da língua falada, mas deste músculo mágico que nos faz sentir sabores doces, amargos, azedos, salgados, ou, até mesmo, inidentificáveis.&lt;br /&gt;Desde o momento em que colocamos nossos lábios no seio de nossas mães, passamos a sentir, enquanto sorvemos, o sabor da vida. Passamos pelos doces, balas, sorvetes, biscoitos e rapaduras que transformam nossa boca no centro mundial do açúcar. Saímos da infância, ingressamos na adolescência e caímos dentro da boca de alguém.&lt;br /&gt;Exatamente, falo do beijo, de línguas de sabores diversos acariciando-se lenta e ritimadamente (ou não), sem pressa, sem compromisso, relógio ou preocupações. Naquele momento, lábios, bocas, saliva e sabor. Muito sabor. &lt;br /&gt;Qual o gosto do beijo?&lt;br /&gt;Depende do momento, não basta apenas a sensibilidade das papilas gustativas, tudo o que, mais uma vez, orbita ao redor da boca interfere no paladar. O beijo roubado, o beijo mordido, o beijo forçado, o beijo feroz, o beijo na orelha, no pescoço, no ombro, nas costas...&lt;br /&gt;O beijo pode ser doce, amargo, áspero, ritmado ou sem compasso, luminoso, melecado, macio ou aguado, não importa. Cada um tem seu sabor. Mas qual o gosto do beijo ideal?&lt;br /&gt;Não é a pasta de dentes ou o chiclete que fazem a diferença, mas o abraço, o carinho, o afagar ou puxar cabelos, a respiração ofegante, o que ouvimos, vemos, cheiramos, a energia magnética que os corpos entrelaçados se transmitem. Enfim, o gosto do beijo depende da abertura de todos os sentidos.&lt;br /&gt;Assim, descobriremos que o gosto do beijo ideal é o gosto da vida.&lt;br /&gt;Beije, cheire, ouça, veja, sinta, descubra seus sentidos e dê maior sentido à vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-3245052188893485326?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/3245052188893485326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/04/homenagem-ao-dia-do-beijo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3245052188893485326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3245052188893485326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/04/homenagem-ao-dia-do-beijo.html' title='Homenagem ao dia do beijo.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-4612550021257906973</id><published>2011-04-09T00:54:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.714-02:00</updated><title type='text'>Criminologia de Garagem n. 1 - no Ar!</title><content type='html'>&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/_r65lnv02_s?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá no ar o Criminologia de Garagem n.1.&lt;br /&gt;Tema: O que é criminologia?&lt;br /&gt;Que desfrutem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-4612550021257906973?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/4612550021257906973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/04/criminologia-de-garagem-n-1-no-ar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4612550021257906973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4612550021257906973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/04/criminologia-de-garagem-n-1-no-ar.html' title='Criminologia de Garagem n. 1 - no Ar!'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/_r65lnv02_s/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-7274926780454495746</id><published>2011-04-08T09:43:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.721-02:00</updated><title type='text'>Barbárie e infância!</title><content type='html'>Não gosto de escrever ainda movido pela emoção de algo que me tocou profundamente, mas silenciar nesse momento, seria o mesmo que assitir passivamente disparo a disparo a morte de cada criança e, por fim, do jovem que segundos antes estava travestido de matador em série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ontem, ao final da manhã, al gum aluno me perguntasse se eu tinha visto o ex-aluno que matou 12 crianças, eu perguntaria, onde? Nos Estados Unidos? Não. Agora é aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, país tarjado no seu rótulo como tomado pela insegurança e pelo tráfico de drogas, passou a fazer parte do país em que tragédias ilógicas se estabelecem envolvendo crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chama a atenção o fato de Wellington Menezes de Oliveira não ter simplesmente ter saído atirando contra crianças que assitiam aula ou que brincavam no pátio. Não. Colocou uma a uma, lado a lado, antes de executá-las. Foi frio. Reputo o ocorrido ontem no Rio de Janeiro como este como o fato criminoso de maior medida na história brasileira &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;praticado por uma única pessoa&lt;/span&gt;. Talvez, já que se vive o fetiche do rótulo, Welington seja rotulado como o maior assassino do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar na questão psicológica - agora não faltarão entrevistas querendo traçar o perfil psicológico do assassino, a fim de criar standards - importante não esquecer, a partir daí, que "o maior assassino do Brasil", era primário, não tinha passagens policiais, era um bom aluno, quieto e religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, a tragédia sirva para limpar das nossas cabeças estereótipos que tanto contribuem para o preconceito e marginalização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita paz para as famílias das vítimas. A dor é inimaginável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-7274926780454495746?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/7274926780454495746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/04/barbarie-e-infancia_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7274926780454495746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7274926780454495746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/04/barbarie-e-infancia_08.html' title='Barbárie e infância!'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-7001932311809710366</id><published>2011-03-17T18:09:00.000-03:00</published><updated>2011-03-17T18:09:53.858-03:00</updated><title type='text'>Assista isso todos os dias ao acordar.</title><content type='html'>&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/E-xZ6ULzJEk?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CARA se chama Nick Vujicic. &lt;br /&gt;O vídeo fala por si só. Qualquer definição não estaria à altura.&lt;br /&gt;Apenas um conselho: veja ele diariamente.&lt;br /&gt;Saludos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-7001932311809710366?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/7001932311809710366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/03/assista-isso-todos-os-dias-ao-acordar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7001932311809710366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7001932311809710366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/03/assista-isso-todos-os-dias-ao-acordar.html' title='Assista isso todos os dias ao acordar.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/E-xZ6ULzJEk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5494005331413527185</id><published>2011-03-17T02:57:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.745-02:00</updated><title type='text'>CRIMINOLOGIA DE GARAGEM</title><content type='html'>&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/8WQDSBLdC9w?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá no "ar" o número zero do "Criminologia de Garagem", um programa que se dispõe a discutir as ciências penais, o ensino jurídico e fatos do cotidiano, regado a muito rock'n roll. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "número zero" foi apenas um laboratório que realizamos. Gravado em um estúdio para ensaio de bandas em POA, o programa foi filmado pela câmera de segurança do local - criminologicamente apropriado, diga-se de passagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição foi do Fernando "Mágico" Rotta, que conseguiu resolver inclusive o áudio abafado da gravação, provavelmente oriundo da falta de tratamento acústico adequado das paredes do local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia sobre o programa me acordou em uma noite de insônia e o Salo (UFRGS) e o Moisés (ULBRA) adoraram e abraçaram-na. Ultimamente, aliás, vem sendo difícil conter a empolgação do Mr. Antiblogdecriminologia.blogspot.com! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana que vem gravaremos o número 1. Para isso, gostaria de contar com as críticas e sugestões de todos vocês. O que ficou legal e o que ficou uma merda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5494005331413527185?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5494005331413527185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/03/criminologia-de-garagem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5494005331413527185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5494005331413527185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/03/criminologia-de-garagem.html' title='CRIMINOLOGIA DE GARAGEM'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/8WQDSBLdC9w/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1711466915913040622</id><published>2011-03-04T02:40:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.753-02:00</updated><title type='text'>Entre pneus, pedais, velocidade e desaceleração.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-t99FNf1yc1I/TXB7fIabMNI/AAAAAAAAAHg/pyP-MJxZGsw/s1600/Pateta%2Bmotorista.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-t99FNf1yc1I/TXB7fIabMNI/AAAAAAAAAHg/pyP-MJxZGsw/s320/Pateta%2Bmotorista.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580095713076523218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O mundo olhou para Porto Alegre na semana que passou. Mais especificamente, para a “cidade baixa”, bairro boêmio, daqueles em que sentimos a cidade pulsando, uma panela de água fervente pronta para a ebulição. Juntamente com o Bom fim, para mim, são os que melhor representam o espírito porto-alegrense, seus vícios, defeitos e virtudes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, em uma de suas ruas movimentadas, a célula do movimento “&lt;a href="http://massacriticapoa.wordpress.com/"&gt;Massa Crítica&lt;/a&gt;” organizara uma manifestação no sentido de conscientizar as pessoas da necessidade de uma nova utilização do espaço urbano, privilegiando bicicletas em detrimento de automóveis. O grupo tem origem no início dos anos 90, na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos. De lá, passou a ser replicado no resto do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de hábito, na última sexta-feira de cada mês, sai o “Massa Crítica” pelas ruas de várias cidades do mundo para celebrar as bicicletas em uma tentativa de chamar atenção das autoridades públicas acerca da necessidade de uma racionalização do espaço público para a utilização de meios de transporte não poluentes, como as magrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio ao "passeio", &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rhryqgbbfTM&amp;oref=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fresults%3Fsearch_query%3Dmassa%2Bcr%25C3%25ADtica%2Batropelamento%26aq%3Df&amp;has_verified=1"&gt;um motorista aparentemente enfurecido avançou contra os ciclistas&lt;/a&gt;, colhendo mais de uma dezena e deixando chocadas as pessoas que participavam e que depois assistiram as cenas. Felizmente, não houve mortes. A partir daí, a dificuldade de compreensão, somada ao anseio de crucificação do motorista em praça pública ocupou os principais espaços de discussão da cidade. O discurso comum é o de que a atitude é injustificável e incompreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discordo. O ocorrido é compreensível. Mas não é aceitável. É o reflexo de uma cultura estabelecida há muito tempo. Sempre me recordo de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RMZ3bsrtJZ0"&gt;um desenho da Disney que assisti algumas vezes na casa da minha avó nos domingos pela manhã&lt;/a&gt;, antes do início da década de oitenta. O fantástico youtube promoveu o meu reencontro com essa história protagonizada pelo Pateta e que para mim, explica boa parte do ocorrido. Detalhe: o vídeo é de 1950. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autossuficiência dos motoristas, somadas às neuroses do cotidiano, à exigência da pressa e a uma constelação negativa de fatos – à “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=dfWwmqQDpfI&amp;feature=related"&gt;Dia de Fúria&lt;/a&gt;”, pode nos permitir compreender o ocorrido. Aceitar ou justificar não, mas compreender sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que o desafio de cada um é, apesar da violência da conduta, não sairmos com tochas e capuzes brancos atrás dos culpados para a execução pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WCj5TzgwQTw/TXB7-qUpA9I/AAAAAAAAAHo/iIkt6gdu-EY/s1600/klan.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 255px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-WCj5TzgwQTw/TXB7-qUpA9I/AAAAAAAAAHo/iIkt6gdu-EY/s320/klan.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580096254755013586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1711466915913040622?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1711466915913040622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/03/entre-pneus-pedais-velocidade-e_04.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1711466915913040622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1711466915913040622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2011/03/entre-pneus-pedais-velocidade-e_04.html' title='Entre pneus, pedais, velocidade e desaceleração.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-t99FNf1yc1I/TXB7fIabMNI/AAAAAAAAAHg/pyP-MJxZGsw/s72-c/Pateta%2Bmotorista.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-4413676697340344408</id><published>2010-12-05T22:56:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.761-02:00</updated><title type='text'>E o Rio de Janeiro continua.</title><content type='html'>Tom Jobim disse:&lt;br /&gt;"Cristo Redentor, braços abertos&lt;br /&gt;Sobre a Guanabara&lt;br /&gt;Esse samba é só porque&lt;br /&gt;Rio eu gosto de você..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não gosta do Rio?&lt;br /&gt;Algum paulista, talvez, recalcado porque a Av. Paulista não é lambida pelo mar...&lt;br /&gt;Todo brasileiro gosta do Rio de Janeiro, ou simplesmente, Riiio, comodizem os cariocas da gema.&lt;br /&gt;O Rio é o logos da identidade do brasileiro. O Brasil não começou por lá, mas foi "inventado" lá. Dom João VI tranpôs Lisboa para o Rio e penso que a nobreza recém chegada, deve ter adorado a mudança de ares.&lt;br /&gt;Desde então é o porto cultural brasileiro. A capital. Pouco importa que o parlamento e o planalto estejam em Brasília e o dinheiro em São Paulo. O Rio é a capital cultural do Brasil e o que acontece lá, tanto no ambiente cênico como no asfalto quente, retumba, muito mais que ecoa.&lt;br /&gt;Ah, foi lá que se inventou o jeito brasileiro de jogar futebol.&lt;br /&gt;Mas deixando a bola, o samba, a bossa nova e o teatro, temos cenas entrecortadas, da multifacetada cidade, como em um roteiro:&lt;br /&gt;"Passarela do samba. Externa. Noite.&lt;br /&gt;Uma linda mulata, dona de um corpo de belas curvas, vestida com plumas coloridas, samba no pé ao som de uma competente bateria, que ataca os tamborins. Corta!&lt;br /&gt;Favela. Externa. Noite.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://terratv.terra.com.br/Noticias/Especiais/Ataques-no-Rio/4967-334324/RJ-policiais-abrem-fogo-e-se-preparam-para-entrar-favela.htm"&gt;Tiroteio. Policiais de uniforme preto, portam armamento pesado&lt;/a&gt;. Corta!&lt;br /&gt;Topo do Morro. Externa. Dia.&lt;br /&gt;Homens correm em fuga. Carregam armas e não usam uniformes. Alguns, até, sem camisa. Um deles leva um tiro. Corta!&lt;br /&gt;Maracanã. Externa. Dia.&lt;br /&gt;Jogadores do Flamengo correm atrás do camisa 9 para comemorarem um gol junto à torcida. Fim!&lt;br /&gt;Esse é o Rio. Uma cidade multifacetada com contrastes de alegria e violência em seu cotidiano sem divisão de tempo entre os acontecimentos. Tudo acontece ao mesmo tempo, embora o tempo de hoje seja "A guerra contra o tráfico". Bush certamente deve estar orgulhoso do título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratarei do tema com calma. Hoje, deixarei, apenas. alguns pontos para "pensar na cama".&lt;br /&gt;- A ocupação do complexo do alemão demorou uma hora e meia;&lt;br /&gt;- A razão dos atos de vandalismo foram as UPPs;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/11/29/complexo-do-alemao-tera-upp-ate-fim-do-primeiro-semestre-anuncia-cabral-923135136.asp"&gt;Não há UPP no complexo do Alemão&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_favelas_da_cidade_do_Rio_de_Janeiro"&gt;O Complexo do Alemão é um bairro que abriga algumas das favelas do Rio de Janeiro&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;Não tem muita água turva pra passar sob essa ponte???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-4413676697340344408?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/4413676697340344408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/12/e-o-rio-de-janeiro-continua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4413676697340344408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4413676697340344408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/12/e-o-rio-de-janeiro-continua.html' title='E o Rio de Janeiro continua.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5838321959896205015</id><published>2010-12-04T22:59:00.002-02:00</published><updated>2010-12-04T23:53:33.002-02:00</updated><title type='text'>Cristo Redentor, braços abertos sobre a guanabara...</title><content type='html'>Tom Jobim disse:&lt;br /&gt;"Cristo Redentor, braços abertos&lt;br /&gt;Sobre a Guanabara&lt;br /&gt;Esse samba é só porque&lt;br /&gt;Rio eu gosto de você..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não gosta do Rio?&lt;br /&gt;Algum paulista, talvez, recalcado porque a Av. Paulista não é lambida pelo mar...&lt;br /&gt;Todo brasileiro gosta do Rio de Janeiro, ou simplesmente, Riiio, comodizem os cariocas da gema.&lt;br /&gt;O Rio é o logos da identidade do brasileiro. O Brasil não começou por lá, mas foi "inventado" lá. Dom João VI tranpôs Lisboa para o Rio e penso que a nobreza recém chegada, deve ter adorado a mudança de ares.&lt;br /&gt;Desde então é o porto cultural brasileiro. A capital. Pouco importa que o parlamento e o planalto estejam em Brasília e o dinheiro em São Paulo. O Rio é a capital cultural do Brasil e o que acontece lá, tanto no ambiente cênico como no asfalto quente, retumba, muito mais que ecoa.&lt;br /&gt;Ah, foi lá que se inventou o jeito brasileiro de jogar futebol.&lt;br /&gt;Mas deixando a bola, o samba, a bossa nova e o teatro, temos cenas entrecortadas, da multifacetada cidade, como em um roteiro:&lt;br /&gt;"Passarela do samba. Externa. Noite.&lt;br /&gt;Uma linda mulata, dona de um corpo de belas curvas, vestida com plumas coloridas, samba no pé ao som de uma competente bateria, que ataca os tamborins. Corta!&lt;br /&gt;Favela. Externa. Noite.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://terratv.terra.com.br/Noticias/Especiais/Ataques-no-Rio/4967-334324/RJ-policiais-abrem-fogo-e-se-preparam-para-entrar-favela.htm"&gt;Tiroteio. Policiais de uniforme preto, portam armamento pesado&lt;/a&gt;. Corta!&lt;br /&gt;Topo do Morro. Externa. Dia.&lt;br /&gt;Homens correm em fuga. Carregam armas e não usam uniformes. Alguns, até, sem camisa. Um deles leva um tiro. Corta!&lt;br /&gt;Maracanã. Externa. Dia.&lt;br /&gt;Jogadores do Flamengo correm atrás do camisa 9 para comemorarem um gol junto à torcida. Fim!&lt;br /&gt;Esse é o Rio. Uma cidade multifacetada com contrastes de alegria e violência em seu cotidiano sem divisão de tempo entre os acontecimentos. Tudo acontece ao mesmo tempo, embora o tempo de hoje seja "A guerra contra o tráfico". Bush certamente deve estar orgulhoso do título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratarei do tema com calma. Hoje, deixarei, apenas. alguns pontos para "pensar na cama".&lt;br /&gt;- A ocupação do complexo do alemão demorou uma hora e meia;&lt;br /&gt;- A razão dos atos de vandalismo foram as UPPs;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/11/29/complexo-do-alemao-tera-upp-ate-fim-do-primeiro-semestre-anuncia-cabral-923135136.asp"&gt;Não há UPP no complexo do Alemão&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_favelas_da_cidade_do_Rio_de_Janeiro"&gt;O Complexo do Alemão é um bairro que abriga algumas das favelas do Rio de Janeiro&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;Não tem muita água turva pra passar sob essa ponte???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5838321959896205015?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5838321959896205015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/12/cristo-redentor-bracos-abertos-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5838321959896205015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5838321959896205015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/12/cristo-redentor-bracos-abertos-sobre.html' title='Cristo Redentor, braços abertos sobre a guanabara...'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8276183648760113669</id><published>2010-11-29T18:22:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.777-02:00</updated><title type='text'>Criminolomúsica!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TPQMTZfIhtI/AAAAAAAAAGs/WjBLdA1pgXw/s1600/76059_127188090675984_100001543823775_174251_5022328_n.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545070568598439634" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TPQMTZfIhtI/AAAAAAAAAGs/WjBLdA1pgXw/s320/76059_127188090675984_100001543823775_174251_5022328_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Beto (Roberto Rocha Rodrigues) e Thithi (Thiago Fabres de Carvalho) dando uma canja no Black Spell Bar do Márcio Harger.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Professores de direito penal e criminologia fugindo da sala de aula e dando aula nos palcos!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aliás, qual a diferença entre o palco e um estrado?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8276183648760113669?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8276183648760113669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/11/criminolomusica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8276183648760113669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8276183648760113669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/11/criminolomusica.html' title='Criminolomúsica!!!'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TPQMTZfIhtI/AAAAAAAAAGs/WjBLdA1pgXw/s72-c/76059_127188090675984_100001543823775_174251_5022328_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-3687023298343185391</id><published>2010-09-22T10:04:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.784-02:00</updated><title type='text'>Menor não vai para a cadeia...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TJn-oJZQXLI/AAAAAAAAAGU/fy_1s26RBTg/s1600/Centro+de+atendimento.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 184px; height: 136px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TJn-oJZQXLI/AAAAAAAAAGU/fy_1s26RBTg/s320/Centro+de+atendimento.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519722783989324978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Conselho Nacional de justiça visitou o "Centro de Atendimento Juvenil Especializado" do Distrito Federal. Deixando eufemismos de lado, a cadeia destinada ao depósito dos menores acusados da prática de atos infracionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aconteceu na terça-feira, dia 21. O que o CNJ constatou?&lt;br /&gt;Vagas: 160&lt;br /&gt;Presos: mais de 320&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celas para dois adolescentes eram ocupadas por quatro ou cinco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi constatada a má qualidade na alimentação, a falta de material em oficinas de trabalho e falta de aulas e professores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo perfeitamente compreensível tendo em vista que o estabelecimento é voltada para a inserção de "medidas sócio-educativas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso naquelas pessoas que afirmam que menor não vai para a cadeia e concluo. Sim, de fato, elas têm razão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-3687023298343185391?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/3687023298343185391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/09/menor-nao-vai-para-cadeia_22.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3687023298343185391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3687023298343185391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/09/menor-nao-vai-para-cadeia_22.html' title='Menor não vai para a cadeia...'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TJn-oJZQXLI/AAAAAAAAAGU/fy_1s26RBTg/s72-c/Centro+de+atendimento.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8428134949893449752</id><published>2010-09-16T02:07:00.000-03:00</published><updated>2010-09-16T02:08:37.198-03:00</updated><title type='text'>Fundamentalismo laico ou E 68 se foi...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TJGkQJAgdlI/AAAAAAAAAF8/Lfxv05ypv9I/s1600/rey_jean-pierre.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 306px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TJGkQJAgdlI/AAAAAAAAAF8/Lfxv05ypv9I/s400/rey_jean-pierre.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517371615708477010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A França é o território onde se encontrava uma pequena aldeia de intrépidos Gauleses. Asterix e Obelix divertiam-se ao manter a independência e a cultura de seu povo em meio a um opressor exército de loucos romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora da ficção, foi lá que floresceu o iluminismo e as bases do Estado de Direito ocidental. Lá é a casa da secularização, da tolerância (sem trocadilhos nem espartilhos com o Moulin Rouge).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os movimentos contraculturais encontraram seu estuário em Paris, em maio de 68. Lá se estabelecia a reivindicação estudantil de valores hoje tão intrínsecos de nossa sociedade XXI, ecologia, pacifismo, liberdade sexual, anti-autoritarismo, igualdade de direitos independentemente de gênero ou raça. Em resumo: era proibido proibir (défense d'interdire).&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Dia 14 de setembro de 2010, a Assembleia Nacional, por 246 votos a 1, proibiu "a dissimulação do rosto em espaço público". O alvo da lei não é o mímico de rua parisiense que pinta o rosto dissimulando-o no espaço público, mas sim as muçulmanas que vestem o "niqab" (da foto) ou a "burca".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que não defendo o uso de tais vestimentas pelas mulheres, mas advogo sem dúvida em favor da liberdade de pensamento, de expressão e de religião. O estado laico tem por característica evitar a imposição religiosa ao cidadãos. Contudo, contraria seus postulados básicos de liberdade impedir a manifestação da liberdade religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proibição imposta às muçulmanas consiste no mesmo que proibir a utilização de crucifixos pelos cristãos ou de kipá pelos judeus em lugares públicos. Para muitas mulheres muçulmanas residentes na França, faz parte do respeito aos ditames de sua religião cobrir os cabelos e o rosto. Estima-se que duas mil mulheres usem tais vestes na França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundamentalismo laico, sob a roupagem de uma norma de segurança ou de proteção de direitos da mulher, inverte o eixo de perversidade e impõe a neutralização religiosa. Voltaire revira-se no Pantheón de Paris, onde está enterrado. Não há tolerância no fundamentalismo laico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parlamento francês e os que apóiam tal decisão contrariam a história da França, o mito da liberdade - a Marianne semi-nua empunhando a bandeira bleu-blanc-rouge seguida pela multidão na luta pela liberdade, hoje se encontra moribunda às margens do rio Sena... e nem Paris existe mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TJGkqgR0IOI/AAAAAAAAAGM/sngHxsFHKiY/s1600/Niqab_Burqa_210410.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 249px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TJGkqgR0IOI/AAAAAAAAAGM/sngHxsFHKiY/s320/Niqab_Burqa_210410.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517372068631683298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8428134949893449752?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8428134949893449752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/09/fundamentalismo-laico-ou-e-68-se-foi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8428134949893449752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8428134949893449752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/09/fundamentalismo-laico-ou-e-68-se-foi.html' title='Fundamentalismo laico ou E 68 se foi...'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TJGkQJAgdlI/AAAAAAAAAF8/Lfxv05ypv9I/s72-c/rey_jean-pierre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8345664380029038726</id><published>2010-08-17T16:15:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.801-02:00</updated><title type='text'>"War is over" ou 10 minutos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TGrgvCbvSkI/AAAAAAAAAFk/mFDszuWk1yw/s1600/John+and+Yoko.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 382px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TGrgvCbvSkI/AAAAAAAAAFk/mFDszuWk1yw/s400/John+and+Yoko.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506460593125542466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei esses meus rabiscos em meio a uma folha amassada e achei legal trazer pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;War is over?&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;Nos tratados de paz sim, John, mas não em nossos espíritos. Aqui dentro a guerra continua... e cada vez pior. Mais brutal. Selvagem.&lt;br /&gt;Olho para o motorista do carro ao lado como um adversário. Alguém a quem eu nego a condição humana. Desconheço-o. É o oponente a ser batido.&lt;br /&gt;O oponente por um espaço maior, para alcançar a fila certa, que devo vencer para que eu chegue antes...&lt;br /&gt;Dez minutos antes...&lt;br /&gt;Antes de nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8345664380029038726?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8345664380029038726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/08/is-over-ou-10-minutos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8345664380029038726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8345664380029038726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/08/is-over-ou-10-minutos.html' title='&amp;quot;War is over&amp;quot; ou 10 minutos.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TGrgvCbvSkI/AAAAAAAAAFk/mFDszuWk1yw/s72-c/John+and+Yoko.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-2783004766668140311</id><published>2010-08-14T18:13:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.808-02:00</updated><title type='text'>A cegueira do claro ou A escuridão da luz!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TGcN3sPYFJI/AAAAAAAAAFc/sqVz4zL-Ymk/s1600/Sol+Hawaii.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TGcN3sPYFJI/AAAAAAAAAFc/sqVz4zL-Ymk/s400/Sol+Hawaii.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505384319903339666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre o que é claro é o visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquelas manhãs de ressaca, quando abrimos a veneziana, sentimos os raios do sol como duas lanças a perfurarem nossos olhos. A ponta da lança atinge nosso cérebro e uma pancada surda quase nos derruba. Fechamos a cortina rapidamente, e, como um lutador de boxe (ou vale-tudo, adequando-se à moda) que precisa do gongo, mergulhamos novamente nas águas doces da nossa cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, mesmo na percepção dos sentidos, às vezes, a clareza nos cega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, em determinados momentos da vida, não é raro assistirmos situações pelas quais amigos passam e que parecem tão claras para nós que estamos longe do conflito. Não conseguimos compreender a dificuldade de superação do problema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por outras, nos sentimos idiotas quando alguém alheio ao nosso drama, cutuca um dos nossos ombros e olha nos olhos com cara de quem está falando com uma planta e esfrega a resposta óbvia na nossa cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há como superar a cegueira da luz? Não sei. Mas tentar olhar a situação mais de longe, como se não fôssemos as personagens do filme, mas apenas uma câmera que acabou de invadir o espaço de alguém, sem roteiro, sem diretor e sem (muito)drama. Luz (agora sim), câmera e ação!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-2783004766668140311?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/2783004766668140311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/08/cegueira-do-claro-ou-escuridao-da-luz.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2783004766668140311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2783004766668140311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/08/cegueira-do-claro-ou-escuridao-da-luz.html' title='A cegueira do claro ou A escuridão da luz!'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TGcN3sPYFJI/AAAAAAAAAFc/sqVz4zL-Ymk/s72-c/Sol+Hawaii.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5603974649850097732</id><published>2010-07-26T12:21:00.002-03:00</published><updated>2010-07-26T12:22:26.489-03:00</updated><title type='text'>Lançamento!!! Estudos de Direito Penal, vol. II.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TE2oFosfzAI/AAAAAAAAAFU/47JCDMrbUj4/s1600/Lan%C3%A7amento+Livro+Salom%C3%A3o.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TE2oFosfzAI/AAAAAAAAAFU/47JCDMrbUj4/s320/Lan%C3%A7amento+Livro+Salom%C3%A3o.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498235534866107394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Sérgio Salomão Shecaira, uma das cabeças privilegiadas do direito penal e da criminologia brasileira lança, no próximo dia dezoito de agosto, o livro "Estudos de Direito Penal (vol. II)".&lt;br /&gt;Em que pese o lançamento ser em São Paulo, faz-se necessária a divulgação de mais uma obra de qualidade do Salomão.&lt;br /&gt;Sucesso sempre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5603974649850097732?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5603974649850097732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/07/lancamento-estudos-de-direito-penal-vol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5603974649850097732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5603974649850097732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/07/lancamento-estudos-de-direito-penal-vol.html' title='Lançamento!!! Estudos de Direito Penal, vol. II.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TE2oFosfzAI/AAAAAAAAAFU/47JCDMrbUj4/s72-c/Lan%C3%A7amento+Livro+Salom%C3%A3o.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-4733782139335141196</id><published>2010-07-12T18:39:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.814-02:00</updated><title type='text'>Recomeçar?</title><content type='html'>Fim de Copa e surge a questão.&lt;br /&gt;Continuo com o "felipescreve"? Chegou um momento em que caí na armadilha de ter "vários blogues". Sim. Um dia resolvi criar o "fcmo.blogspot.com" para tratar de questões relacionadas à criminologia, direito penal e processo penal.&lt;br /&gt;O tempo passou, a PUCRS passou a fazer parte da minha vida, e criei blogs para os meus alunos (fcmopenal2.blogspot.com e fcmopenal3.blogspot.com).&lt;br /&gt;Resultado, parei de atualizar fcmo e felipescreve.&lt;br /&gt;Em relação aos blogs das turmas da PUCRS já resolvi e "fcmopenal 2 e 3" "morrem" em favor de "fcmopenal.blogspot.com.".&lt;br /&gt;Ainda não sei o que fazer com fcmo e felipescreve. Eles são muito diferentes para fazerem parte um do outro.&lt;br /&gt;Sinceramente, não sei.&lt;br /&gt;Sei, apenas, que o futebol, a partir de agora, desaparece daqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-4733782139335141196?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/4733782139335141196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/07/recomecar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4733782139335141196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4733782139335141196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/07/recomecar.html' title='Recomeçar?'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5266264239902686439</id><published>2010-07-12T12:21:00.001-03:00</published><updated>2010-07-12T12:24:08.154-03:00</updated><title type='text'>El Secreto de Sus Ojos: quatro leituras sobre a paixão</title><content type='html'>Segue texto do Alexandre Wunderlich sobre o Segredo de seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Wunderlich&lt;br /&gt;Professor de Direito Penal na PUCRS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Segredo dos Seus Olhos, drama romântico-policial dirigido por Juan José Campanella (Argentina-Espanha/2009),adaptado do romance La pregunta de sus ojos, de Eduardo Sachari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benjamín Espósito (Ricardo Darín) é uma espécie de secretário de diligências do Ministério Público, com atuação no Juízo Penal, que acaba de se aposentar. Longe da cena judiciária, Benjamín decide escrever um livro sobre um caso de homicídio ocorrido há mais de vinte anos. De início, procura a sua antiga chefe, a Doctora Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil), que, nos dias atuais, representaria a Promotoria de Justiça — o filme transcorre em 1974, quando o MP não tinha a configuração atual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos, “Benja” atuou ao lado da polícia judiciária nas investigações de crimes. O prestativo agente contava com o apoio de Pablo Sandoval (Guillermo Francella), fiel amigo e colega de cartório judicial. Sandoval é o retrato do típico burocrata (aparentemente) feliz. Funcionário público sem compromisso, simpático e sorridente, encontra na garrafa a razão de seu viver. Para fugir do trabalho, atende ao telefone da repartição, dizendo: ” banco de espermas, setor de doações”.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurada, e a fim de auxiliar na escrita do livro, Irene entrega para Benjamín uma antiga máquina de datilografar. Nesse momento, uma rápida frase passa desapercebida para o público leigo. Irene, ao retirar a máquina cheia de poeira de um armário da Corte Penal, declara:” – vai ajudar a escrever, mas deve ser do tempo do caso ‘Petiso Orejudo’”. Refere-se ao famoso caso que data do início do século passado, que é citado por inúmeros criminólogos, do sujeito desajustado desde a infância. A bela Irene fez uma blague com Benjamín, porém o público não tem a obrigação de entender tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse contexto que Benjamín inicia a redação de sua novela. Recorda-se, então, do crime bárbaro em que trabalhou, isto é, um violento estupro, seguido de morte. A jovem e bonita vítima era casada com Ricardo Morales (Pablo Rago), a quem Benjamín, diante do visível sofrimento experimentado pelo viúvo, promete prisão perpétua para o culpado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas décadas depois do homicídio, Benjamín Espósito reconstrói o iter criminis: narra como procedeu a apuração dos fatos, o processo e o cumprimento da pena do acusado até a sua inexplicável liberação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recorte sobre a investigação prossegue e o roteiro leva o assistente ao passado e ao presente com leveza e rapidez. Ao tempo que reconstrói a história do crime e do processo, tempera o romance com fatos do dia-a-dia contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora o excelente drama romântico-policial que fascina a qualquer um — sobretudo quem atua nas Ciências Criminais e quem conhece um pouco da Justiça Penal —, o que me motiva a escrever é sobre a paixão que movimenta o filme ou, ainda, sobre as paixões possíveis que dão cor aos caminhos das pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa é, por si só, muito apaixonante e remete ao mundo das paixões de diversas formas e perspectivas — este é o ponto que me interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão 1ª&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A localização do autor do delito resolve-se a partir do encontro das cartas do homicida foragido para a sua mãe, em que são citados inúmeros nomes que a princípio nada dizem. Depois, vê-se que são nomes de jogadores de futebol que marcaram a história do “clube do coração” do assassino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge, aqui, a paixão como fanatismo, a paixão clubística. O filme é marcado por uma cena impactante dentro de um estádio, em um jogo do Racing Club. A cena transmite com exatidão a realidade de uma torcida de futebol — é impressionante. O significado que se extrai, nas palavras de Sandoval, é que aquele é um homem, capaz de mudar tudo, mas não muda a sua paixão pelo clube de futebol – muda de rosto, muda de mulher, muda de cidade, muda de trabalho, mas não muda de time; é paixão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão 2ª&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só isso. Sandoval, mesmo diante da mira de um revólver, fiel e leal ao amigo Benjamín — é verdade que não tinha muito a perder na vida —, quando indagado qual é o seu nome e se era de fato Benjamín, silencia, vindo a falecer no lugar de seu amigo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O que se tem, agora, é paixão e desapego. Paixão, pelo bom amigo, que passa o filme sempre pronto para ajudá-lo; desapego, por sua vida desregrada e marcada pelo álcool. Mais do que nunca, reside aqui a paixão de um amigo pelo outro, capaz de levar à morte.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão 3ª&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra paixão é a do viúvo por sua esposa assassinada. Passam-se os anos e o homem segue na luta por Justiça — na verdade, sedento por Justiça. Passa o tempo e o assassino não cumpre a pena. Isso se deve a inúmeras razões, especialmente aquelas que sempre acabam por definir o Estado, ainda no tempo das ditaduras, como inoperante, ineficaz e, sobretudo, injusto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paixão do viúvo leva à paixão por Justiça. Diante da injustiça, da ausência do Estado, o justo é fazer o assassino cumprir a pena – seja de qualquer maneira. O viúvo torna-se carcereiro e consegue, então, manter o assassino preso em uma cela, especialmente preparada, na fazenda onde reside. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o condenado cumpre a sua pena — aqui, o silêncio é a tortura. A leitura é a seguinte: onde não autuou o Estado, atuou o homem. Vale frisar, contudo, que o viúvo é um homem apaixonado, não um homem sem paixão. É um homem capaz de romper os limites e buscar a sua forma particular de fazer Justiça. Há, aqui, a paixão por vingança e por Justiça que, mesmo passados os anos, ainda impera no seu coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão 4ª&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a paixão essencial que move a narrativa é outra: diz respeito a  Benjamín e a Irene. Ambos trabalharam juntos por mais de 20 anos. Entre olhares e gestos reveladores que não conseguem ocultar os pensamentos íntimos,  eles passaram a vida em distância: perto-longe; juntos-separados. Ele acompanha o casamento dela com um sujeito que tem mais de cinco sobrenomes. Há uma passagem no filme que,  diante dela, Benjamín é humilhado por um policial inescrupuloso – “você não é para ela”! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram contextos diferentes. Durante muitos anos, ele soube o seu lugar. Ficou assistindo à vida passar. Sozinho. Ela casou e teve filhos. E depois de vinte e cinco anos, aquela paixão não se apagou. Estava acesa. Não sucumbiu. Não era algo que o tempo pudesse abafar. Bastava um olhar... Uma palavra... O filme apresenta esta paixão impossível que, ao final, acaba por tornar-se uma realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que o filme me trouxe como espectador? Que as grandes ações exigem paixão. Que não existe uma racionalidade pura. Que não se pode mudar a ordem natural das coisas sem paixão. Que talvez as grandes mudanças de uma vida ocorrem em razão da paixão. Afinal, boas e más paixões levam às boas e às más mudanças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma paixão pode ser aguda e violenta, pode ser duradoura e profunda. Paixões em suas inúmeras formas, cores e cheiros. Mas, afinal, o que motiva o ser humano para além da paixão? O que faz o homem caminhar? Nada além da paixão. A paixão pelo clube. A paixão que leva ao crime e que leva à morte. A paixão patológica. A paixão por justiça, que é paixão de se buscar. A paixão por amor, que é paixão de felicidade ou de sofrimento. Não se pode, de nenhuma forma, viver sem paixão. Já dizia o poetinha "Ser feliz é viver morto de paixão."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5266264239902686439?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5266264239902686439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/07/el-secreto-de-sus-ojos-quatro-leituras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5266264239902686439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5266264239902686439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/07/el-secreto-de-sus-ojos-quatro-leituras.html' title='El Secreto de Sus Ojos: quatro leituras sobre a paixão'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1122111904647396762</id><published>2010-07-08T23:34:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.820-02:00</updated><title type='text'>E a Espanha perdeu a virgindade!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TDaMDe2fuDI/AAAAAAAAAFM/9TdWrY4H7tk/s1600/penelope_scarlett_300x200_beijo_rep.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TDaMDe2fuDI/AAAAAAAAAFM/9TdWrY4H7tk/s320/penelope_scarlett_300x200_beijo_rep.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491730787074029618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Finalmente. Depois de muito passeio de mãos dadas a Espanha foi lá e pegou a Alemoa! Digo a Alemanha.&lt;br /&gt;Sim, o time alegre, técnico e rápido de Löw foi seduzido pelo toque de bola envolvente da Seleção de Penélope Cruz. Iniesta e Xavi, hábeis como Javier Bardem, levaram Scweinsteiger, Özel e companhia para um passeio de avião. Só que desta vez não foi para Oviedo (para uma boa comida, bons vinhos e etc., como em Vicky, Cristina, Barcelona), mas para Port Elizabeth, para a disputa do terceiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso a Espanha na busca da taça tenta seduzir uma nova vítima: Bobbi Eden.&lt;br /&gt;Mas cuidado!! Se a holandesa levar o espanhol para um coffee shop ele pode sair de lá meio "zen" e aí... corre o risco de que o "Robben" e não sobre "Sneijder" de todo aquele romantismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma... páreo duro na final, sem prognósticos. Nem o Polvo Paul arriscaria!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1122111904647396762?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1122111904647396762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/07/e-espanha-perdeu-virgindade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1122111904647396762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1122111904647396762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/07/e-espanha-perdeu-virgindade.html' title='E a Espanha perdeu a virgindade!!!'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TDaMDe2fuDI/AAAAAAAAAFM/9TdWrY4H7tk/s72-c/penelope_scarlett_300x200_beijo_rep.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-2514912076065490079</id><published>2010-06-14T03:34:00.002-03:00</published><updated>2010-06-14T03:37:18.066-03:00</updated><title type='text'>Durante a Copa...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TBXOEzqvOAI/AAAAAAAAAEc/LVSxIuT4yFg/s1600/wc2010logo.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 100px; height: 104px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TBXOEzqvOAI/AAAAAAAAAEc/LVSxIuT4yFg/s400/wc2010logo.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482514703377709058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amigos e Amigas,&lt;br /&gt;Durante a Copa estarei postando no FELIPESCREVE.BLOGSPOT.COM&lt;br /&gt;Amanhã vou escrever sobre as Vuvuzelas!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-2514912076065490079?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/2514912076065490079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/06/durante-copa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2514912076065490079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2514912076065490079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/06/durante-copa.html' title='Durante a Copa...'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TBXOEzqvOAI/AAAAAAAAAEc/LVSxIuT4yFg/s72-c/wc2010logo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1493754447153181314</id><published>2010-06-14T03:02:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.827-02:00</updated><title type='text'>Vuvuzelas e a ética da alteridade.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TBanLaRtJjI/AAAAAAAAAEk/bx3F0jIgzFg/s1600/vuvuzela2-1024x768.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TBanLaRtJjI/AAAAAAAAAEk/bx3F0jIgzFg/s400/vuvuzela2-1024x768.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482753410844141106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Duas (quase) unanimidades da Copa: a Jabulang é uma excelente bola... ...para a liga mundial de Vôlei... e a Vuvuzela é chata!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é chata. Concordo, mas aquela buzina do Estádio de Tóquio é muito pior! O que incomoda na vuvuzela não é o barulho apenas, mas o fato de que o som vai durar, pelo menos, um mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bom chato, declaro-me (só pela próclise, não precisaria dizer o quão chato sou) a favor da Vuvuzela!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Aquela corneta que não para, com o perdão da redundância, deve continuar. Por quê? Porque é uma das características do futebol sul-africano. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lá, jogo de futebol tem Vuvuzela.&lt;/span&gt; É o respeito à forma como aquele povo participa do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, hoje se canta, mas durante muitos anos tivemos as charangas nos Estádios. Nada mais chato do que ver o seu time empatando ou perdendo e quatro ou cinco sujeitos impregnando todos os espaços dos ouvidos com o som de marchinhas de carnaval, tocadas por metais, em pleno frio de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi nenhum movimento contra as charangas. Hoje, elas foram silenciadas pelos gritos e cânticos das (des)organizadas. Ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá isso ainda não chegou (talvez por causa das onze línguas, ou porque achem chato gritar, algo meio tribal, sei lá) e a vuvuzela preenche todo o espaço. É o som da Copa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro as Vuvuzelas a ouvir do Galvão Bueno que o Michel Bastos "descolou" um lançamento; do Arnaldo que não foi pênalti porque o atacante "dobrou do joelho"; do Casagrande... a voz. Ou, ainda, ouvir o Luciano do Vale festejando "lateraaaaaaalll para o Braaaasilllll".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem a Vuvuzela em paz! Deixem o povo sul-africano expor a sua forma de torcer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tolerar a vuvuzela é efetivar da ética da alteridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo de final de NBA, aquela musiquinha que toca em TODOS os ataques de TODOS os times, em TODOS os ginásios, também é insuportável, mas sem aquilo, não é NBA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1493754447153181314?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1493754447153181314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/06/vuvuzelas-e-etica-da-alteridade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1493754447153181314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1493754447153181314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/06/vuvuzelas-e-etica-da-alteridade.html' title='Vuvuzelas e a ética da alteridade.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/TBanLaRtJjI/AAAAAAAAAEk/bx3F0jIgzFg/s72-c/vuvuzela2-1024x768.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-529741290075220679</id><published>2010-06-10T01:25:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.833-02:00</updated><title type='text'>Conduta, Significado e Pós-modernidade.</title><content type='html'>Jornal Zero Hora, 22 de abril de 2010 – Página 32 – “Envolvido em uma briga em um hipermercado após estacionar o carro em uma vaga para deficientes, o comerciante Rudicir Fernandes de Freitas, 34 anos, diz que não dorme direito há três dias. Preocupado com sua imagem, ele afirma que passou a ser visto como um monstro, mas ressalta que é apenas um pai de família que trabalha 18 horas podia.”Após a referida discussão, Rudicir que tinha pressa em voltar para casa, a fim de assistir um jogo de futebol, atingiu Léo Mainardi, 49 anos, que o havia chamado de analfabeto, ignorante, corno e f.d.p., com uma barra de ferro na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Página 33 – “Um dos autores da pichação da estátua do Cristo Redentor disse estar arrependido e que irá se entregar nos próximos dias à polícia. O pintor de parede Paulo Souza dos Santos, 28 anos, [casado e pai de um menino de 4 anos] afirmou que recorreu ao vandalismo para protestar contra a demora nas investigações de crimes no Rio”. Afirmou à reportagem do jornal O Dia: “- Queria pedir perdão a Deus e à população carioca. Eu sei que cometi um ato errado. As pessoas estão achando que sou bandido ou traficante. Não sou nada disso. Sou um ex-militar. Não tinha a noção de que meu ato teria essa repercussão toda.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Rudicir e Paulo eram anônimos até então. Integravam a massa dos sem rosto. As câmeras do sistema de segurança do hipermercado e a publicidade natural do maior símbolo religioso do Brasil expuseram a outros “pais de família” os crimes[1]  a eles atribuídos. Em sua perspectiva, não poderiam estar ali, frequentando as páginas policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Experimentam o acre sabor da instantaneidade da repercussão de seus atos. Rudicir, mais tarde, em casa, viu-se protagonizando cenas de violência nos telejornais da noite. Paulo assistiu a sua contribuição à arte. Ambos só perceberam e concretizaram suas condutas quando a televisão lhes contou o que haviam feito. Parafraseando o segundo, não tinham noção que seus atos teriam tamanha repercussão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significado das ações se deu com a repercussão, como se sem ela as condutas não tivessem conteúdo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1. Aqui, a palavra crime não assume o conceito jurídico de injusto culpável, mas sim o conceito sociológico de crime como fato social. Sociólogos e criminólogos têm preferido utilizar a expressão desvio, a diferenciar do conceito jurídico de crime. Contudo, dentro de uma perspectiva criminológica entendemos necessário o resgate da expressão “crime”. O desvio, tal qual o crime, é um juízo de valor realizado sobre uma determinada conduta. Contudo, sua perspectiva é mais ampla, uma vez que se refere a qualquer comportamento desaprovado por um determinado grupo social, tenha previsão típica ou não. O desvio, assim, é a conduta que desborda dos padrões estabelecidos, sejam no ordenamento jurídico ou na esfera ético-moral da sociedade. A partir de uma percepção secularizada do fato social, onde o imoral não se confunde com o jurídico-penal, julgamos necessária a imposição de tal termo como marco limite a pontuar a análise que se faz do fato que tem repercussão criminal.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-529741290075220679?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/529741290075220679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/06/conduta-significado-e-pos-modernidade_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/529741290075220679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/529741290075220679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/06/conduta-significado-e-pos-modernidade_10.html' title='Conduta, Significado e Pós-modernidade.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8692693618572737511</id><published>2010-06-10T01:22:00.002-03:00</published><updated>2010-06-10T01:24:46.494-03:00</updated><title type='text'>Conduta, Significado e Pós-modernidade</title><content type='html'>Jornal Zero Hora, 22 de abril de 2010 – Página 32 – “Envolvido em uma briga em um hipermercado após estacionar o carro em uma vaga para deficientes, o comerciante Rudicir Fernandes de Freitas, 34 anos, diz que não dorme direito há três dias. Preocupado com sua imagem, ele afirma que passou a ser visto como um monstro, mas ressalta que é apenas um pai de família que trabalha 18 horas podia.”Após a referida discussão, Rudicir que tinha pressa em voltar para casa, a fim de assistir um jogo de futebol, atingiu Léo Mainardi, 49 anos, que o havia chamado de analfabeto, ignorante, corno e f.d.p., com uma barra de ferro na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Página 33 – “Um dos autores da pichação da estátua do Cristo Redentor disse estar arrependido e que irá se entregar nos próximos dias à polícia. O pintor de parede Paulo Souza dos Santos, 28 anos, [casado e pai de um menino de 4 anos] afirmou que recorreu ao vandalismo para protestar contra a demora nas investigações de crimes no Rio”. Afirmou à reportagem do jornal O Dia: “- Queria pedir perdão a Deus e à população carioca. Eu sei que cometi um ato errado. As pessoas estão achando que sou bandido ou traficante. Não sou nada disso. Sou um ex-militar. Não tinha a noção de que meu ato teria essa repercussão toda.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Rudicir e Paulo eram anônimos até então. Integravam a massa dos sem rosto. As câmeras do sistema de segurança do hipermercado e a publicidade natural do maior símbolo religioso do Brasil expuseram a outros “pais de família” os crimes[1]  a eles atribuídos. Em sua perspectiva, não poderiam estar ali, frequentando as páginas policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Experimentam o acre sabor da instantaneidade da repercussão de seus atos. Rudicir, mais tarde, em casa, viu-se protagonizando cenas de violência nos telejornais da noite. Paulo assistiu a sua contribuição à arte. Ambos só perceberam e concretizaram suas condutas quando a televisão lhes contou o que haviam feito. Parafraseando o segundo, não tinham noção que seus atos teriam tamanha repercussão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significado das ações se deu com a repercussão, como se sem ela as condutas não tivessem conteúdo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1. Aqui, a palavra crime não assume o conceito jurídico de injusto culpável, mas sim o conceito sociológico de crime como fato social. Sociólogos e criminólogos têm preferido utilizar a expressão desvio, a diferenciar do conceito jurídico de crime. Contudo, dentro de uma perspectiva criminológica entendemos necessário o resgate da expressão “crime”. O desvio, tal qual o crime, é um juízo de valor realizado sobre uma determinada conduta. Contudo, sua perspectiva é mais ampla, uma vez que se refere a qualquer comportamento desaprovado por um determinado grupo social, tenha previsão típica ou não. O desvio, assim, é a conduta que desborda dos padrões estabelecidos, sejam no ordenamento jurídico ou na esfera ético-moral da sociedade. A partir de uma percepção secularizada do fato social, onde o imoral não se confunde com o jurídico-penal, julgamos necessária a imposição de tal termo como marco limite a pontuar a análise que se faz do fato que tem repercussão criminal.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8692693618572737511?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8692693618572737511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/06/conduta-significado-e-pos-modernidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8692693618572737511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8692693618572737511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/06/conduta-significado-e-pos-modernidade.html' title='Conduta, Significado e Pós-modernidade'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5050055697193693512</id><published>2010-05-05T11:15:00.003-03:00</published><updated>2010-05-05T11:25:27.818-03:00</updated><title type='text'>Lançamento do Livro do Pedro Krebs</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S-F94b_pjnI/AAAAAAAAAEU/df5BCoQLJ8o/s1600/Livro+Pedro+Krebs.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 263px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S-F94b_pjnI/AAAAAAAAAEU/df5BCoQLJ8o/s400/Livro+Pedro+Krebs.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467789831145361010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, na Saraiva do Praia de Belas, ocorre o lançamento de mais uma obra do Pedro Krebs. Dessa vez, o autor se propõe a abordar o processo administrativo sancionador a partir da premissa da necessidade de reconhecimento, nele, dos princípios orientadores do processo penal.A partir de tal base, Pedro Krebs analisa a aplicabilidade do princípio da não autoincriminação no âmbito tributário e suas principais conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pedro é Mestre em Direito pela UNISINOS, casa onde leciona Direito Penal I e II. Além de grande conhecedor do Direito Penal é um grande caráter. Parabéns Pedro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5050055697193693512?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5050055697193693512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/05/lancamento-do-livro-do-pedro-krebs.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5050055697193693512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5050055697193693512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/05/lancamento-do-livro-do-pedro-krebs.html' title='Lançamento do Livro do Pedro Krebs'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S-F94b_pjnI/AAAAAAAAAEU/df5BCoQLJ8o/s72-c/Livro+Pedro+Krebs.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-2075399707092400070</id><published>2010-05-03T00:30:00.000-03:00</published><updated>2010-05-03T00:31:30.933-03:00</updated><title type='text'>Nova súmula trata de majorante de roubo - Aplicação da Pena</title><content type='html'>Os Ministros da 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (formada pelas 5ª e 6ª Turmas) sumularam o intendimento de que não é possível aplicar no furto qualificado, pelo concurso de agentes, a majorante do roubo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo verbete recebeu o número 442, a partir de precedentes de ambas as Turmas.&lt;br /&gt;A aplicação da majorante do roubo nas hipóteses de furto praticado em concurso de agentes (o que qualificaria o tipo, art. 155, par. 4º, IV) tinha por fundamento a desproporção entre a pena do furto qualificado com concurso de agentes (que alterava o mínimo de 1 para 2 e o máximo de 4 para 8 anos de reclusão), em relação ao roubo praticado dessa forma, que implicaria em aumento de pena de 1/3 até 1/2, como expresso no art. 157, par. 2º, II, todos do Código Penal.&lt;br /&gt;Assim, o concurso de agentes implicaria no dobro de pena cominada no caso de furto, enquanto que no do roubo, limitaria-se, no máximo, à metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o STJ acompanhou o posicionamento já explanado pela Corte em julgados anteriores, como, por exemplo, os fundamentos do Ministro Gilson Dipp e da Ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, abaixo transcritos respectivamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como não existe paralelismo entre os incisos I, II e III do parágrafo 4º do artigo 155 com os demais incisos do parágrafo 2º do artigo 157, a fórmula aplicada resultaria numa reprimenda diferenciada para indivíduos que cometem furto qualificado naquelas circunstâncias, o que é inconcebível”, concluiu o relator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ministra Maria Thereza de Assis Moura, em decisão do ano passado, complementou o fndamento: “A norma penal incriminadora tipifica o quantum do crime de furto qualificado pelo concurso de agentes (2 a 8 anos), inexistindo razão para que se aplique, por analogia, a previsão da majorante do roubo em igual condição (artigo 157, parágrafo 2º, inciso II, do CP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz é o trem na mão contrária!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-2075399707092400070?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/2075399707092400070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/05/nova-sumula-trata-de-majorante-de-roubo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2075399707092400070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2075399707092400070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/05/nova-sumula-trata-de-majorante-de-roubo.html' title='Nova súmula trata de majorante de roubo - Aplicação da Pena'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-2034062286683037393</id><published>2010-04-26T00:44:00.001-03:00</published><updated>2010-04-26T00:45:32.799-03:00</updated><title type='text'>“Ações a fazer”</title><content type='html'>Com o título acima, a Folha de São Paulo, no editorial deste domingo, enfrentou a questão do “sistema” carcerário brasileiro.&lt;br /&gt;Segundo o jornal:&lt;br /&gt;- em 9 anos, dobrou a população carcerária brasileira;&lt;br /&gt;- o número total é de 473.000 detentos;&lt;br /&gt;- 44% são presos provisórios;&lt;br /&gt;- entre 2008 e 2008 a quantidade de presos provisórios subiu 6%;&lt;br /&gt;- hoje há três vezes mais presos do que vagas nos presídios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclui o Editorial que “É evidente, diante desse cenário, a necessidade de agilizar a atuação da Justiça. Fere os preceitos democráticos e é uma violência do Estado contra cidadãos manter alguém durante anos num cárcere sem julgamento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É um quadro desumano e insustentável.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-2034062286683037393?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/2034062286683037393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/04/acoes-fazer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2034062286683037393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2034062286683037393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/04/acoes-fazer.html' title='“Ações a fazer”'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-515019818028880718</id><published>2010-04-04T09:56:00.001-03:00</published><updated>2010-04-04T09:58:26.117-03:00</updated><title type='text'>Criminologia na ESA - OAB/RS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S7iMyV7dRPI/AAAAAAAAAEM/PktqyzEqBEM/s1600/I+CIC+-+ESA-ICA+-+abril+2010.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 204px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S7iMyV7dRPI/AAAAAAAAAEM/PktqyzEqBEM/s400/I+CIC+-+ESA-ICA+-+abril+2010.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456265745067230450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-515019818028880718?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/515019818028880718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/04/criminologia-na-esaoabrs.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/515019818028880718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/515019818028880718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/04/criminologia-na-esaoabrs.html' title='Criminologia na ESA - OAB/RS'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S7iMyV7dRPI/AAAAAAAAAEM/PktqyzEqBEM/s72-c/I+CIC+-+ESA-ICA+-+abril+2010.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1154149666196102197</id><published>2010-04-01T12:10:00.004-03:00</published><updated>2010-04-01T12:35:18.745-03:00</updated><title type='text'>Sobre o sigilo processual e sua relação com o parlamento...</title><content type='html'>Boa Páscoa a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-fd0d9ae3d1446079" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v7.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dfd0d9ae3d1446079%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331689280%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D636ADAFB0295FFFACB93C9499594026C135B9C7F.6E7969E4FBA0E356B64C4A053861F16D0155C284%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dfd0d9ae3d1446079%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DdWSIQzqVPCepQeixLyLSuj47cOM&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v7.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dfd0d9ae3d1446079%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331689280%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D636ADAFB0295FFFACB93C9499594026C135B9C7F.6E7969E4FBA0E356B64C4A053861F16D0155C284%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dfd0d9ae3d1446079%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DdWSIQzqVPCepQeixLyLSuj47cOM&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1154149666196102197?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=22263636b14587b9&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=fd0d9ae3d1446079&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1154149666196102197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/04/sobre-o-sigilo-processual-e-sua-relacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1154149666196102197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1154149666196102197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/04/sobre-o-sigilo-processual-e-sua-relacao.html' title='Sobre o sigilo processual e sua relação com o parlamento...'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8831398686913190018</id><published>2010-03-29T00:01:00.002-03:00</published><updated>2010-03-29T00:08:22.624-03:00</updated><title type='text'>O Inquérito Policial no Brasil.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S7AZmc1vbpI/AAAAAAAAAEE/_SM-9AmqF6c/s1600/3806.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 273px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S7AZmc1vbpI/AAAAAAAAAEE/_SM-9AmqF6c/s400/3806.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453887297112993426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fruto de um estudo realizado em cinco capitai brasileiras - Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte - "&lt;a href="http://www.booklink.com.br/livro.php?lc=3806"&gt;O Inquérito Policial no Brasil&lt;/a&gt;", estudo coordenado pelos professores Arthur Trindade (Brasília), Joana Domingues Vargas (Belo Horizonte), José Luiz Ratton (Recife) e Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (Porto Alegre), teve por objetivo compreender o papel e a função que o inquérito policial assume no processamento de crimes no Brasil. Estatísticas e rotinas de trabalho dos operadores da Polícia, do Ministério Público e da Justiça, foram objeto de estudo a fim de averiguar em que medida a investigação, sob o modelo do inquérito policial, vem ou não comprometendo a efetividade da administração da justiça e a preservação das garantias dos envolvidos. A análise procura trazer subsídios empíricos às discussões sobre a modernização do processo penal brasileiro. Pesquisa séria e que merece ser visitada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8831398686913190018?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8831398686913190018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/o-inquerito-policial-no-brasil.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8831398686913190018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8831398686913190018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/o-inquerito-policial-no-brasil.html' title='O Inquérito Policial no Brasil.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S7AZmc1vbpI/AAAAAAAAAEE/_SM-9AmqF6c/s72-c/3806.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1457472915528263584</id><published>2010-03-28T03:58:00.002-03:00</published><updated>2010-03-28T04:05:15.142-03:00</updated><title type='text'>A punição como diversão</title><content type='html'>Durante o Império Romano, báraros vencidos, marginais e contestadores à ordem romana, enfim, os que rompiam as normas, eram levados aos anfiteatros para lutarem contra “semelhantes” ou leões, a fim de divertirem ou entreterem aquele microcosmo social representado nas arquibancadas (GUARNIELO, Norberto Luiz. &lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/his/v26n1/a09v26n1.pdf"&gt;Violência como espetáculo: o pão, o sangue e o circo.&lt;/a&gt;).&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S677v9v8K_I/AAAAAAAAADk/vU21zAbJ7cU/s1600/Execu%C3%A7%C3%A3o+Anne_du_Bourg.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S67_DSGJIZI/AAAAAAAAAD0/r0G7l4Ofs44/s1600/Execu%C3%A7%C3%A3o+Anne_du_Bourg.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 147px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453576630654542226" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S67_DSGJIZI/AAAAAAAAAD0/r0G7l4Ofs44/s200/Execu%C3%A7%C3%A3o+Anne_du_Bourg.gif" /&gt;&lt;/a&gt; No Ancien Régime, em frente ao Hôtel-De-Ville, durante os séculos XIV e XVIII, uma multidão se acotovelava para assistir e vibrar com enforcamentos, esquartejamentos, torturas e incinerações. Após a Revolução Francesa a assistência também lá comparecia, mas então, para assistirem o funcionamento da guilhotina. Comenta-se, inclusive, que quando da primeira execução por este instrumento – de Nicolas JacquesPelletier – a multidão saiu decepcionada com a rapidez do processo. O jornal francês La Chronique referendou o caráter “humanitário” da nova ferramenta: "Ela não mancha a mão de um homem da morte de seu semelhante, e a prontidão com a qual abate o culpado está mais de acordo com o espírito da lei, que pode muitas vezes ser severa, mas que não deve jamais ser cruel".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, em 27 de março de 2010, após a leitura do veredito da condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, por volta das 0h 20min, centenas de pessoas, entre elas crianças levadas pelos pais, aplaudiam a decisão, acendiam fogos de artifícios e, em êxtase, gritavam e cantavam: “eia, eia, eia, eles vão para a cadeia!!”, "Pega lá, pega lá, pega lá, pra nós linchar!!!”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população comemora e sorri! Apesar de todas as vidas desgraçadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mãe e de sua família; dos pais e dos filhos de Alexandre e Anna Carolina e, principalmente, de Isabella. O silêncio teria sido a melhor manifestação de respeito ao drama familiar que todos nós assistimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa e a sede por sangue é a mesma...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S67_UpmH3_I/AAAAAAAAAD8/0YirapCiBCY/s1600/COndena%C3%A7%C3%A3o+Nardoni.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453576929020469234" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S67_UpmH3_I/AAAAAAAAAD8/0YirapCiBCY/s400/COndena%C3%A7%C3%A3o+Nardoni.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1457472915528263584?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1457472915528263584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/durante-o-imperio-romano-bararos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1457472915528263584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1457472915528263584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/durante-o-imperio-romano-bararos.html' title='A punição como diversão'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S67_DSGJIZI/AAAAAAAAAD0/r0G7l4Ofs44/s72-c/Execu%C3%A7%C3%A3o+Anne_du_Bourg.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-642348712342196051</id><published>2010-03-28T03:47:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.840-02:00</updated><title type='text'>A punição como diversão a despeito da dor.</title><content type='html'>Durante o Império Romano, báraros vencidos, marginais e contestadores à ordem romana, enfim, os que rompiam as normas, eram levados aos anfiteatros para lutarem contra “semelhantes” ou leões, a fim de divertirem ou entreterem aquele microcosmo social representado nas arquibancadas (GUARNIELO, Norberto Luiz. &lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/his/v26n1/a09v26n1.pdf"&gt;Violência como espetáculo: o pão, o sangue e o circo.&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S677v9v8K_I/AAAAAAAAADk/vU21zAbJ7cU/s1600/Execu%C3%A7%C3%A3o+Anne_du_Bourg.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 147px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453573000240311282" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S677v9v8K_I/AAAAAAAAADk/vU21zAbJ7cU/s200/Execu%C3%A7%C3%A3o+Anne_du_Bourg.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Ancien Régime, em frente ao Hôtel-De-Ville, durante os séculos XIV e XVIII, uma multidão se acotovelava para assistir e vibrar com enforcamentos, esquartejamentos, torturas e incinerações. Após a Revolução Francesa a assistência também lá comparecia, mas então, para assistirem o funcionamento da guilhotina. Comenta-se, inclusive, que quando da primeira execução por este instrumento – de Nicolas JacquesPelletier – a multidão saiu decepcionada com a rapidez do processo. O jornal francês La Chronique referendou o caráter “humanitário” da nova ferramenta: "Ela não mancha a mão de um homem da morte de seu semelhante, e a prontidão com a qual abate o culpado está mais de acordo com o espírito da lei, que pode muitas vezes ser severa, mas que não deve jamais ser cruel".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, em 27 de março de 2010, após a leitura do veredito da condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, por volta das 0h 20min, centenas de pessoas, entre elas crianças levadas pelos pais, aplaudiam a decisão, acendiam fogos de artifícios e, em êxtase, gritavam e cantavam: “eia, eia, eia, eles vão para a cadeia!!”, "Pega lá, pega lá, pega lá, pra nós linchar!!!”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população comemora e sorri! Apesar de todas as vidas desgraçadas... Da mãe e de sua família; dos pais e dos filhos de Alexandre e Anna Carolina e, principalmente, de Isabella. O silêncio teria sido a melhor manifestação de respeito ao drama familiar que todos nós assistimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa e a sede por sangue é a mesma...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S677_nO2Q5I/AAAAAAAAADs/iZdd5ZI28FU/s1600/COndena%C3%A7%C3%A3o+Nardoni.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453573269073838994" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S677_nO2Q5I/AAAAAAAAADs/iZdd5ZI28FU/s320/COndena%C3%A7%C3%A3o+Nardoni.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-642348712342196051?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/642348712342196051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/punicao-como-diversao-despeito-da-dor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/642348712342196051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/642348712342196051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/punicao-como-diversao-despeito-da-dor.html' title='A punição como diversão a despeito da dor.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S677v9v8K_I/AAAAAAAAADk/vU21zAbJ7cU/s72-c/Execu%C3%A7%C3%A3o+Anne_du_Bourg.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-6496389767789212947</id><published>2010-03-26T01:25:00.002-03:00</published><updated>2010-03-26T01:31:11.407-03:00</updated><title type='text'>Tribunal anula processo após três anos de prisão...</title><content type='html'>Saiu no G1, clique no link abaixo para assisitir o vídeo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos e dez dias na cadeia até ser libertado. &lt;a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1236749-7823-TRIBUNAL+ANULA+PROCESSO+QUE+LEVOU+A+PRISAO+DE+PEDREIRO+EM+SANTA+CATARINA,00.html"&gt;"Sou inocente, só quero ir para casa". &lt;/a&gt;O pedreiro, Oscar Gonçalves do Rosário, trabalhava em uma obra na mesma igreja onde foi encontrado o corpo de Gabrielli Eichholz, de 1 ano e seis meses. O crime chocou os moradores de Joinville, no norte de Santa Catarina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, fiéis apontaram o pedreiro como assassino da menina. Oscar foi julgado para júri popular e condenado a 20 anos de prisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do julgamento, a advogada de Oscar recorreu ao Tribunal de Justiça e nesta quinta-feira (25) saiu o resultado: todo o processo foi anulado. Segundo os desembargadores, a decisão dos jurados foi baseada em irregularidades nos procedimentos policiais. Com isso a investigação volta a estaca zero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi preso, Oscar confessou o crime, de acordo com a polícia, mas em novo depoimento ele negou e disse ter sido coagido. O laudo do Instituto Médico Legal que apontava sinais de violência sexual também foi questionado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo indica que foi um acidente com a criança uma vez que não havia ou não há sinais de estupro", afirma a desembargadora, Salete Sommariva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe da vítima, Andréia Pereira, agora espera um novo desfecho para o crime. "Espero que seja feita justiça, que achem o culpado e que se foi acidente que seja provado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Custódio&lt;br /&gt; Joinville, SC&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-6496389767789212947?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/6496389767789212947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/tribunal-anula-processo-apos-tres-anos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6496389767789212947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6496389767789212947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/tribunal-anula-processo-apos-tres-anos.html' title='Tribunal anula processo após três anos de prisão...'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8184483672491199970</id><published>2010-03-21T17:50:00.003-03:00</published><updated>2010-03-21T17:51:43.858-03:00</updated><title type='text'>Dica do Wunder</title><content type='html'>O Alexandre Wunderlich me encaminou o seguinte e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Fronteiras do pensamento (www.fronteirasdopensamento.com.br) 2010 contará com a conferência de CARLO GINZBURG. Há algum tempo tive acesso inicial aos textos de GINZBURG pelo nosso querido amigo-professor Miguel Reale Jr na disciplina de História do Direito Penal que fiz como ouvinte na USP. GINZBURG, Historiador e antropólogo italiano é reconhecido como um dos pioneiros no estudo da micro-história. Estudou em Pisa e Londres e ensinou história moderna na Itália, na Universidade de Bolonha, e nos Estados Unidos, em Harvard, Yale, Califórnia – UCLA e de Princeton. É catedrático de História Cultural Europeia na Escola Normal Superior de Pisa. Recomendo: O Fio e os Rastros – Verdadeiro, Falso, Fictício (Cia. das Letras, 2007), Olhos de Madeira: Nove Reflexões Sobre a Distância (Cia. das Letras, 2001) e O queijo e os vermes (Cia. das Letras, 2000)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corroboro a dica e sugiro que se "siga" o Fronteiras do Pensamento do Twitter.&lt;br /&gt;Saludos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8184483672491199970?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8184483672491199970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/dica-do-wunder.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8184483672491199970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8184483672491199970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/dica-do-wunder.html' title='Dica do Wunder'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-6663787246021180266</id><published>2010-03-21T00:24:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.848-02:00</updated><title type='text'>Once, apenas uma vez!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S6WXlexjTqI/AAAAAAAAADc/W0hxE4_wayU/s1600-h/once.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S6WXlexjTqI/AAAAAAAAADc/W0hxE4_wayU/s320/once.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450929594173705890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vi e corri pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não gosta de música não deve perder seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem gosta e se toca com a simplicidade, vale a pena (aliás, de pena não há nada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Once (Apenas uma vez, em porutguês) é o que pode se chamar de um musical do século XXI; sem danças, só músicas em meio a alguns diálogos, ou melhor, as músicas são os diálogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demora cico minutos após passarem as letrinhas para percebermos que as personagens principais não possuem nomes. E perdemos uma fração de segundo para notarmos que os nomes não fizeram a menor falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do padrão dos contos de fadas com finais felizes ou do realismo de conclusões tristes, Once é diferente. Calma, não vou contar o final, mas nos sentimos bem após a conclusão - se é que se pode chamar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme se destaca pela sua simplicidade. Em certos momentos lembra um vídeo caseiro em que a sensibilidade é o seu grande trunfo. Diálogos curtos, mas com sutilezas ricas, somam-se a letras e melodias de raro bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-6663787246021180266?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=JPbC2YrUUsI&amp;feature=related' title='Once, apenas uma vez!!!'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/6663787246021180266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/once-apenas-uma-vez.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6663787246021180266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6663787246021180266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/once-apenas-uma-vez.html' title='Once, apenas uma vez!!!'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S6WXlexjTqI/AAAAAAAAADc/W0hxE4_wayU/s72-c/once.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-2659459117426123256</id><published>2010-03-05T00:44:00.001-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.860-02:00</updated><title type='text'>Mais uma Flash Mob -  Rio de Janeiro - Silent Disco</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cOA0a9C20zk"&gt;YouTube - #4 Flash Mob Rio de Janeiro - Silent Disco&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-2659459117426123256?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=cOA0a9C20zk' title='Mais uma Flash Mob -  Rio de Janeiro - Silent Disco'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/2659459117426123256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/mais-uma-flash-mob-rio-de-janeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2659459117426123256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2659459117426123256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/mais-uma-flash-mob-rio-de-janeiro.html' title='Mais uma Flash Mob -  Rio de Janeiro - Silent Disco'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8744923103494026263</id><published>2010-03-05T00:44:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.855-02:00</updated><title type='text'>Para concluir, uma da Inglaterra.</title><content type='html'>É só clicar no título.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8744923103494026263?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=X4GMXavfKPY' title='Para concluir, uma da Inglaterra.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8744923103494026263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/para-concluir-uma-da-inglaterra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8744923103494026263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8744923103494026263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/para-concluir-uma-da-inglaterra.html' title='Para concluir, uma da Inglaterra.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-4688008577275383509</id><published>2010-03-05T00:43:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.866-02:00</updated><title type='text'>Não consigo mais ignorar as Flash Mobs</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kh1laol9kK8"&gt;YouTube - Flash mob tira as calças no metrô&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-4688008577275383509?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=kh1laol9kK8' title='Não consigo mais ignorar as Flash Mobs'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/4688008577275383509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/nao-consigo-mais-ignorar-as-flash-mobs.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4688008577275383509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4688008577275383509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/nao-consigo-mais-ignorar-as-flash-mobs.html' title='Não consigo mais ignorar as Flash Mobs'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-9205319846992369081</id><published>2010-03-03T11:31:00.004-03:00</published><updated>2010-03-04T00:44:48.826-03:00</updated><title type='text'>Mudando de casa!</title><content type='html'>Primeiro era vertigem, como em qualquer paixão...&lt;br /&gt;Amigos e amigas, a primeira postagem do "ano letivo" não poderia ser outra que não a respeito da mudança de casa. Não falo do local onde durmo e acordo, mas onde tenho o meu contato acdêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um ano no campus da UNIRITTER de Porto Alegre, em fevereiro deste ano fui selecionado para integrar os quadros da PUCRS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, gostaria de agradecer a todas as facilidades que a UniRitter me colocou à disposição para o desempenho da minha atividade profissional. Foi um enorme prazer ver de perto a forma séria, competente e carinhosa com a qual o Prof. Reitor Flávio D'Almeida Reis conduz aquele Centro Universitário, a dar continuidade aos sonhos e a filosofia do Prof. Romeu, sentir a recepção que tive de alguns professores já antigos na casa e de ter lá construído novas amizades e dispor da cordialidade, disponibilidade e simpatia do corpo de funcionários da instituição. &lt;br /&gt;Aos meus alunos, de Metodologia do Direito e de Direito Penal, agradeço pelo convívio, dedicação e, principalmente, pelas lições aprendidas com vocês. Na troca professor-aluno saio com a impressão de que saí ganhando. &lt;br /&gt;A todos, até breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à PUCRS, a casa nova, lá nasci para o Direito. Ainda no velho prédio 9 fiz a minha graduação. Depois, especialização, mestrado e, agora, do outro lado da sala. É verdade que andei algumas vezes pela especialzação no mesmo plano em que me encontro, mas fazer parte do time de forma permanente, é diferente.&lt;br /&gt;A recepção foi como um velho encontro de amigos que há muito não se viam. Largos sorrisos... &lt;br /&gt;... que eu tô voltando pra casa, outra vez! &lt;br /&gt;(Honrado e feliz!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-9205319846992369081?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/9205319846992369081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/mudando-de-casa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/9205319846992369081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/9205319846992369081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/03/mudando-de-casa.html' title='Mudando de casa!'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8230803801389246449</id><published>2010-01-21T01:43:00.004-02:00</published><updated>2010-01-21T02:08:00.428-02:00</updated><title type='text'>Deu a Louca na Chapeuzinho!! (Hoodwinked)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S1fQibQfo1I/AAAAAAAAADU/j4CBPolacJE/s1600-h/deu-a-louca-na-chapeuzinho-poster09.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 215px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S1fQibQfo1I/AAAAAAAAADU/j4CBPolacJE/s320/deu-a-louca-na-chapeuzinho-poster09.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429037165669491538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez o crédito vai para a Isabela. Fascinada por todas as histórias que envolvem o Lobo Mau, cujo dvd da Disney já está gasto de tanto ela ver, resolvi dar uma repaginada no seu herói/vilão preferido. Encontrei na casa do Salo o desenho "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PO9WkAIh4aw&amp;feature=PlayList&amp;p=E777CA1816AFE713&amp;index=14"&gt;Deu a Louca na Chapeuzinho&lt;/a&gt;", Hoodwinkend, na língua dos Bush. E dei o play.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que ela morreu de medo do Lobo, como em todos os filmes que ele participa, mas não estou aqui para falar das percepções da minha filha de menos de três anos de vida. A real é que o filme é uma aula sobre inquérito policial e sobre preconceito. Sobre o pré-concebido e o que está por de trás do óbvio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, voluntariamente ou não, rompe com a idéia de identidade única e estática do indivíduo. Identidade construída pela modernidade e que, ainda hoje, é concebida como "verdade". O roteiro, aliás, desconstrói as verdades; das conclusões do Urso Comissário de Polícia às nossas concepções e das próprias personagens acerca do que cada um faz da sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei das "&lt;a href="http://www.editoras.com/forenseuniversitaria/0226-9.htm"&gt;tribos" do Mafessoli&lt;/a&gt; e da "&lt;a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/34732?franq=137623"&gt;celebração móvel" do Stuart Hall&lt;/a&gt;.  Talvez por isso, na mesma semana, comprei "El reencantamiento del mundo - una ética ara nuestro tiempo", do primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valem a pena!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PO9WkAIh4aw&amp;feature=PlayList&amp;p=E777CA1816AFE713&amp;index=14"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8230803801389246449?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8230803801389246449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/01/deu-louca-na-chapeuzinho-hoodwinked.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8230803801389246449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8230803801389246449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2010/01/deu-louca-na-chapeuzinho-hoodwinked.html' title='Deu a Louca na Chapeuzinho!! (Hoodwinked)'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/S1fQibQfo1I/AAAAAAAAADU/j4CBPolacJE/s72-c/deu-a-louca-na-chapeuzinho-poster09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-3522620888443161260</id><published>2009-12-30T04:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.872-02:00</updated><title type='text'>Vida 4</title><content type='html'>O último dia na Université não foi menos doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida era enlouquecida pelas aulas de sociologia. Era o seu espaço para apimentar as discussões trazidas pelo sempre misterioso Monsieur Gérard. Ali, colocava o molho sulamericano na discussão de pretensa propriedade européia. Sentia-se feliz. Monsieur Gérard, por trás dos óculos, do cavanhaque tipicamente francês e do sorriso enigmático, em um misto de divertimento e surpresa, estimulava sua participação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela aula, aproveitou para informar a todos que decidira viajar uma semana antes do término do curso, na verdade, no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stelios, Klaus e Nina resolveram que naquela noite, então, iriam fazer a festa de despedida de Vida. A notícia se espalhou entre os alunos, professores e funcionários da Université. Haveria muita gente para abraçá-la. Sem dúvida, muitos gostavam dela. Mas não era unanimidade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-3522620888443161260?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/3522620888443161260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/12/vida-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3522620888443161260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3522620888443161260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/12/vida-4.html' title='Vida 4'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1962750946877839889</id><published>2009-12-22T22:05:00.005-02:00</published><updated>2009-12-29T21:13:23.320-02:00</updated><title type='text'>Tangências ou Um conto de Criminologia Cultural</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SzFfjrQcPFI/AAAAAAAAADM/izzW7g07WIY/s1600-h/culcrimbook1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SzFfjrQcPFI/AAAAAAAAADM/izzW7g07WIY/s320/culcrimbook1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418216893215161426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo recente do "&lt;a href="http://www.culturalcriminology.org/"&gt;Cultural Criminology: an invitation&lt;/a&gt;", do Ferrel, Young e Hayward, propiciado a partir do convite do &lt;a href="http://www.antiblogdecriminologia.blogspot.com/"&gt;Salo&lt;/a&gt; de, juntamente com alguns alunos do Mestrado em Ciências Criminais da PUCRS e de membros do &lt;a href="http://criminologiaealteridade.ning.com/"&gt;ICA (Instituto de Criminologia e Alteridade)&lt;/a&gt; - que eu carinhosamente denomino de ACA (Algo de Criminologia e Alteridade) - estudá-lo e discuti-lo, levou-me ao conto que publico aqui, e não no &lt;a href="http://felipescreve.blogspot.com"&gt;felipescreve&lt;/a&gt; (que seria o seu lugar de origem) por estar vinculado com o tema em questão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tangências&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passos intercalam-se na produção do som seco que resvala pelas paredes úmidas de calor, na cidade cercada pelo rio. Ao anoitecer, o som das pegadas fica mais forte, falam por si. Ficam nas calçadas e é de lá que gritam. Na medida em que escurece as pegadas parecem mais distantes: carregam consigo a leveza da pressa e o peso do medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na calçada dos mendigos não há pegadas. Não há som. Uma cortina acústica invisível veda a projeção dos sons da vida naquele trecho de divisão do espaço urbano. Ali não se entra, só se olha, contorna-se, gira-se até, mas não se entra. Muitos são os sítios públicos que apenas se tangencia com passos tímidos as manifestações de quem lá vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, perto dalí, um som próprio colore a noite: - pshhhhhhhhhh! Pshhhhhhhh! Pshhhhhhhhhh! Algemas, cores, tédio, movimento, vandalismo e arte. Ambiguidades do grafitte ou da pichação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vício da dependência dos rótulos, a pichação é o grafitte sem talento, o grafitte é a pichação artística. Uma, às vezes, pode. A outra não vive. É (quase) muda. É um grito afogado; afogado porque não se vê quem grita; porque não se sabe ouvir quem alto grita. O som também sabe tangenciar os tímpanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma foto explica alguma coisa, duas fotos, dão um novo significado, três, então, colorem de conceitos situações aparentemente desconexas... Justapõe-se o sentido. As palavras são incapazes de dar sozinhas o significado do que se expressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a lupa no bolso e sem andar em espirais, talvez se compreenda melhor a produção cultural das ruas e daí, de lá, tenha-se legitimidade de berrar algo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1962750946877839889?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1962750946877839889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/12/tangencias-ou-um-conto-da-criminologia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1962750946877839889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1962750946877839889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/12/tangencias-ou-um-conto-da-criminologia.html' title='Tangências ou Um conto de Criminologia Cultural'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SzFfjrQcPFI/AAAAAAAAADM/izzW7g07WIY/s72-c/culcrimbook1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5924448283508271114</id><published>2009-12-15T20:01:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.879-02:00</updated><title type='text'>O fim do ano, os nomes e os sorrisos!</title><content type='html'>Termina o ano; voando como sempre. Dezembro não passa, passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos damos conta estamos em uma fila interminável em alguma loja ou Shopping Center esperando para pagar por algo que nem lembramos bem o que ou para quem seja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vasculho a sacola e vejo o que comprei... Para quem é isso mesmo??? Ah sim, para a minha prima, que nunca vejo, mas que lembro no Natal.&lt;br /&gt;Eramos muito apegados na infância. Naquela parte da vida que criamos laços de papel, feitos para que se rasguem ou amarelem no tempo. Poucos são os vínculos de infância que perpassam as rugas, as dores nas costas e a perda de cabelos... embora eu tenha perdido os meus bem cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é o terceiro Natal que recordo comprar algo para ela e, curiosamente, não me lembro de ter entregue nenhum dos presentes...&lt;br /&gt;Será que não entreguei ou não registrei a entrega no meu já diminuto HD de memórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, ando perdendo nomes.&lt;br /&gt;Sim. Há alguns meses tenho perdido nomes; encontro pessoas que me chamam pelo nome, olho, reconheço, mas o nome... todos deviam usar crachá, é tão mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje mesmo fui visitar um amigo em uma empresa e encontrei um conhecido; um dos que perdi o nome em alguma gaveta entulhada de Mnemoisine. Ele trabalhava lá e eu nem imaginava, estava no elevador que eu entrei quando o meu olhar magnetizado por crachás já me autorizou a exclamar: - Luiz, há quanto tempo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu e conversamos aquele velho papo de quem não se vê há muito, que não agrega nada para as nossas vidas e cujo conteúdo se perde no passar de mais três ou quatro andares, mas não importa, valem os sorrisos sinceros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São eles que exigem o nosso contato com os outros e, de certa forma, viciam a nossa necessidade de manutenção das relações sociais. Aliás, minha prima tinha um lindo sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, talvez, as câmeras que vigiam a nossa cidade tirarão fotos quando qualquer pessoa sorrir. Quem sabe, não existirá mais noite, só flashes... daí para sempre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5924448283508271114?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5924448283508271114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/12/o-fim-do-ano-os-nomes-e-os-sorrisos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5924448283508271114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5924448283508271114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/12/o-fim-do-ano-os-nomes-e-os-sorrisos.html' title='O fim do ano, os nomes e os sorrisos!'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-7053623015914317812</id><published>2009-12-03T17:15:00.004-02:00</published><updated>2009-12-03T17:52:15.578-02:00</updated><title type='text'>Até onde vai o direito à vida (dos outros)?</title><content type='html'>Posso ter perdido o tempo da notícia, mas, a recente disputa jurídica que se desenhou no Reino Unido, no mês passado, não me deixa pacientemente sentado na poltrona. Sinto-me incomodado. Desconfortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         R.B. nasceu com Síndrome Miastênica Congênita há mais de um ano, o que, segundo a notícia divulgada pela &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,pai-desiste-de-batalha-na-justica-para-manter-filho-vivo,464078,0.htm"&gt;BBC&lt;/a&gt; dificultaria a respiração ao menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A mãe e os médicos decidiram pelo desligamento dos aparelhos que o auxiliavam a respirar. O pai buscou uma medida judicial para impedir o desligamento, contudo, após ter contato com especialistas que afirmaram que a criança sofreria menos com a paralisação das máquinas e com a morte, desistiu da ação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Diante da manifestação do pai, decretou a Corte onde tramita o processo, ser legal o desligamento das máquinas que mantinham a criança viva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Segundo a notícia, funcionários do hospital afirmaram que a criança não teria "qualidade de vida", embora segundo a inicial proposta, o cérebro do menino não fosse afetado pela doença, o que significa que ele podia ver, ouvir, interagir e brincar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Até que ponto o direito ou até mesmo a medicina podem definir a possibilidade de vida de alguém ou, mais que isso, a tal qualidade de vida? O que é essa qualidade de vida? Qual o critério a sustentar o direito de o Estado definir o que é uma vida digna e de ter a "misericórdia" de dar fim à vida de alguém para que essa pessoa não venha a sofrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na Grécia e em Esparta se jogavam as crianças "defeituosas" do penhasco. Até pouco tempo entendia-se isso como um atraso. Hoje tem-se formas mais sofisticadas de matar? Ou a impossibilidade respiratória se constitui em um pressuposto básico para a vida, mesmo que o cérebro funcione normalmente com o auxílio dado até então? E quando a impossibilidade não é respiratória, mas sim de se alimentar? Também se autoriza o desligamento da máquina que alimanta? Quer dizer, então que a mãe que deixa de amamantar o seu filho levando-o à morte por inanição ainda deve ser condenada? Não é quase a mesma coisa? Ou seria a mesma coisa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Afinal, até onde vai o direito à vida? À vida do outros?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-7053623015914317812?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/7053623015914317812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/12/ate-onde-vai-o-direito-vida-dos-outros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7053623015914317812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7053623015914317812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/12/ate-onde-vai-o-direito-vida-dos-outros.html' title='Até onde vai o direito à vida (dos outros)?'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5250556327028164082</id><published>2009-11-26T13:31:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.886-02:00</updated><title type='text'>Vida 3</title><content type='html'>A viagem para aprimorar o seu domínio sobre a língua francesa na Université de Caen Basse-Normandie tinha cumprido o objetivo. Tinha saudade das coisas do Brasil, mas antes de retornar sentia a necessidade de viajar um pouco. Sua inquietação pelo desconhecido se representava por um frio permanente na barriga. Tinha ganas de tornar próximo o que parecia tão alheio. &lt;br /&gt;Tomou o desjejum, escovou os dentes no banheiro coberto por pastilhas de porcelana verdes e brancas, vestiu-se lindamente, como de hábito, e saiu. O curso ficava a quase duas horas de sua casa. Tinha necessidade de estar perto do mar e, por isso, morava longe de Caen. Precisava, às seis horas de cada dia, ao acordar, sentir a brisa e o cheiro da maresia. Aquilo lhe energizava. Era dela dependente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5250556327028164082?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5250556327028164082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/11/vida-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5250556327028164082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5250556327028164082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/11/vida-3.html' title='Vida 3'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-7469015443365909993</id><published>2009-11-26T12:16:00.001-02:00</published><updated>2009-11-26T12:19:57.179-02:00</updated><title type='text'>Que se "ADORNE" Ahmadinejad...</title><content type='html'>Em tempos de Ahmadinejad, dedico a ele uma passagem de Adorno, enviada recentemente pelo Prof. Ricardo Timm de Souza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A exigência de que Auschwitz não se repita é primordial em educação. Ela precede tanto a qualquer outra, que acredito não deva nem precise justificá-la. Não consigo entender por que se tem tratado tão pouco disso até hoje. Justificá-la teria algo de monstruoso ante a monstruosidade do que ocorreu. Que se tenha, porém, tomado tão pouca consciência em relação a essa exigência, assim como dos interrogantes que ela suscita, mostra que as pessoas não se compenetraram do monstruoso sintoma de que a possibilidade de repetição persiste no que concerne ao estado de consciência e inconsciência destas. Qualquer debate sobre ideais de educação é vão e indiferente em comparação com este: que Auschwitz não se repita. Aquilo foi a barbárie, à qual toda educação se opõe. Fala-se de iminente recaída na barbárie. Mas ela não é iminente, uma vez que Auschwitz foi a recaída; a barbárie subsistirá enquanto perdurarem, no essencial, as condições que produziram aquela recaída. Esse é que é todo o horror. A pressão social perdura, não obstante a invisibilidade do perigo hoje. Ela impele as pessoas ao inenarrável que, em escala histórico-universal, culminou em Auschwitz. Entre as intuições de Freud que realmente também alcançam o domínio de cultura e da civilização engendra por si mesma o anticivilizatório e o reforça progressivamente. As suas obras O mal-estar na civilização (sic) e Psicologia de grupo e a análise do ego mereceriam a maior difusão, precisamente em relação a Auschwitz. Se a barbárie está no próprio princípio da civilização, então a luta contra esta tem algo de desesperador.” (ADORNO, Educação após Auschwitz)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-7469015443365909993?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/7469015443365909993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/11/que-se-adorne-ahmadinejad.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7469015443365909993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7469015443365909993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/11/que-se-adorne-ahmadinejad.html' title='Que se &quot;ADORNE&quot; Ahmadinejad...'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1536780983054484183</id><published>2009-11-16T11:30:00.003-02:00</published><updated>2009-11-16T11:48:56.933-02:00</updated><title type='text'>De volta, com vários assuntos a abordar.</title><content type='html'>Depois de um recesso de um mês, começo a enxergar em meio às folhas dos trabalhos de conclusão dos meus 13 - que sorte! - orientandos da UniRitter.&lt;br /&gt;Vários assuntos de muita relevância ocorreram nos últimos dias e merecem comentários, mas como, cazuzamente falando, o tempo não para, e os temas serão trazidos como num bom e recomendável tratamento homeopata...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1536780983054484183?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1536780983054484183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/11/de-volta-com-varios-assuntos-abordar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1536780983054484183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1536780983054484183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/11/de-volta-com-varios-assuntos-abordar.html' title='De volta, com vários assuntos a abordar.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5522755512682130856</id><published>2009-10-19T14:39:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.893-02:00</updated><title type='text'>Vida 2 (continuação)</title><content type='html'>Som alto, jornal aberto sobre a mesa da copa e duas torradas de pão de centeio com cottage e mel, como seu pai costumava fazer desde os tempos em que escalava a cadeira forrada com veludo marrom da sala de jantar e ajoelhava-se para, não só alcançar o que lhe ofereciam, mas, principalmente, para melhor participar do café da manhã e pegar o que nem sempre lhe era permitido. Desde pequena, comandava a mesa.&lt;br /&gt; Tinha mais de vinte e menos de trinta, mas pouco importava a sua idade, ao menos ninguém perguntava, pois sua luz era própria de quem ultrapassa o tempo sem vínculos necessários com ele.&lt;br /&gt; Havia alguns anos que estava longe de casa, de seus pais e de seu país. A vista do mar de Le Moularderie, embora bela, trazia lembranças de casa e seus olhos, insistentes em refletir o mar, às vezes a traíam com uma gota salgada.&lt;br /&gt; Talvez já fosse a hora de voltar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5522755512682130856?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5522755512682130856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/vida-2-continuacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5522755512682130856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5522755512682130856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/vida-2-continuacao.html' title='Vida 2 (continuação)'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8883733821264262409</id><published>2009-10-19T14:28:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.902-02:00</updated><title type='text'>A Viagem</title><content type='html'>A tarde se despedia silenciosamente, quando Vicente se deixou cair sobre a lívida colcha de linho. Enfim, sua cama macia no seu horário preferido para o cochilo. Deitou como sempre, com os pés para fora. E adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Passada uma hora, acordou num salto. Como esquecera? Iria visitar sua tia-avó, Osmilda. Tinha passagem comprada para a cidade de Rosário do Sul; naquela noite, no ônibus das 10. Procurou o seu relógio e percebeu que ainda tinha trinta minutos para chegar à rodoviária. Pegou a sua velha mochila verde-oliva, com uma pequena bandeira de Cuba costurada à mão, colocou nela o que viu de roupas pela frente, algo para o calor e outro tanto para o frio, e dois livros: “O Estrangeiro” e “O amor nos tempos do cólera”. Correu, desceu as escadas e saiu para a rua. Sentiu uma brisa quente e de odor forte; pensou: "- O vento está de leste!" Entrou em um táxi e, na tradicional conversa de amenidades com o motorista, soube que um forte temporal se aproximava. Ao menos, era a informação prestada por Cléo Kuhn, o que poderia ser considerada uma verdade “meteorologicamente” absoluta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Na velha rodoviária, entrou no ônibus faltando três minutos para a saída. Sentou-se e na poltrona 13 e pensou: "- Dei sorte, vou sozinho!" Ilusão. Mais um minuto e ingressou no ônibus seu colega de assento. O dono da janela. Após iniciar a viagem, percebeu em uma das poltronas do outro lado do corredor um sujeito de cabelos quase que totalmente brancos e crespos, orelhas grandes assim como o nariz, que cobria parte de um bigode ainda mais alvo que os cabelos. Chamou-lhe a atenção que aquele homem sorria o tempo todo. Mas era um sorriso triste; viam-se os dentes, sim, porém parecia que sorria pedindo desculpas. Percebeu que eram os olhos. Eles é que, na verdade, não acompanhavam a alegria da boca. O sujeito vestia um terno de linho branco e trazia consigo uma gaiola com um pássaro, um louro. Ao seu lado, um sujeito de sobretudo preto, cabelos cor de corvo penteados com gel, para trás, com um cigarro na boca, olhava com a sobrancelha arqueada para o animal que parecia balbuciar algo aparentemente incompreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Com o balanço do ônibus, Vicente adormeceu novamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Acordou com o som de uma ruidosa gargalhada. Enquanto adormecera, o dono da janela, um sujeito que aparentemente se esforçava para fazer a sua barba crescer, por mais que as falhas de sua pele se negassem a aceitá-la, começou a conversar com o dono do louro e o homem do cigarro, e rira quando o último dissera que “o homem é a única criatura que se recusa a ser o que é!” Vicente resolveu tentar interagir, mas era difícil. O dono da janela, que agora usava uma boina vermelha, e o do louro dialogavam num castelhano confuso. O do cigarro tinha um forte sotaque que, ao mesmo tempo em que parecia, revelava não ser francês. Ao menos não puro. E o louro, este sim, só francês. Vicente falava, mas eles não lhe respondiam. Parecia transparente. Resolveu verificar se não estava usando o relógio do “Gemini Man”. Era como se não existisse. Ninguém, absolutamente ninguém, fora de casa, lhe dava atenção. Mexeu nos bolsos e encontrou o seu canivete suíço, abriu e fechou as lâminas algumas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Finalmente, o ônibus chegou. Desceu na rodoviária e se dirigiu à casa de sua tia Osmilda. Cento e quatro anos. Fora quase freira na Argentina. Morou na Calle Cabrera, em Palermo, onde hoje há uma excelente parrilla denominada, de forma não muito criativa, “La Cabrera”, e carrega até hoje o sotaque portenho. Sentou na sala e iniciou a “charla” com a tia, que lhe contou que aguardava a visita de mais três sobrinhos que ele não conhecia. Rapazes brilhantes, inteligentes e muito respeitados: Alberto, Gabriel e Ernesto. Todos eles, segundo ela, muito diferentes de Vicente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O tempo passava e na sala apenas os dois. O dia amanhecia enquanto o sono o embebedava. Quando acordou, Vicente tinha sangue nas mãos. Correu para o espelho e viu que sua orelha sangrava. Já passava do meio-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Exercício da Oficina de imitação de estilo, promovida pelo Prof. Luis Augusto Fischer, no Studio Clio, a partir do texto "O Sul", de Jorge Luis Borges.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8883733821264262409?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8883733821264262409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/viagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8883733821264262409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8883733821264262409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/viagem.html' title='A Viagem'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1371719062472845921</id><published>2009-10-19T14:17:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.910-02:00</updated><title type='text'>Um compositor de palavras</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFELIPE%7E1.MOR%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} h1 	{mso-style-next:Normal; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 	page-break-after:avoid; 	mso-outline-level:1; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-font-kerning:0pt;} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	line-height:150%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;h1 style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;          Nos último anos os compositores de palavras perderam sua importância. Se antes eram os donos das palavras, hoje estão mudos. Foram esquecidos pelo tempo. Falo dos tipógrafos. Houve uma época em que a notícia era menos instantânea, podia ser saboreada antes de se transformar em domínio público. E quem detinha o poder de saboreá-la era aquele homem que, com uma destreza luminosa, selecionava as letras responsáveis por contar a todos as informações doces ou ácidas levadas pelo jornal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;          Naquele tempo, aliás, havia jornais matutinos e vespertinos. A sede de informação era grande e o prazer no manuseio do papel jornal acompanhado de um bom café era compartilhado pela maioria das pessoas. Mais tarde veio a televisão e, aos poucos, o fascínio pelos impressos diminuiu em medida inversamente proporcional ao desenvolvimento tecnológico e à velocidade da notícia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;          O tipógrafo fez fama em um tempo em que se dava valor ao revisor. Vários escritores que mais tarde seriam famosos e respeitados emprestaras seu tempo à correção de equívocos derivados da falta de intimidade de um ou outro repórter com a língua portuguesa. Hoje, da mesma forma, não existem mais revisores. Ao menos é o que parece. De volta ao compositor de palavras, ele desempenhava a sua atividade com dedicação e alegria. Desde cedo limpava e organizava os tipos. Desenvolvera uma técnica de distribuição a partir da maior ou menor utilização das letras. Sabia que a letra “a” era utilizada vinte vezes mais que o “u”; assim como a quantidade de “bês” sempres corresponderia à exatamente a metade, nem mais, nem menos, dos “tês” utilizados em uma edição do jornal. Ninguém era capaz de aprontar a impressão da matriz mais rapidamente que ele. Era imbatível! Ou quase!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;          Sua destreza não contava com o advento e popularização da informática. Na verdade, zombava daqueles colegas de profissão que aparentavam temor diante da ameaça do que denominava de “tecnotolíces”. Hoje, mora no museu. Divide a mesma sala com um operador de telégrafo, um fabricante de carburadores e três mosqueteiros.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;*Exercício da Oficina de Imitação de estilo oferecida pelo Prof. Luís Augusto Fischer, no Studio Clio, referente ao texto &lt;i&gt;“Um artista da fome”&lt;/i&gt;, de Franz Kafka.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1371719062472845921?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1371719062472845921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/um-compositor-de-palavras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1371719062472845921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1371719062472845921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/um-compositor-de-palavras.html' title='Um compositor de palavras'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-2758937890152592150</id><published>2009-10-16T17:15:00.005-03:00</published><updated>2009-10-16T17:43:27.307-03:00</updated><title type='text'>Semana de Eventos Penais</title><content type='html'>Porto Alegre, será sede de dois eventos de grande importância no âmbito jurídico-penal. Nos dias 19 a 21 de outubro, no Centro de Eventos do Prédio 41 da PUCRS, será realizada a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://www.oabrs.org.br/esa_site/noticia_ler.php?id=4426"&gt;VI Edição da Jornada Lia Pires&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, evento promovido pelo Centro Acadêmico Maurício Cardoso da Faculdade de Direito da PUCRS em homenagem à lenda viva da advocacia criminal do Rio Grande do Sul, Dr. Oswaldo de Lia Pires.&lt;br /&gt;       No evento, além dos palestrantes convidadosdas, dentre eles a Ministra Maria Thereza de Assis Moura e do advogado Técio Lins e Silva, como é tradicional, serão realizados Júris Simulados, neste ano envolvendo as seguintes faculdades: UNISC x ESADE, UNILASSALE x UNIVATES e a Equipe do SAJUG-PUC x Equipe do IPA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Nos dias 20, 21, 22 e 23 de outubro, das 19 às 22horas, a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ESCOLA SUPERIOR DE ADVOCACIA&lt;/span&gt;, da OABRS, mantendo a qualidade que vem caracterizando a Escola regida sob a batuta do Prof. Alexandre Wunderlich, promove o seminário &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://www.oabrs.org.br/esa_site/noticia_ler.php?id=4394"&gt;"25 anos do Código Penal e da Lei de Execução Penal e os novos temas de Direito Penal e Processual Penal"&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.oabrs.org.br/esa_site/noticia_ler.php?id=4405"&gt;&lt;/a&gt;, evento que contará, dentre outros, com a participação dos professores Miguel Reale Junior e René Ariel Dotti. As inscrições poderão ser relizadas pelo e-mail da ESA, esa@oabrs.org.br ou pelos telefones (51) 3211.0669 ou 3287.1831.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Como se percebe, duas belas opções de eventos para a próxima semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-2758937890152592150?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/2758937890152592150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/semana-de-eventos-penais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2758937890152592150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2758937890152592150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/semana-de-eventos-penais.html' title='Semana de Eventos Penais'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-7085765927567540429</id><published>2009-10-14T11:35:00.002-03:00</published><updated>2009-10-14T11:50:41.517-03:00</updated><title type='text'>Sábado, na Palavraria.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/StXih17TBhI/AAAAAAAAADE/9rcp3mU9Nac/s1600-h/Livro+Achutti.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/StXih17TBhI/AAAAAAAAADE/9rcp3mU9Nac/s320/Livro+Achutti.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392465199885387282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que é bom merece ser divulgado. Sempre!! Daniel Achutti, doutorando da PUCRS, lança no sábado, na Palavraria, às 17 horas (dezessete horas do dia dezessete, viva a numerologia!!) o seu Modelos Contemporâneos de Justiça Criminal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achutti traz um repensar (sem parenteses) sobre a necessidade de novas formas de solução de conflitos de natureza penal. Se são adequadas, confesso que ainda não sei, mas vale a leitura e, fundamentalmente, investir muitas horas pensando sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo provou que a ressocialização foi uma das grandes piadas de mau gosto contadas para que nos sentíssemos mais confortáveis ao defender o gradeamento de pessoas. A legislação procura, cada vez mais, inserir a vítima no âmbito do processo penal, contudo, em um modelo inapto para tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a leitura e o lançamento.&lt;br /&gt;Sucesso Daniel!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-7085765927567540429?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/7085765927567540429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/sabado-na-palavraria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7085765927567540429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7085765927567540429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/sabado-na-palavraria.html' title='Sábado, na Palavraria.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/StXih17TBhI/AAAAAAAAADE/9rcp3mU9Nac/s72-c/Livro+Achutti.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-871343426825575651</id><published>2009-10-13T21:58:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.918-02:00</updated><title type='text'>Vida</title><content type='html'>Vida acordou, viu o Sol e sorriu. Ou será que foi o Sol que acordou, viu Vida e sorriu? Pouco importa. O dia sempre começava assim: leve, suave, com um perfume fresco no ar... magicamente iluminado.&lt;br /&gt; Nas pontas dos pés, Vida caminhava para a cozinha, balançava os cabelos e os braços docemente enquanto preparava o café. Os cabelos loiros e lisos, em um emaranhado bonito, caíam sobre seus ombros e teciam um novo bordado na camisola branca de algodão. Enquanto isso, seu pequeno pé coçava delicadamente às costas de sua canela. Só por mania...&lt;br /&gt; As sombras dos móveis da casa ainda eram longas, mas seu dia já começara. Por quê? Porque era assim. Vida precisava de ritmo. De música. Para isso é que vivia, para sentir-se bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-871343426825575651?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/871343426825575651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/871343426825575651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/871343426825575651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/vida.html' title='Vida'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-832035944469853711</id><published>2009-10-06T12:17:00.003-03:00</published><updated>2009-10-06T12:25:44.094-03:00</updated><title type='text'>O que é criminalização secundária?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SstgZQfniRI/AAAAAAAAAC8/x4ncEkv-EnU/s1600-h/lado-b-lado-a-edicao-especial.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SstgZQfniRI/AAAAAAAAAC8/x4ncEkv-EnU/s320/lado-b-lado-a-edicao-especial.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389507366119508242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em uma aula de criminologia o aluno pergunta ao professor:&lt;br /&gt;- O que é criminalização secundária?&lt;br /&gt;O professor, na tentativa de adequar os conceitos às novas perspectivas e velocidade dos alunos, responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viatura foi chegando devagar&lt;br /&gt;E de repente, de repente resolveu me parar&lt;br /&gt;Um dos caras saiu de lá de dentro&lt;br /&gt;Já dizendo, ai compadre, você perdeu&lt;br /&gt;Se eu tiver que procurar você ta fudido&lt;br /&gt;Acho melhor você ir deixando esse flagrante comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início eram três, depois vieram mais quatro&lt;br /&gt;Agora eram sete samurais da extorção&lt;br /&gt;Vasculhando meu carro&lt;br /&gt;Metendo a mão no meu bolso&lt;br /&gt;Cheirando a minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De geração em geração&lt;br /&gt;Todos no bairro já conhecem essa lição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda tentei argumentar&lt;br /&gt;Mas tapa na cara pra me desmoralizar.&lt;br /&gt;Tapa na cara pra mostrar quem é que manda&lt;br /&gt;Pois os cavalos corredores ainda estão na banca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta cruzada de noite encruzilhada&lt;br /&gt;Arriscando a palavra democrata&lt;br /&gt;Como um santo graal&lt;br /&gt;Na mão errada dos homens&lt;br /&gt;Carregada de devoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De geração em geração&lt;br /&gt;Todos no bairro já conhecem essa lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cano do fuzil, refletiu o lado ruim do Brasil&lt;br /&gt;Nos olhos de quem quer&lt;br /&gt;E me viu o único civil rodeado de soldados&lt;br /&gt;Como seu eu fosse o culpado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo querendo estar&lt;br /&gt;A margem do seu pesadelo&lt;br /&gt;Estar acima do biótipo suspeito&lt;br /&gt;Mesmo que seja dentro de um carro importado&lt;br /&gt;Com um salário suspeito&lt;br /&gt;Endossando a impunidade a procura de respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nesta hora só tem sangue quente&lt;br /&gt;E quem tem costa quente&lt;br /&gt;Pois nem sempre é inteligente&lt;br /&gt;Peitar um fardado alucinado&lt;br /&gt;Que te agride e ofende para te&lt;br /&gt;Levar alguns trocados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só mais uma dura&lt;br /&gt;Resquício de ditadura&lt;br /&gt;Mostrando a mentalidade&lt;br /&gt;De quem se sente autoridade&lt;br /&gt;Nesse tribunal de rua.&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tribunal de Rua&lt;/span&gt;, Marcelo Yuka&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelo_Yuka"&gt;&lt;/a&gt;, O Rappa&lt;a href="http://www.orappa.com.br"&gt;&lt;/a&gt;.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-832035944469853711?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/832035944469853711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/o-que-e-criminalizacao-secundaria.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/832035944469853711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/832035944469853711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/10/o-que-e-criminalizacao-secundaria.html' title='O que é criminalização secundária?'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SstgZQfniRI/AAAAAAAAAC8/x4ncEkv-EnU/s72-c/lado-b-lado-a-edicao-especial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1706660144255901990</id><published>2009-09-25T15:51:00.002-03:00</published><updated>2009-09-25T16:00:44.855-03:00</updated><title type='text'>Texto do Scliar sobre "A Onda"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/Sr0TRvixncI/AAAAAAAAAC0/2E5o2W5Hw7Q/s1600-h/a+Onda.htm"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/Sr0TRvixncI/AAAAAAAAAC0/2E5o2W5Hw7Q/s320/a+Onda.htm" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385481924946009538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;JORNAL ZERO HORA, 22 de setembro de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Moacyr Scliar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    CONTRA O AUTORITARISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No impressionante filme A Onda (Die Welle), um professor de Ensino Médio propõe-se a explicar a seus alunos o surgimento do totalitarismo, e o faz mediante uma espécie de dramatização, que escapa a seu controle e acaba tornando-se real. Surge entre os jovens um movimento chamado A Onda, que, com seus códigos e rituais, evoluirá com crescente violência até o trágico final. A história baseia-se em fato acontecido em 1976 numa escola da Califórnia, e lembra dois famosos experimentos. O primeiro, conduzido pelo psicólogo da Yale University, http://en.wikipedia.org/wiki/Yale_University Stanley Milgram, teve início em 1961, logo depois do julgamento do criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann. Em sua defesa, Eichmann insistia em dizer que estava apenas "cumprindo as ordens", o que levou Hannah Arendt a falar na "banalidade do mal". Milgram se propôs a averiguar uma questão crucial: até onde uma pessoa vai quando cumpre ordens? Para tanto, contratou pessoas que, mediante um gerador elétrico, deveriam dar choques de crescente intensidade num "cobaio" humano. Na realidade, o gerador não dava choque algum; o "cobaio", vivido por um ator, simulava ser a vítima dos supostos choques gritando de dor. Apesar disso, o condutor do experimento mandava que as pessoas continuassem acionando o aparelho e aí as respostas variaram. Alguns desistiam, inclusive abrindo mão do pagamento, mas 26 dos 40 participantes chegaram ao "limite" de 450 volts, mostrando que realmente a disposição de cumprir ordens ultrapassava o senso de compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo experimento foi conduzido em 1971 pelo professor de psicologia Philip Zimbardo na Stanford University (Califórnia). Estudantes de graduação foram escolhidos para, ao acaso, desempenhar os papéis de guardas e prisioneiros, numa "prisão" instalada no porão da universidade. Os jovens rapidamente adaptaram-se a seus papéis, a ponto de um terço dos "guardas" ter exibido conduta francamente sádica, causando grande sofrimento aos "prisioneiros" e fazendo com que o experimento fosse encerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho foi considerado por muitos como pouco ético e pouco científico. De qualquer modo, serve como indicativo das sombrias forças presentes no ser humano e que ocasionalmente vêm à luz, como aconteceu na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, na qual prisioneiros foram torturados e humilhados por soldados americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: todos temos dentro de nós, em nosso inconsciente, um verdugo em potencial, que espera apenas um pretexto para torturar o prisioneiro que, por essas ambivalências da natureza humana, também habita o nosso íntimo e que projetamos em outras pessoas - às vezes aquelas a quem amamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1706660144255901990?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1706660144255901990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/09/texto-do-scliar-sobre-onda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1706660144255901990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1706660144255901990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/09/texto-do-scliar-sobre-onda.html' title='Texto do Scliar sobre &quot;A Onda&quot;'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/Sr0TRvixncI/AAAAAAAAAC0/2E5o2W5Hw7Q/s72-c/a+Onda.htm' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5431616770156275013</id><published>2009-09-22T01:20:00.004-03:00</published><updated>2009-09-22T01:39:04.411-03:00</updated><title type='text'>O Juiz Democrático, de Berthold Brecht</title><content type='html'>Em Los Angeles, diante do juiz que submete a exame&lt;br /&gt;Os que buscam tornar-se cidadãos dos Estados Unidos&lt;br /&gt;Apresentou-se um taverneiro italiano. Após séria preparação&lt;br /&gt;Prejudicado no entanto por seu desconhecimento da nova língua&lt;br /&gt;Respondeu no exame à pergunta:&lt;br /&gt;O que significa a Emenda nº 8? com hesitação:&lt;br /&gt;1492. Desde que a lei exige que os candidatos conheçam a língua&lt;br /&gt;Ele não foi aceito. Retornando&lt;br /&gt;Após mais três meses gastos em estudos,&lt;br /&gt;Mas ainda prejudicado pelo desconhecimento da língua&lt;br /&gt;Foi-lhe colocada a seguinte pergunta: Quem foi&lt;br /&gt;O general vencedor da Guerra Civil? Sua resposta foi:&lt;br /&gt;1492. (Dita algremente, em voz alta). Novamente, foi mandado embora&lt;br /&gt;E, retornando uma terceira vez, respondeu ele&lt;br /&gt;A uma terceira pergunta: De quantos anos é o mandato&lt;br /&gt;do Presidente?&lt;br /&gt;Novamente com: 1492. Então&lt;br /&gt;O juiz, que simpatizara com o homem, percebendo que ele não poderia &lt;br /&gt;Aprender a nova língua, perguntou-lhe&lt;br /&gt;Como ganhava a vida, e soube: trabalhando duro. Assim&lt;br /&gt;No seu quarto comparecimento fez o juiz a seguinte pergunta:&lt;br /&gt;Quando foi o descobrimento da América? E baseado em sua resposta correta&lt;br /&gt;1492, concedeu-lhe a cidadania.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5431616770156275013?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5431616770156275013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/09/o-juiz-democratico-de-berthold-brecht.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5431616770156275013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5431616770156275013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/09/o-juiz-democratico-de-berthold-brecht.html' title='O Juiz Democrático, de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertolt_Brecht &quot;&gt;Berthold Brecht&lt;/a&gt;'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8259878826220991641</id><published>2009-09-14T10:45:00.002-03:00</published><updated>2009-09-14T10:57:59.861-03:00</updated><title type='text'>Primeiro Seminário Interdisciplinar de Justiça Restaurativa</title><content type='html'>Organizado pelo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Instituto de Criminologia e Alteridade&lt;/span&gt;, o &lt;a href="http://criminologiaealteridade.ning.com/"&gt;ICA&lt;/a&gt; - talvez uma das melhores notícias dos últimos anos no que diz respeito a grupo organizado de pensamento criminológico, onde a informalidade constitui o segredo da qualidade do seu funcionamento - e pelos Doutorandos Daniel Achutti e Rafaella Palamolla, o Primeiro Seminário Interdisciplinar de Justiça Restaurativa ocorrerá nos dias 28, 29 e 30 de setembro, na PUCRS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para maiores informações, consultem o &lt;a href="http://seminariojr.blogspot.com/"&gt;blog do Seminário&lt;/a&gt;, desenvolvido pelo Prof. Achutti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!!! O evento, além de ser de altíssima qualidade, pelo seus palestrantes, será &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;gratuito&lt;/span&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8259878826220991641?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8259878826220991641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/09/primeiro-seminario-interdisciplinar-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8259878826220991641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8259878826220991641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/09/primeiro-seminario-interdisciplinar-de.html' title='Primeiro Seminário Interdisciplinar de Justiça Restaurativa'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-2251436972718968579</id><published>2009-09-10T17:00:00.007-03:00</published><updated>2009-09-11T17:09:21.998-03:00</updated><title type='text'>A vida dos outros.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/Sqll09UMNaI/AAAAAAAAACs/Hk3UHmk_wr8/s1600-h/vidadosoutros_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 130px; float: right; height: 182px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379943190357620130" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/Sqll09UMNaI/AAAAAAAAACs/Hk3UHmk_wr8/s320/vidadosoutros_poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A &lt;a href="http://www.cineplayers.com/filme.php?id=2829"&gt;Vida dos Outros&lt;/a&gt; (Das Leben der Anderen, 2006), de &lt;a href="http://www.cineplayers.com/perfil.php?id=14827"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Florian Henckel von Donnersmarck&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, retrata com precisão a que ponto pode chegar o abuso das agências que instrumentalizam o sistema punitivo estatal, em favor da satisfação de um ou outro "dono do poder". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O freio e a impossibilidade de intromissão dos órgãos de repressão na vida privada dos cidadãos constitui ponto base em uma sociedade que pretende reconhecer, em seus integrantes, sujeitos titulares de direitos. Negar o direito à intimidade se constitui no meio mais próprio de coisificação do cidadão. O que nos difirencia dos animais não é o fato de que somos supostamente seres racionais, mas sim, que conferimos valores inexistentes à coisas e pessoas. A bem da verdade, a nossa "racionalidade" se expressa justamente na criação do que onticamente não existe. Como o Direito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao criarmos o Direito, estamos em busca da regulação de relações humanas, na imposição de limites, para que em nossa sociedade não (deva) preponderar a lei do mais forte. É, por isso, que não outorgamos os nossos direitos individuais ao Estado. Pior (na real, 'Melhor!!!'), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;impomos freios e limites ao poder do Estado sobre o cidadão&lt;/span&gt;. O Estado, perverso por natureza (&lt;a href="http://www.marxists.org/history/france/revolution/marat/index.htm"&gt;Marat&lt;/a&gt;), se "criado solto", logo, logo, devora a liberdade e transforma o sujeito em objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um Brasil caracterizado por uma cultura ditatorial com espasmos democráticos, é quase atávico ao Estado a tentativa de intromissão e violação da intimidade das pessoas. Como limite à voracidade encontramos o direito penal e o processo penal, instrumentos de oposição do indivíduo ao poder punitivo do Leviatã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses ouvi um avogado, pelo qual tenho o maior respeito e admiração, dizer que o interesse público deve sempre preponderar sobre o interesse individual. Tal entendimento contraria a mais básica percepção do direito penal substantivo e adjetivo como instrumentos de controle do próprio poder punitivo. O direito penal só existe para limitar o abuso estatal. É o meio de impedir que o "soberano", "rei", "presidente", "comandante-em-chefe", ou seja lá o nome que lhe seja dado, escolha contra quem e de que modo restringir a liberdade de seus adversários, inimigos ou a ele despresíveis, ao seu alvedrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ensina &lt;a href="www.youtube.com/watch?v=mwsbEV1tKvg"&gt;Ferrajoli&lt;/a&gt;, a democarcia só pode ser compreendida como o respeito aos direitos de todos os cidadãos, jamais como a manifestação exclusiva da vontade de uma maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande desafio do filme em questão não é o de nos revoltarmos com as razões que motivam a investigação por parte da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Stasi"&gt;Stasi&lt;/a&gt;, mas sim, percebermos como o sistema punitivo pode destruir a vida de pessoas por capicho ou na sede de punir. Talvez, o mais difícil seja conseguirmos transpor tal situação para um regime que se diz democrático e vermos que, aqui, no mundo do Real, por maior que seja a sede de se ver pessoas atrás das grades, também devemos acreditar que devam ser respeitadas as regras do jogo e resguardadas a vida privada e as garantias que o Direito dá a cada um.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-2251436972718968579?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/2251436972718968579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/09/vida-dos-outros.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2251436972718968579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2251436972718968579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/09/vida-dos-outros.html' title='A vida dos outros.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/Sqll09UMNaI/AAAAAAAAACs/Hk3UHmk_wr8/s72-c/vidadosoutros_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-4578177331822275876</id><published>2009-08-27T23:49:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.926-02:00</updated><title type='text'>Por trás da lei.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Amanheceu cinza. Denso. Onofre chegara cedo. Vestiu a casaca vermelha com botões dourados, as calças pretas e o distintivo que lhe dava a importância que, enquanto fulano, nunca tivera. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Duílio esperava na fila desde os primeiros sopros do dia. Da brisa úmida e quente. Pesada. Após algumas horas em pé, na fila, chegara a sua vez. Trazia consigo um travesseiro. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Onofre perguntou o nome do preso e a pena. Duílio respondeu: Victor. Perpétua... Era a primeira vez que se dirigia ao presídio após seu filho, Victor, ter sido condenado a passar o resto da vida gradeado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;- O que trazes?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;– Um travesseiro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Onofre examinou o presente. Sorriu e negou-se a receber. Chamou o próximo. Duílio, cabisbaixo, se foi.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;O inverno se iniciava e, na semana seguinte, lá estava ele, na fila, Com um cobertor sobre seu ombro esquerdo. Pretendia aquecer o seu filho. Quando chegou a sua vez, Onofre perguntou:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;- Nome do Preso e Pena?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Duílio respondeu novamente. Questionado acerca do que trazia, apresentou o cobertor. Onofre olhou, verificou a qualidade, sorriu, mais uma vez negou-se a receber e chamou o próximo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Toda semana, o mesmo roteiro com o mesmo final. Somente o que trazia para Victor variava: frutas, roupas, pão, vinho, livros, óculos para a miopia... Anos passaram.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A vida de Duílio se diluía na espera e nas infrutíferas tentativas. Um dia, após mais uma negativa de Onofre, já fraco e velho, caiu. O algoz foi ao seu auxílio e perguntou se podia fazer algo. Em seu último suspiro, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;- Por que em todos estes anos de prisão, nunca, nada do que eu trouxe para o meu filho, deixaste entrar?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;– Porque tudo o que trouxeste era digno. &lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;div id="ftn1"&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;*Exercício da Oficina de Imitação de estilo oferecida pelo Prof. Luís Augusto Fischer, no Studio Clio, referente ao texto &lt;i&gt;“Diante da Lei”&lt;/i&gt;, de Franz Kafka. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-4578177331822275876?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/4578177331822275876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/08/por-tras-da-lei.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4578177331822275876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4578177331822275876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/08/por-tras-da-lei.html' title='Por trás da lei.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-7354849137096934223</id><published>2009-08-27T23:44:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.936-02:00</updated><title type='text'>Luzes que fitam.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Não sei bem ao certo o que significa &lt;i&gt;Inmax&lt;/i&gt;. Talvez seja um nome, uma sigla, uma abreviação, conjugação de palavras ou um termo técnico. Na verdade, pouco se me dá, pois apesar de ignorante em relação ao seu significado, observo o que ele me representa. Significa a permanência.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Feito de plástico branco, retangular, pouco mais de 20cm de altura por 30 de largura, em seu centro se apresenta uma tela. O que ela exporta é o que me importa e o que expõe me expõe. Internamente! Na tela uma luz vermelha traça os batimentos de um coração abatido por um misto de tempo e fragilidade genética. Outra luz, verde, traduz a oxigenação de um sangue enfumaçado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;As luzes do &lt;i&gt;Inmax&lt;/i&gt; oscilam e alternam-se na medida em que mais presto atenção nelas, parecem seguir a impaciência do meu olhar. Riem e conversam entre si. Zombam da minha agonia e impotência. Mas, ao que parece, só eu as noto. Ninguém na sala dá muita bola para elas. Com suas máscaras, os médicos conversam entre si e ignoram o que acontece na tela que me perturba. Eu os perturbo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Mesmo entorpecido pelos anestésicos, não esqueço de &lt;i&gt;Inmax &lt;/i&gt;e suas luzes travessas. Aliás, continuo a repará-las. Pois estão lá, e quanto mais alegres, melhor para mim...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A maior arte de&lt;i&gt; Inmax &lt;/i&gt;se dá quando suas luzes, parecendo cansadas, resolvem parar de se mover e se transformam em duas linhas perfeitamente retas. Não satisfeito com a linearidade visual, &lt;i&gt;Inmax &lt;/i&gt;ainda é cruel a ponto de fazer soar um sinal agudo, contínuo e mortalmente irritante, como se algo de grave estivesse de fato acontecendo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;O que de certo modo me conforta é que, um dia, &lt;i&gt;Inmax &lt;/i&gt;também ficará obsoleto.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div id="ftn1"&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;*Exercício da Oficina de Imitação de estilo oferecida pelo Prof. Luís Augusto Fischer, no Studio Clio, referente ao texto &lt;i&gt;“A preocupação do pai de familia”&lt;/i&gt;, de Franz Kafka. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-7354849137096934223?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/7354849137096934223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/08/luzes-que-fitam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7354849137096934223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7354849137096934223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/08/luzes-que-fitam.html' title='Luzes que fitam.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-4513878329165014247</id><published>2009-08-14T21:54:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.942-02:00</updated><title type='text'>Passos que olham.</title><content type='html'>Há três dias, o fantástico de uma experiência singela e prazerosa me deixou pleno de satisfação.&lt;br /&gt;Pode parecer estranho, mas, simplesmente... caminhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma reunião, à qual fora de táxi para não me atrasar ainda mais, resolvi retornar à pé, ou melhor, ir saboreando os meus próprios passos em direção aos meus últimos destinos que aquele dia me reservava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia frio, iniciava a noite, mas, agasalhado, a sensação do frio no rosto rejuvenescia, energizava-me a cada metro de asfalto, cimento ou pedra que ganhava. Foram uns 2 ou 3 km apenas, mas que muito significam quando não se tem por objetivo fazer exercício ou chegar correndo a algum lugar, mas sim, sentir a cidade. Sim, é isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela sola dos pés percebe-se o bater do coração vivo da cidade! Sua pulsação... ora intensa, ora tranquila, arritimia e desritimia... mas, fundamentalmente, ritmo... sua musicalidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber, sentia falta daquele tipo de passeio... descompromissado, com tempo, com a possibilidade de perceber detalhes de uma rua que passo seguidamente... tão seguidamente a ponto de vulgarizar a sua existência e não percebê-la. Sim, nossos olhos se esquecem do que sempre veem. Recordo-me do "Paixão de Cristo", de Mel Gibsom, que, de tão violento desde o seu início, leva-nos a deixar de perceber a crueldade humana após dez minutos de exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velocidade dos nossos compromissos nos impede de olhar, olhar de verdade, de perceber. De notar. E como é belo poder notar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo praticar mais!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-4513878329165014247?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/4513878329165014247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/08/passos-que-olham.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4513878329165014247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4513878329165014247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/08/passos-que-olham.html' title='Passos que olham.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-4250717974802785223</id><published>2009-08-06T20:07:00.001-03:00</published><updated>2009-08-16T19:38:47.780-03:00</updated><title type='text'>Da Denominação...</title><content type='html'>Por que Cautio Criminalis? ... apenas por, tal qual o cárcere, ter sido esquecido...&lt;br /&gt;Não que a prática prisional ou "depositária" tenha desaparecido da sociedade modernamente tardia, não... ainda enxergo... mas seu trato não existe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, Friederich Spee von Langenfield... um jesuíta esquecido por quase todos. Em 1631 ele escreve &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cautio Criminalis&lt;/span&gt; (Prudência Criminal)  e desmascara os processos de bruxaria patrocinados pela Inquisição, plantando a semente da separação secularizada entre moral e direito, pecado e delito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarregado de realizar o sacramento da confissão em benefício das "bruxas", conheceu-as de perto e percebeu que o mal não se encontrava nas masmorras, mas muitos metros acima. A indignação do jesuíta é perceptível na sua escrita. Tal indignação, contudo, não leva Spee a realizar uma crítica pessoalizada, mas, pelo contrário, a mira de sua pena é dirigida contra o exercício do poder punitivo de então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Zaffaroni, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sua obra marca uma inversão de paradigma semelhante a que se produziu há mais de quarenta anos, com a criminologia da reação social. A criminologia, a partir dos anos sessenta, começou a deslocar o centro de análise da etiologia do delito para o exercício do poder punitivo, ou seja, do delito para o sistema penal. Spee, em 1631, transfere o foco de seu discurso, das bruxas para a ação dos inquisidores, inaugurando um novo paradigma, exatamente, como faria o discurso crítico criminológico trezentos e cinquenta anos mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é possível concluir que Frederich Spee é o primeiro criminologo crítico que se tem notícia e, porque não, afirmar que ele é, de fato, o precursor da criminologia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-4250717974802785223?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/4250717974802785223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/08/da-denominacao.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4250717974802785223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4250717974802785223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/08/da-denominacao.html' title='Da Denominação...'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-2073011999577946713</id><published>2009-06-30T18:08:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.949-02:00</updated><title type='text'>Fazenda da Quietude</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFELIPE%7E1.MOR%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073741899 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	font-weight:bold; 	mso-bidi-font-weight:normal;} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:4.0cm 3.0cm 70.85pt 4.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O vento dos Campos de Cima da Serra envolvem o andarilho de um misto de frio e aconchego. Próximo a uma sanga, uma mula parada. Ao seu pé um ébrio cochila a pouco se importar com o frio. Faz tempo que está lá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A cavalgada segue, em meio a campos amarelos, limitados pela aspereza oposta das pedras dos cânions nasce uma cascata de pedras negras. A água cristalina cai lentamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A vista é ímpar. O silêncio também. Até o vento respeita o nome daquele lugar... Fazenda da Quietude.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Quietude que se basta para limpar a cabeça daqueles que lá aportam, que preenche com novas energias o coração cansado do cavaleiro da armadura de lã.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mais alguns metros e chegamos à sede, onde o crepitar do fogo da lareira descongela os pés e assa um saboroso carré de ovelha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Fogão à lenha, tapetes de couro e um chapéu gaudério pendurado. As janelas encarnadas contrastam com o verde da mata nativa... lá no meio desponta uma Araucária.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O lampeão de gás denuncia que a luz elétrica ainda não passa por ali...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Paz!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-2073011999577946713?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/2073011999577946713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/06/fazenda-da-quietude.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2073011999577946713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2073011999577946713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/06/fazenda-da-quietude.html' title='Fazenda da Quietude'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-6201181294201664679</id><published>2009-06-06T18:42:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.956-02:00</updated><title type='text'>Que venha o frio...</title><content type='html'>O alegre estalar da lenha anuncia uma nova imagem do dia: o fogo cada vez mais perto e mais presente no cotidianho. Crianças brincam sentadas no tapete, próximas entre si e à lareira. O pinhão recém saído da panela de pressão estampa sorrisos nos rostos dos pequenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pés com meias fofas esfregam-se enquanto as mãos frágeis e ainda inseguras torcem e inventam novas modelagens às massinhas hoje atóxicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não longe, adultos sentados à mesa ensaiam um carteado. Cartas, hoje plásticas, refletem a luz e por pouco não se reproduzem no sorriso daquele mais abençoado pela sorte. Vinho tinto, pipocas... é junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triste estalar do dendes que se chocam, o queixo trêmulo e os dedos gélidos anunciam uma nova dor: a dor do frio. Sentadas ao chão, pequenas crianças, muito próximas, procuram no corpo das outras o calor que lhes falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pézinhos descalços e sujos esfregam-se enquanto a imaginação procura aquecê-los... Próxima, a cola tóxica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto, adultos em caixas de papelão conversam e riem como se o frio e as dificuldades de uma vida acre não existissem. Superam momentaneamente. A cachaça ajuda... é... é junho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-6201181294201664679?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/6201181294201664679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/06/que-venha-o-frio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6201181294201664679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6201181294201664679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/06/que-venha-o-frio.html' title='Que venha o frio...'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-3472056368261053936</id><published>2009-01-28T16:06:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.962-02:00</updated><title type='text'>Sobre tropeços e sapatos...</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Quando tropeçamos em nossos próprios pés nos sentimos mal e a nossa vontade inicial é ficarmos sentados; às vezes, deitados, em posição fetal, esperando que algo nos acolha e nos encha de carinho. Porém, se ficarmos assim, morreremos de inanição, pois cabe exclusivamente a nós sustentarmos as nossas próprias cabeças (interna e externamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Olhar pra frente e não nos darmos por vencidos, manter a indignação no olhar, na voz, na sobrancelha, fazem parte do papel exclusivo do nosso personagem e constituem estímulos fundamentais para olharmos melhor para os pés antes de caminharmos rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Uma vez, Flávio Tavares perguntou ao Che Guevara qual era a coisa mais importante para um soldado. O revolucionário respondeu, os sapatos (sem estar bem calçado o soldado não tem forças para combater). Ironicamente, quando foi morto, na Bolívia, estava descalço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Essa frase de Che é importante, de certa forma, como metáfora para a vida, devemos olhar o nosso caminho e ver se nossos pés estão bem protegidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Às vezes nos esquecemos deles e o "nó da gravata" parece mais importante. Eis a primeira regra para não desatarmos os nós da vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Assim, a partir do tropeço, o primeiro passo é olhar para os nossos pés, ver o caminho que eles já trilharam e, assim, ter a certeza de que vai se chegar muito longe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Ficar furioso e chateado é necessário, faz parte do poder de indignação. Que ótimo! É ele que vai te colocar pra frente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Portanto, esbraveje, grite, exploda e não se esqueça que o mais bonito da vida é a experiência que ganhamos a cada dia. Como sempre digo, não troco meus 36 pelas belezas da vida aos 20 anos. Transforme-se o tropeço em experiência e se verá que temos o mais belo da vida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-3472056368261053936?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/3472056368261053936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/01/sobre-tropecos-e-sapatos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3472056368261053936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3472056368261053936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2009/01/sobre-tropecos-e-sapatos.html' title='Sobre tropeços e sapatos...'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-6351011483884356524</id><published>2008-12-18T11:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.969-02:00</updated><title type='text'>Fim de etapas... vazio, insegurança ou potencialidade criativa?</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFELIPE%7E1.MOR%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073741899 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	font-weight:bold; 	mso-bidi-font-weight:normal;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;É sempre assim. No momento em que alcançamos um objetivo desejado, mesmo que seja apenas temporalmente distante, a satisfação embebeda nossa capacidade de compreensão. &lt;st1:personname productid="Em seguida... vazio. Sentimos" st="on"&gt;Em  seguida... vazio. Sentimos&lt;/st1:personname&gt; a falta do desafio, do hábito, da rotina, da vivência...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Encerrado um ciclo, o maior desafio que se impõe é percebermos tal conclusão e, o mais rápido possível, canalizar a nossa energia e dedicação para as outras coisas que insistem em caminhar nas nossas vidas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Sem tal canalização: são 15 e 30 e ainda estou de pijama! Tédio, nó no peito e, dependendo das condições também biológicas de cada um, depressão. Fácil falar, pensar... mais complicado agir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;A partir da atual carência de complexidade das relações humanas que cada vez mais se dissipam em ambientes ciber, lan, bits, bytes, hi-tec, se percebe um agravamento da situação. O vazio é cada vez maior. Se cai a nossa rede, então... catástrofe, Armagedom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Hoje os vizinhos não se cumprimentam no elevador, mas ficam horas “conversando” nos eme esse enes da vida. Curioso isso? Não. Perfeitamente explicável na cada vez mais presente atomização do sujeito e na ausência de uma identidade única, hoje “concretizável” por avatares que caminham, comem, conversam e, até, fazem sexo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFELIPE%7E1.MOR%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073741899 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	font-weight:bold; 	mso-bidi-font-weight:normal;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Cambria; font-weight: normal;"&gt;Como superar o vazio? Não sei. Incremente relações sociais. Substitua o virtual pelo real, muito embora a realidade do virtual seja muito mais sincera do que a do real – até porque ele se desvaloriza cada vez mais, a cada dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Cambria;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-6351011483884356524?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/6351011483884356524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/12/fim-de-etapas-vazio-inseguranca-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6351011483884356524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6351011483884356524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/12/fim-de-etapas-vazio-inseguranca-ou.html' title='Fim de etapas... vazio, insegurança ou potencialidade criativa?'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-6965977838952957897</id><published>2008-11-20T13:58:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.978-02:00</updated><title type='text'>Namoro na praça ou De hábitos de cidade pequena.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda era agosto, o ar frio do inverno não era apenas uma lembrança. Pelo contrário, exigia, ao menos, uma camada de lã. Encontrei um de meus colegas de escritório no saguão do nosso prédio. Ele olhava para a praça em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me ver, comentou: - Curioso esse hábito de certas pessoas namorarem nos bancos da praça. Parece que esquecem do mundo e só eles estão ali. Lembra o passado ou a tradição antiga do flerte no ponto de encontro das pequenas cidades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei, olhei, dei razão a ele e subi para mergulhar na minha atividade profissional, sem me preocupar com tal flagra do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado pela manhã, daquela mesma semana, precisei ir ao escritório. Estacionei o carro em frente à praça e percebi um casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, aparentando uns sessenta e alguns, ela, uns cinqüenta e vários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O agasalho desbotado dele e a sandália grosseira dela denunciavam a simplicidade da ambos.&lt;br /&gt;Enquanto ele falava e gesticulava ela simbolizava todo o carinho e afeição em um gesto simples de organizar a franja grisalha e aparentemente macia do amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhavam-se como se mais nada houvesse em volta. Questionei-me se era a história narrada por ele entretia-os completamente, ou seria o sentimento nutrido por ambos que os faziam assim?&lt;br /&gt;Risos, gestos, olhares... expressões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente ele para de falar e ambos voltam seus olhares para o assento do banco onde estão. Ali, um celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o "filme" real que eu assisitia de dentro do meu carro não tinha trilha sonora, deduzi que o aparelho estava tocando... tiruriru tiruriruriiiii...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pega o telefone e ela interrompe o gesto de anteder com um carinho na mão. Olham-se... Ele sorri... aperta um botão, larga o incômodo e continua a contar-lhe sua história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue o meu dia e penso: - quem me dera pudesse ouvir todas as histórias que aqueles bancos da velha praça têm para contar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-6965977838952957897?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/6965977838952957897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/11/namoro-na-praca-ou-de-habitos-de-cidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6965977838952957897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6965977838952957897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/11/namoro-na-praca-ou-de-habitos-de-cidade.html' title='Namoro na praça ou De hábitos de cidade pequena.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-3890534575996997137</id><published>2008-09-18T11:44:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.986-02:00</updated><title type='text'>A agonia de Bernardo ou Para algum amigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Bernardo acreditava em um mundo sem regras rígidas. Tanto em relação ao trabalho quanto nas questões afetivas. Era ideologicamente contrário a tais predisposições que buscavam, segundo ele, domar o animal que cochila em cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  O problema surgia quando se envolvia emocionalmente com alguém. Era difícil. Geralmente iniciava seus relacionamentos sem muita convicção, devagar, sem grandes demonstrações de afeto, discursando sobre a liberdade, sobre a busca permanente de prazer... ...até o dia em que percebia que a liberdade do outro era uma carga pesada e áspera demais para suportar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Aí, sofria. Hipócrita? Não. Humano. Demasiado humano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  E então, começava a tortura: continuar, investir, afastar-se... E aí, sem perceber, ou secretamente notando, também impunha sofrimento. Palavra chata! Superada em sua amolação apenas pela imolação de suas convicções.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  E assim vivia; sem entregar-se de verdade. Sempre deixando abertas saídas de incêndio para o seu coração. Rotas fáceis. Cômodas. Porém, destituídas de taquicardias e mãos suadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Nunca se perdera em meio ao dia a dia com pensamentos distantes em alguém. De certo modo, lamentava isso. Mas em verdade, gerava isso. Morria de medo de tal possibilidade, pois tal fuga de imagem significaria a renúncia às convicções de liberdade plena – tão lindas no papel e na fala, mas tão distantes do coração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  O auto-engano era ideológico, não sentimental. Sem a construção teórica seria mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Um dia, rompeu com seus ideais. Assumiu-se como alguém possessivo, capaz de sofrer por alguém, ao mesmo tempo egoísta e sujeito a deprimir-se com um simples telefonema não atendido... Rompeu com seu discurso. Para alguns amigos, desmoralizou-se. Para si, finalmente, viveu!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-3890534575996997137?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/3890534575996997137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/09/agonia-de-bernardo-ou-para-algum-amigo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3890534575996997137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3890534575996997137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/09/agonia-de-bernardo-ou-para-algum-amigo.html' title='A agonia de Bernardo ou Para algum amigo'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-3831149409855683971</id><published>2008-08-14T18:04:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.992-02:00</updated><title type='text'>A invisibilidade do depois ou Do tempo perdido.</title><content type='html'>O ponteiro mudo do relógio corrompe segundo a segundo a castidade do próximo momento. O registro dos minutos é curto, pesado, preciso. As horas passam. O tempo, tal qual visualizado por Dali, derrete, se esvai, de certa forma, perde forma e sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto assombrado com tal velocidade, Felício não percebe a distância entre o que deixa para depois e o que não realizou ontem. O depois é turvo, raro e passa sem ser visto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por isso, guarda na gaveta aquilo que pensa deva ser enfrentado no dia seguinte. O amanhã passa e quando percebe, meses e anos se foram sem que tivesse enfrentado questões e concretizado planos. O silencioso e invisível “depois”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inimigo do concreto, forma na cabeça de Felício uma miragem de realização. Deixar para depois é negar a prática. Ignorar o enfrentamento, o estar atento, a solução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felício tenta se erguer e a artrose o impede de fazê-lo com pressa e sem dor. Seu corpo não acompanha mais o seu raciocínio e até quando este permanecerá intacto pela crueldade do tempo, não sabe. Dirige-se ao velho armário, abre a porta e, com dificuldade, coloca sobre a mesa a pilha de papéis, antes facilmente manuseada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa a examinar os escritos e percebe anos e até décadas entre o que está ali e a data estampada no jornal de hoje. Vê rabiscos e anotações em folhas de cursos e escolas que não existem mais. Percebe o quão poderia ter evoluído em suas “distrações”, mas não o fez. Percebe-se o mesmo de 60 anos atrás em suas habilidades, agora, ainda por cima, debilitadas pelo caminhar incessante do relógio.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alarme toca. Quinze horas, hora de se encaminhar para a consulta médica. Felício suspira lentamente, pega a pilha de papéis, recoloca no armário e fecha a porta. Deixa para o dia seguinte a análise mais detalhada dos papéis. E o tempo passa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-3831149409855683971?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/3831149409855683971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/08/invisibilidade-do-depois-ou-do-tempo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3831149409855683971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3831149409855683971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/08/invisibilidade-do-depois-ou-do-tempo.html' title='A invisibilidade do depois ou Do tempo perdido.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-6258693404550625667</id><published>2008-06-23T13:51:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:02.999-02:00</updated><title type='text'>Intransigentes ou De quem nos move.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Quem tem consciência para ter coragem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Quem tem a força de saber que existe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;E no centro da própria engrenagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Inventa a contra-mola que resiste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Quem não vacila mesmo derrotado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Quem já perdido nunca desespera&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;E envolto em tempestade, decepado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entre os dentes segura a primavera!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-weight: normal;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;A música dos Secos &amp;amp; Molhados expressa um sentimento de continuidade na defesa intransigente daquilo que acreditamos. Segurar a primavera entre os dentes é mais do que um simples dever, uma condição humana daqueles que acreditam em cada palavra do que dizem. O melhor compromisso assumido para com as nossas consciências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de ser intransigente, mas de mantermos sempre a cabeça erguida, com o nosso orgulho intocável, não na concepção de sobreba, empáfia ou presunção, mas na de brio, altivez e amor-próprio.  Amor por aquilo que somos e defendemos. Por não modificarmos o nosso discurso com a finalidade de sermos mais dóceis ou parecermos mais domesticáveis. O nosso orgulho nos impede de fingirmos ser o que não somos. De acenarmos com gostos ou predileções que não dispomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a relíquia de tão caros sentimentos é que se amolda a "consciência [suficiente] para ter coragem"; encontra-se a força, não se vacila, não se entrega, simplesmente, se é. Existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem caminha nesse campo não perde. Nunca é derrotado, pois sempre traz consigo "a primavera" entre os dentes. A esperança da vitória, do florescer. A necessidade de luta. E assim, além destacar tais valores e mostrar sua força, move pessoas a caminharem juntos no mesmo sentido, não para simplesmente "vencer" - o que seria pueril e temporalmente identificável - mas, sim, para, na luta, permanecer cotidiana e permanentemente, revolucionando o espaço e desafiando aquilo que aí se pôs.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-weight: normal;font-family:courier new;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-6258693404550625667?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/6258693404550625667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/06/intransigentes-ou-de-quem-nos-move.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6258693404550625667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/6258693404550625667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/06/intransigentes-ou-de-quem-nos-move.html' title='Intransigentes ou De quem nos move.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1061688875593800972</id><published>2008-06-13T11:30:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.007-02:00</updated><title type='text'>Opressão ou O preso</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;O último gole do café amargo combinava com o final do telefonema. Felício, sentado, olhava para a parede branca. Sentia-se oprimido. Duzentas atmosferas pressionavam seus ombros na direção do centro da terra. O que queriam dele era pesado. O peso arranhava sua garganta, seu estômago; tornava azedo o sabor de tudo o que provava na vida. Ou será que era insípido o que experimentava? Não sabia. Sentia, apenas, que sua visão não era mais tão larga, restringia-se a pontos fixos, sem a percepção do entorno, sem a compreensão do mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Resolveu sair para caminhar. Era seu horário de almoço. Despediu-se rapidamente dos colegas da repartição onde desempenhava seu trabalho sem graça e saiu pela porta. Duas horas depois, nunca mais voltou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Até hoje sua família e amigos buscam notícias de Felício. Boatos sobre ele são vários, mas nenhum que se possa dar real confiança. Ninguém sabe ou compreende como alguém que sempre parecera tão alegre e entusiasmado com a vida, simplesmente, anonimamente, sumiu...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Seus últimos relatos falavam da tal opressão. O que era tão grave? Perguntavam os amigos e a família, ele dizia que nada de específico. A vida se tornara pesada, o ar era chumbo, as trivialidades não arejavam sua existência com o perfume das flores, mas sim, permeavam com cheiro de enxofre seu olfato cotidiano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;O mais belo se tornara cinza, o mais alegre, ácido, o mais suave, em áspero. Nada mais lhe motivava. Buscava novas atividades como forma de espanar a rotina e ser reconquistado pela vida. Não adiantava, nada lhe satisfazia. Só de ouvir o seu telefone tocar, murchava, afundava &lt;st1:personname productid="em sua cadeira. Sentia" st="on"&gt;em sua cadeira. Sentia&lt;/st1:personname&gt; sua garganta fechando. Vontade de chorar...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;A verdade? Hoje se encontra em um lugar distante na América do Sul. Entre bicos, de tempos em tempos, consegue meios de subsistência. Seu celular não toca mais - aliás, deixara sobre sua mesa, no dia de sua fuga, talvez a sua mais brilhante decisão. Às vezes não tem dinheiro, em muitas sente frio... não freqüenta os lugares charmosos que tanto esteve e nem mesmo mais que cinco livros possui... porém, voltou a ver o sol brilhar, ao menos agora o percebe... ouve os pássaros cantarem, as suas noites são cobertas por estrelas que brilham sem parar... e, ainda, hoje ri, quando vê alguém agoniado, a correr sem parar, como se a querer carregar o mundo sobre os ombros...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1061688875593800972?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1061688875593800972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/06/opressao-ou-o-preso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1061688875593800972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1061688875593800972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/06/opressao-ou-o-preso.html' title='Opressão ou O preso'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8398110437040665160</id><published>2008-05-16T14:22:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.016-02:00</updated><title type='text'>Do fim da cordialidade ou Quando a educação deixa de ser virtude</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Sempre ouvi dizer que a boa educação era uma virtude, um valor. O tempo passa e constato que fui iludido. Respeitar filas, vagas para deficientes, ser cortês e preocupar-se em não atrapalhar a vida alheia com o nosso egoísmo passaram a ser, apenas, formas de demonstração da nossa fragilidade enquanto seres humanos e conseqüente sinalização para que nossos direitos não sejam respeitados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Há muito, em nosso país, a falta de consideração, a grosseria, a indelicadeza e a descortesia passaram a ser virtudes. Caso não o fossem, não haveria razão para aqueles que agem de tal forma serem privilegiados em relação aos débeis corteses.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Não, não estou equivocado. É assim em quase todos os lugares que freqüentamos: os “barraqueiros” que ofendem, humilham, gritam, furam a fila ou buzinam, têm o acolhimento de suas pretensões. Os educados, que demonstram o seu posicionamento ou descontentamento com educação e até, por vezes, doçura, são presenteados com a indiferença e com o não acolhimento de seus pleitos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Diante de tal constatação, não há como negar que a boa educação deixou de ser virtude, até porque somente os atos virtuosos é que são presenteados. No caso, aquilo que nossos avós chamavam de má educação passou a ser uma forma de cada um expor a sua “virtude”, caso não o fosse, certamente seus pleitos não seriam atendidos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Não há como compreender tais fatos de outra forma. Como se sabe, os valores sociais mudam com o passar do tempo e, tal qual o camaleão altera a sua coloração diante do ambiente em que se encontra, amoldam-se às novas formas de compreensão das relações humanas que se apresentam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;A velocidade, a pressa, enfim, o imediatismo da sociedade tecnológica do século XXI impõe novas compreensões e interpretações de fatos, talvez, até, a de que aquele que não age da forma dita pelos anciãos como educada não deva ter tanta necessidade de reconhecimento de seu direito. Ao menos, é a explicação pela qual compreendo tal fenômeno. Afinal, quem não se desespera com a perda de tempo, certamente, é um dinossauro na forma de mulher ou homem, mas nunca o &lt;i style=""&gt;“homo-tecno-sapiens”&lt;/i&gt; &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de nosso tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Apesar de compreender tal fato, não me entrego. Ainda, nos pequenos momentos em que tenho de optar em privilegiar esta ou aquela pessoa no trato, não opto pela rudeza, mas sim, por aqueles que, mesmo na defesa de seus interesses olham o outro com respeito, com a mesma consideração que gostariam que fosse dispensada consigo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8398110437040665160?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8398110437040665160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/05/do-fim-da-cordialidade-ou-quando.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8398110437040665160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8398110437040665160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/05/do-fim-da-cordialidade-ou-quando.html' title='Do fim da cordialidade ou Quando a educação deixa de ser virtude'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8058622553420993667</id><published>2008-05-06T17:46:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.030-02:00</updated><title type='text'>Do gozo da vitória ou da alegria de recomeçar</title><content type='html'>&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Indescritível é a sensação da vitória. O gozo causado pelo objetivo alcançado gera um prazer somente repetível quando novamente o alcançamos. É por isso que se busca sempre o sucesso. Só quem nunca sentiu tal sabor é que pode conviver com sua ausência, pois quem não se inebria não compreende o significado do poder do vinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Tal sensação é capaz de viciar e, quando nos sentimos derrotados, de fazer sofrer muito mais. A inaptidão para vencer nos poupa da frustração da derrota. Só quem já venceu sofre, de verdade, com a perda. Quem não vence não sabe o sabor que deixou de sentir. Benefícios da ignorância.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;A vitória está estampada no sorriso de quem conquista. Não se descreve, frui-se, goza-se ou, apenas, se aplaude. Quem tem um sorriso estampado no rosto, quase que diariamente, é um vencedor nato e quem está por perto tem duas alternativas: ou se contagia, ou inveja.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;A realização no trabalho, a classificação em um concurso, alcançar o resultado em uma competição ou, simplesmente, ver o seu time ser campeão, são sensações que, de certa forma, entorpecem e criam a necessidade de vivenciá-las novamente. Quem não sente tal necessidade, talvez, tenha perdido o prazer naquilo que faz. Neutralizou sua vida. Transformou-a em água – necessária para nos manter vivos, contudo, sem graça. Quem sabe não seja hora de mudar? Talvez, de recomeçar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Recomeçar, aliás, tal qual a vitória, traz similar satisfação, aliada a um sentimento de nervosismo e de inquietação da incerteza do futuro que (ainda não) se apresenta. Nunca é tarde pra recomeçar, para tomar novos rumos, para sairmos da famosa sensação de conforto e desafiarmos, talvez até irresponsavelmente, os olhos incrédulos daqueles que nos miram com desconfiança. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;A vontade de recomeçar traz significado comum ao da sensação de vitória, pois só quem desafia o mundo, rasga as regras e renasce, sabe o que significa trilhar um novo caminho.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8058622553420993667?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8058622553420993667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/05/do-gozo-da-vitoria-ou-da-alegria-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8058622553420993667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8058622553420993667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/05/do-gozo-da-vitoria-ou-da-alegria-de.html' title='Do gozo da vitória ou da alegria de recomeçar'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8226978577881114845</id><published>2008-04-21T19:14:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.037-02:00</updated><title type='text'>Entre Isabella e a novela ou Pimenta nos olhos dos outros é colírio ou, ainda, Que curiosidade mórbida é essa que nos move?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;(a partir de hoje, o blog volta a ter atualização semanal)      &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;            &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Renato Russo, goste-se dele ou não, tinha razão quando escreveu ‘Metrópole’: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;- É sangue mesmo, não é mertiolate/ todos querem ver/ E comentar a novidade/ É tão emocionante um acidente de verdade/ Estão todos satisfeitos/ Com o sucesso do desastre/ Vai passar na televisão/ Vai passar na televisão...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Se no início dos anos oitenta era assim, quando a instantaneidade dos meios de comunicação ainda engatinhava, imagine-se no final da primeira década do século XXI. Nossas casas são invadidas, cada vez mais, pela graça da desgraça alheia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Sob o mito do “dever de informar” se informa o drama que melhor vende, não mais se forma, só informa... deforma... disforme...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;E o cotidiano nacional se transformou na sala de estar da casa dos Nardoni, uma família desgraçada por uma tragédia, sejam os adultos responsáveis ou não pelo cruel homicídio. Pouco importa. Sem perceber e muito menos se preocupar com isso, os meios de comunicação condenaram duas crianças a uma sanção perpétua... Cauã e Pietro, os filhos de Alexandre e Anna Carolina foram sentenciados pelo resto de suas vidas a serem os irmãos da menina morta ou, como provavelmente restará decidido pelo Tribunal do Júri, os filhos de um “casal de assassinos” – não se adentra aqui sequer na questão jurídica, já que, frente aos “laudos secretos publicados com exclusividade”, discordo da “solução” apresentada por “especialistas” de plantão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Confesso que tentei fugir ao máximo do tema Isabella, mas não consegui. Mas tenho outro enfoque – aliás, em relação a um terceiro olhar, indico &lt;a href="http://www.atristeutopia.blogspot.com/"&gt;www.atristeutopia.blogspot.com&lt;/a&gt;, de Leonardo Mendes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Até que ponto necessitamos do espetáculo na vida alheia para preenchermos o vazio das nossas? Pouco importa o quão triste seja o tema da trama, o que arde nos olhos alheios não nos preocupa, ou será que as lágrimas que caem de nossos não são uma forma de aliviarmos a nossa própria culpa? Ou, será que passaremos a noite em claro pensando em Isabella e na angústia dos familiares e, porque não, dos acusados? Certamente, ficaremos alguns dias sem comer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Que vazio é esse que nos leva a encontrar sentido somente na conversa sobre a vida dos outros? É o mesmo vazio que faz do Big brother um campeão de ligações telefônicas. A “novela das oito”, independentemente do horário, deixou de ser imbatível, pois a distração, o entretenimento, passou a ser mais interessante se os fatos são reais, pouco importando quão perniciosa tal exposição possa ser para os envolvidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;As vidas carecem de sentido, de densidade, de conteúdo... fala-se sobre gente, só isso... a &lt;i style=""&gt;People &lt;/i&gt;oferece 8 milhões de dólares para ter exclusividade nas primeiras fotos dos gêmeos (provavelmente lindos) do casal Jolie/Pitt. Faturarão quatro vezes isso em vendagem de revistas com tal chamariz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;A idéias desfalecem em um mundo de personagens em que não se busca mais o conteúdo. Quem não sabe de quem é este ou aquele rosto famoso – do desgraçado ou do iluminado pela fama – não pertence à “realidade”: - em que mundo você vive?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;Outros momentos da história assistiram a perda do conteúdo, melhor definido como valor (Roma foi um valor), mas não por muito tempo. Não, não estou falando do preço de capa...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8226978577881114845?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8226978577881114845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/04/entre-isabella-e-novela-ou-pimenta-nos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8226978577881114845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8226978577881114845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/04/entre-isabella-e-novela-ou-pimenta-nos.html' title='Entre Isabella e a novela ou Pimenta nos olhos dos outros é colírio ou, ainda, Que curiosidade mórbida é essa que nos move?'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-7327938767075288502</id><published>2008-03-11T12:04:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.044-02:00</updated><title type='text'>Vigiados e torturados ou triste verdade.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Duas informações do último final de semana chamaram a atenção daqueles que defendem as liberdades civis ou, simplesmente, que acreditam na dignidade humana a partir de alguns primados trazidos pelos holofotes do iluminismo. De volta às trevas lê-se que, como apurado pela Comissão Parlamentar de Inquérito referente ao grampo telefônico, em 2007, quatrocentos e nove mil (409.000) telefones celulares foram grampeados com autorização do Poder Judiciário; a outra notícia é que, segundo pesquisa do Ibope, vinte e seis por cento (26%) dos brasileiros apóiam a realização de práticas de tortura de suspeitos nas investigações criminais. Provavelmente, o grampo telefônico estatal, se questionado por meio de pesquisa, teria quantidade similar de simpatizantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(silêncio para refletir, ou tentar interpretar tais dados)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre os entrevistados que apóiam a prática inquisitiva, tida na idade média como o meio mais eficaz para se alcançar a confissão “espontânea” do herege, estão os que possuem maior renda e maior escolaridade (40% dos que possuem curso superior) – ou seja, a sempre lembrada “ignorância” não justifica o resultado. Ou seria a própria “ignorância” que o justifica? Ignorância que divide a sociedade entre homens de bem e outros não tão bem assim; que ensimesmada solidifica um enredado discurso de “nós” e “eles”; que tão bem pugna por medidas violentas contra a violência, até o momento em que tal violência se vira contra ela e, aí sim, torna-se abuso e truculência...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, descobre-se que o democrático Estado brasileiro, por suas instituições, aproxima-se do “Grande Irmão” da novela de George Orwell (1984). São cerca de 1.120 (mil cento e vinte) determinações judiciais de escutas telefônicas por dia! Algo deveras distante do que se denominaria de inteligência policial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Levando-se em consideração que estes 409.000 telefones judicialmente grampeados receberam, pelo menos, cinco ligações de pessoas que não eram objeto de investigação (número extremamente baixo), tem-se mais de dois milhões de pessoas que tiveram suas conversas escutadas pela Polícia brasileira. Ou seja, no mínimo, dez por cento (10%) do total de usuários de aparelhos celulares existentes no Brasil tiveram suas conversas devassadas pela sanha investigativa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O desafio é como interpretar e compreender tais dados. O que significam?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto às escutas, entendo que faliu o sistema investigativo policial brasileiro – sem escutas não fazem mais nada – bem como, sucumbiu o judiciário ao discurso utilitarista de que os fins justificam os meios. A Constituição estabelece como garantia fundamental o direito à intimidade e excepciona a quebra do sigilo. Qual a razão de tal previsão se a regra tornou-se a interceptação? Por que tanta hipocrisia? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais danoso a uma sociedade é a falsa liberdade do que a transparente ditadura, pois na primeira somos ludibriados em nossas esperanças, enquanto que na segunda, ao menos, não perdemos tempo sonhando. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-7327938767075288502?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/7327938767075288502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/03/vigiados-e-torturados-ou-triste-verdade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7327938767075288502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7327938767075288502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/03/vigiados-e-torturados-ou-triste-verdade.html' title='Vigiados e torturados ou triste verdade.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-4684283455878746507</id><published>2008-02-17T20:53:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.051-02:00</updated><title type='text'>Infantilizados ou Do hábito de chorar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há tempos vivo com uma inquietação que, em determinados momentos, aflora. Uma terrível acomodação toma espaço cada vez maior no cotidiano. Vivemos em um ciclo vicioso onde as pessoas são infantilizadas pelo Estado ao buscar regular, exaustivamente, as condutas sociais. Os indivíduos, diante de tal situação, acomodam-se esperando que a “mãe-estado” estenda-lhes mais uma vez a mão para afagar-lhes a cabeça e protegê-los das condutas que “ameaçam” suas brincadeiras no parque de diversões da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as pessoas deixaram de acreditar em si próprias e o legislativo passou a querer regular tudo diante de tal inércia, ou se o abuso legislativo levou as pessoas a um estado de total passividade, quase catatônico, ainda não consegui identificar, mas o que percebo é que a cada dia que passa mais me sinto infantilizado. Um menino que é levado pela mão, pela “mãe-estado”, a fim de que a sua vida seja a mais segura. Mesmo que eu dispense o interesse por segurança. O que seria um direito meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excesso de normas leva à destruição da percepção do sujeito como capaz de exercer papel de mudança nos rumos da sociedade. O fetiche da lei inebria de uma sensação quase sexual legisladores e intérpretes, ávidos pela nova regulamentação que os levam ao quase-orgasmo apenas por pensarem que, a partir de então, a salvação de nossa sociedade está garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais temos condutas proibidas dentro de uma sociedade caracterizada pelo risco proveniente da complexidade das novas relações sociais, comerciais e profissionais que se impõem no início do século XXI. Deixamos de acreditar nas pessoas. Pasteurizou-se o sujeito para que ele não fosse capaz de sentir e emitir odores. Lobotomizou-se socialmente as pessoas. Não se reconhece ninguém como efetivamente, axiologicamente, capaz. Parte-se do pressuposto de que as pessoas não possuem capacidade de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os “lobotomizados-pasteurizados” passam a, sem perceber, acreditar nisso e a desempenharem o seu papel (ou seria apenas uma participação???) social de forma a não pensar. O cérebro passa a ser considerado apenas como algo necessário para fazer peso à cabeça e evitar que ela tombe incessantemente para um dos lados de nossos pescoços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, já que o Estado regula tudo, o indivíduo não se vê mais compelido a pensar o que seria melhor para a sua vida e a dos demais. Quais as suas pequenas atitudes que interferem ou não na vida dos outros. Chega-se à absurda e atrofiada lógica: tudo o que não é proibido é permitido. E a cortesia fenece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, como é impossível regular-se a vida integralmente – graças à Deus, ou a quem quer que se acredite, diga-se de passagem – inevitavelmente, surgem conflitos sociais cada vez mais fúteis e que, pela inaptidão das pessoas em viver em sociedade sem a coleira ou a mão do Estado, podem ter conseqüências graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, diante do absurdo número de mortos no trânsito se fala em leis bem mais severas, tanto no âmbito do direito penal, como na esfera administrativa. Ou então, para evitar qualquer espécie de delito proíbe-se a comercialização de bebidas alcoólicas após um determinado horário. Proíbe-se, também, de fumar em quase todos os locais habitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca causei vítimas ao dirigir meu automóvel, nunca briguei após ingerir bebidas alcoólicas e não fumo – salvo umas cachimbadas no final de semana, escondido para não ser apedrejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de entrar no mérito da questão se tais medidas são adequadas ou não, apenas servem de exemplo. O que pretendo trazer à reflexão é o quanto somos oprimidos por novas leis; um número cada vez mais sufocante que nos leva à acomodação, ao não fazer nada como seres humanos no sentido de alterar as nossas relações com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa inaptidão para desenvolver relações pessoais saudáveis, mesmo que, por um milagre legal, deixem de figurar no campo do trânsito, da embriaguez ou do tabaco, será transferida para outra esfera de crise e nós, infantilizados, sentaremos na calçada e choraremos até o momento em que a mãe-estado sinalize com a solução, quando, na verdade, estará agravando o problema. Ficaremos cada vez mais mimados e ensimesmados, alheios a um próximo cada vez mais distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="'http://blogblogs.com.br/api/claim/-946008639/176958/73551'" rel="'me'"&gt; BlogBlogs.Com.Br &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-4684283455878746507?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/4684283455878746507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/02/infantilizados-ou-do-habito-de-chorar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4684283455878746507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4684283455878746507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/02/infantilizados-ou-do-habito-de-chorar.html' title='Infantilizados ou Do hábito de chorar'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-7261161811931128455</id><published>2008-02-06T10:49:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.058-02:00</updated><title type='text'>Celebração da Vida ou Um café com Zaratustra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                        Viver de forma a querer a mesma vida sempre. É o desafio que se impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        A celebração da vida e o entusiasmo em usufruí-la exigem o questionamento acima. Imagine-se sentado sobre o seu próprio caixão observando as pessoas chegarem para dar simbolicamente o último “olá” ou, melhor, o verdadeiro “adeus”, e descortinando-se duas opções: a eternidade do espírito (caso, de fato, exista) ou recomeçar a viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Certamente, a partir do medo do inexorável, a morte – paradoxalmente a única certeza da vida – optar-se-ia por viver de novo. Contudo, quando hipoteticamente dá-se tal opção (viver de novo), geralmente, sente-se o desejo de consertar o passado, corrigir os erros, não realizar determinados atos ou de tomar decisões em momentos que escaparam por entre os dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Não seria tão fácil. O desfio que se impõe é se cada um de nós estaria disposto a repetir. Isso! Reprisar, na íntegra, o roteiro de sua vida, sem alterações, com os mesmos equívocos, acertos, vitórias, derrotas, ações e omissões. Os mesmos cavalos encilhados que deixamos passar continuarão passando. As mesmas barcas furadas que tripulamos afundarão. O doce, o amargo e o azedo de nossa caminhada. As oportunidades perdidas serão novamente postas à nossa mesa e tomaremos a decisão errada; atos de bravura e covardia, todos idênticos. Dores, alegrias... tudo igual. Ou seja, verificar se morremos na hora certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Morrer na hora certa significa viver o melhor possível para só então morrer. Não deixar nada por viver e querer a mesma vida para sempre. Repetir nossas angústias com a certeza de que ao final teremos curtido cada momento de dor até alcançar o sentimento de sua superação e a conseqüente sensação ímpar de bem estar. Termos as mesmas recompensas mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Intensificar a vida talvez seja a mensagem que se pretende passar. Olhar o futuro, breve ou longínquo, e ter perspectivas, sonhar... mirar o relógio como mais um detalhe que apenas nos afasta temporariamente do que realmente queremos e optamos, pois efetivamente vale a pena e vamos alcançar, ou, ao menos, termos a certeza de que fizemos o possível e fazer o possível é sempre algo a nos preencher de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Não deixe nada por viver. Celebre a vida ou tome um café com Zaratustra e faça a sua leitura.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-7261161811931128455?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/7261161811931128455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/02/celebracao-da-vida-ou-um-cafe-com.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7261161811931128455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7261161811931128455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/02/celebracao-da-vida-ou-um-cafe-com.html' title='Celebração da Vida ou Um café com Zaratustra'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5241503934074726748</id><published>2008-01-29T15:48:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.064-02:00</updated><title type='text'>Urbanismo e Segurança ou Descaso e Mortes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;     A insegurança pública se constitui em um dos maiores temores da sociedade brasileira. Seja real ou apenas aparente, aproximada da nossa realidade pela velocidade dos meios de comunicação e pelo discurso simbólico, reflete, inegavelmente, o medo. “Medo” que Paul Virilio, em Velocidade e Política, descreveu como o mais cruel dos assassinos, pois não mata jamais, mas impede de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     É certo que o aumento da criminalidade possui relações indissociáveis com a desigualdade, com a desestruturação do indivíduo, com a falta de perspectivas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Segurança passa por uma sociedade menos desigual, talvez menos digital, mas passa também por urbanismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Por mais estranho que pareça ao tema, essa esquisitice é meramente aparente. Apenas entre os anos de 1999 e 2001 o número de favelas no Brasil cresceu 150%, o Brasil possui um déficit habitacional de 7,2 milhões de moradias, o que representa 32 milhões de pessoas sem um lugar decente para viver. Sem lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O tal dívida é reflexo da ausência de políticas habitacionais de médio e longo prazos e da falta de preocupação com a organização do espaço urbano, em especial a ocupação do solo. O descuido nestas áreas, somados ao conforto político da manutenção da situação como ela está geram a favelização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A favelização, em geral, dá-se verticalmente, em morros e encostas das grandes cidades. Em sua estrutura “urbanística” é formada por vielas, por barracos construídos sobre barracos, por passagens ocultas, por becos, enfim, um labirinto de madeira e cimento, capaz de dar inveja a Dédalus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ambiente em que o poder público, historicamente ausente, se vê, voluntariamente ou não, incapacitado de adentrar e cumprir as políticas públicas que a Constituição obriga. A disposição urbana das favelas facilita a ocultação, a prática de crimes e violências, física e psicológica, em que as vítimas são, na maioria das vezes, os que lá residem. Jogados ao morro e esquecidos aos que lá mandam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O poder público, ciente de sua inoperância e diante da falta de preocupação com a organização efetiva do espaço urbano, acreditando que com o andar da carroça as melancias se ajeitam, fecha os olhos à ocupação desregrada. E só se recorda da situação precária em que vivem quando ocorre um desabamento ou quando traficantes se aproveitam do labirinto para organizar sua atividade e espalhar medo pelo asfalto que fica logo abaixo do morro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Enquanto isso, a capacidade de resposta do poder público desaparece e a degradação ambiental, que antes era a desculpa para não licenciar o loteamento, já está feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O planejamento urbano se constitui política pública da mais alta importância. O Estado não dispõe de meios para impossibilitar a ocupação desregrada. Na Europa, os castelos e mansões localizam-se nas encostas dos morros, locais nobres. No Brasil, por serem imaculáveis pela ocupação lícita e por não haver uma política habitacional efetiva aos desprovidos, são ocupados por quem não tem onde morar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: danos ambientais, desabamentos, mortes e ausência do Estado a quem mais necessita, os subjugados pela força e pelo medo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5241503934074726748?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5241503934074726748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/01/urbanismo-e-seguranca-ou-descaso-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5241503934074726748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5241503934074726748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/01/urbanismo-e-seguranca-ou-descaso-e.html' title='Urbanismo e Segurança ou Descaso e Mortes'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-4979841415741906016</id><published>2008-01-23T08:58:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.077-02:00</updated><title type='text'>Desafiando o conforto ou Vivendo os sonhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O olhar da criança ao arriscar os primeiros passos é fixo em algum ponto do chão, mais à frente. Desviá-lo pode ser fatal para a continuidade de seu caminho; cair talvez seja o destino inexorável. Ela cai, senta, olha perdidamente em uma busca de auxílio, mas, em seguida, reinicia a sua tentativa, só... levanta-se instável, equilibra-se e vai em frente. Logo, logo, estará correndo, esquecendo-se, para sempre, da dificuldade que tivera nos primeiros passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança desafia o conforto do colo dos pais para desbravar o desconhecido. A sede por conhecer, tocar o novo e saborear a vida retira-a da posição de espectadora. Instintivamente, procura saciar a sua fome de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, enquanto dorme, sorri. Será que em seus sonhos ela caminha? Corre? Flutua? Quem sabe? Inegavelmente, contudo, as crianças são desbravadoras, conquistadoras de um mundo que se coloca à sua frente e, ignorando o conforto, lutam para viver os seus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, adultos, embasbacados diante da graça que apresentam fechamos os olhos para isso e deixamos de aprender com eles. Sim, pois, não raro, renunciamos aos nossos sonhos em nome do conforto, daquilo que chamamos de estabilidade – seja emocional, financeira, laboral...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é o quão doloroso, ou melhor, danoso para nós mesmos, é esta renúncia. Quantas vezes as oportunidades passam e restamos parados, sentados à janela, assumindo a posição passiva de espectadores. Quantos momentos desafiadores, instigantes e cálidos atravessam nosso caminho e deixamos de assumir a posição à qual nos difere na coletividade, a de protagonistas, perdendo experiências – talvez o maior bem do ser humano. Experiência que não se confunde com idade, mas com situações vividas. Situações estas que enriquecem o indivíduo e o torna fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as várias características, classificações ou rótulos que se atribuam ao sujeito temos os “espectadores” – acomodados com a situação de vida que enfrentam – e os “protagonistas” – inquietos irrequietos que insistem em sempre buscar algo mais. Em enfrentar e superar vários desafios, muito embora tais desafios possam trazer “quedas” e algumas dores. Contudo, o horizonte descortina-se diariamente às suas frentes e, ao menos ao meu gosto, transformam as suas vidas em algo bem mais saboroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inegável que cada um de nós, independentemente de nossas características mais marcantes, passa por momentos mais “espectadores” e outros mais “protagonistas”, afinal, felizmente, não somos pessoas acabadas ou concluídas, mas em permanente mutação, aprimoramento ou perecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, apesar de tais momentos, a permanente manutenção e busca de atitudes protagonistas nos coloca do lado mais saboroso da vida, às vezes amargo, mas, fundamentalmente, o mais importante, mantém vivo o paladar da vida, a desafiar o conforto e a viver os sonhos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-4979841415741906016?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/4979841415741906016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/01/desafiando-o-conforto-ou-vivendo-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4979841415741906016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/4979841415741906016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/01/desafiando-o-conforto-ou-vivendo-os.html' title='Desafiando o conforto ou Vivendo os sonhos'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5596966282716177838</id><published>2008-01-13T19:12:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.084-02:00</updated><title type='text'>Entre lágrimas e despedidas ou Da arte de arrumar malas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mudança: troca, substituição, alteração, modificação, permuta, inovação, transferência, deslocamento, afastamento...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Palavra ambígua. Divide nosso coração ao meio, entre a euforia incontida e a profunda melancolia. Complicado. Montanha-russa de sensações, maníaca e depressiva, uma espécie de transtorno bipolar com data marcada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sofreguidão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vontade de deparar-se com o novo ou de retornar ao seio antigo, à estabilidade das relações, ao carinho e afago priscos, longínquos, talvez o nosso mais remoto traço da memória; desatormentar o sentido. Viver mais leve, se é que o peso não é nossa idiossincrasia que nos é apenas característica sermos o que somos, o que sonhamos, o que tememos, o que nos ilumina e destrói.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na saída são abraços, risos, lágrimas, calafrios, malas, roupas, sapatos, livros, muitos, beijos, olhos carregados, lágrimas que não se permitem suicidar e que embaçam o penhasco da íris. Sonhos abertos, novos sonhos... novos tempos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na chegada, o mesmo. Curioso, mas exatamente o mesmo. Alegremente o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai-se, mas não se abre mão de nada que ficou para trás, ou melhor... Nada ficou para trás!! Apenas não se está mais junto diariamente, mas se carrega no peito, na memória permanentemente presente e nas facilidades das novas tecnologias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tal qual antes... apenas um pouco mais remoto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5596966282716177838?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5596966282716177838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/01/entre-lagrimas-e-despedidas-ou-da-arte.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5596966282716177838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5596966282716177838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/01/entre-lagrimas-e-despedidas-ou-da-arte.html' title='Entre lágrimas e despedidas ou Da arte de arrumar malas'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1504099240969221261</id><published>2008-01-08T15:45:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.090-02:00</updated><title type='text'>Entre afagos e suspiros ou A versão tropical de “Dos en la ciudad”.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entre o último disparo do sol escaldante e o primeiro estampido da noite, quase que por casualidade, eles se encontram na praia. Um doce sorriso cúmplice nos lábios. O gélido arrepio da apreensão do encontro situado no poço fundo do estômago. Olham-se, riem e sentam-se na areia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há tempo não se viam, ao menos não com a possibilidade de conversar sem estarem premidos pelo tempo, pelas pessoas, pelos compromissos. Aquela noite era só deles. Tal percepção transformava um pequeno em um largo e brilhante sorriso que refletia nas estrelas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Logo abriram suas bocas e a conversa fluía solta, leve, inebriando-os lenta e vagarosamente, intimamente... o diálogo os entorpecia, tornado supérfluos o vinho e o fumo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, horas... doces horas. Aliás, parecia não haver tempo, entorno, espaço, eram os dois, sós, apenas os dois na cidade. Nada mais em volta, unicamente suas vozes e o calor da pele de cada um que, aos poucos, se sentia. Encostavam-se em meio à fala e a mão de um repousava carinhosamente no braço do outro. Dedos entrelaçavam-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela falava mais, gesticulava mais. Ele, encantado, ria e a adorava. Ela perguntava como e quando havia decidido partir, se tiveras filhos e se era feliz. Ele, se ela estava sozinha, e, Ela, sim, que sabia fingir...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A noite passou e quando perceberam, nada mais, nenhuma luz além da lua iluminava a praia, todos dormiam. Dormiram ali. Entre abraços, afagos, carícias, cheiros, mas, curiosamente, sem beijos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao primeiro raio de sol foram para casa. Dele ou dela... tanto faz... e proibiram-se mutuamente de de lá sair. Ficaram o final de semana. Sim, com beijos. Muitos. Sumiram. Desapareceram para o mundo e seus telefones celulares ao perceberem a magia do momento, decidiram, espontaneamente, parar de tocar. Silêncio. Ou quase isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na segunda-feira, quando ele acordou, percebeu que ela já não mais estava ali... mas sorriu. Naqueles dois dias, foram só eles e mais ninguém, apenas dos en la ciudad. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1504099240969221261?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1504099240969221261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/01/entre-afagos-e-suspiros-ou-versao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1504099240969221261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1504099240969221261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2008/01/entre-afagos-e-suspiros-ou-versao.html' title='Entre afagos e suspiros ou A versão tropical de “Dos en la ciudad”.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5537497735093313642</id><published>2007-12-18T08:57:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.097-02:00</updated><title type='text'>Entorpecidos de vida ou Do vício</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;O desafio da vida é o de vivê-la intensamente... o ressuscitado &lt;em&gt;carpe diem&lt;/em&gt; de Sociedade dos Poetas Mortos. &lt;em&gt;Ir à floresta para sugar a essência da vida, expulsar e deixar apodrecer o que não é vida, para não correr o risco de, ao morrer, descobrir que de fato não vivi&lt;/em&gt;... a frase adaptada de Henry David Thoreau[1], o mesmo do importante texto Desobediência Civil, talvez seja uma bela missão de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa provocação defronta-se com o vício pela vida ou por aquilo que nos circunda, pelo nosso entorno, o nosso microcosmo – por mais macro que tentemos transformá-lo. Pessoas, animais, livros, músicas, práticas esportivas, entorpecem a nossa vida de sentido. Adoçam o cotidiano. Fazem-nos sentir mais vivos, mais nós mesmos. Paradoxalmente, às vezes, nos possibilitam fugir de nossa rotina, como se um universo paralelo de refúgio mental se abrisse a cada momento, aliviando o peso das atividades costumeiras, como uma busca permanente daquilo que de fato somos, da nossa essência.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É justamente da confrontação de nossas atividades rotineiras com tais momentos que emerge a tensão da necessidade de satisfação do vício pela vida o que, para que esta possa fazer sentido, implica, necessariamente, em buscar que cada dia seja superado em satisfação, em ganho pessoal, em experiência, em prazer, em sentir-se bem, pelo de amanhã.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não se trata de uma busca histérica de aproveitar melhor fisicamente o dia, mas de fazê-lo valer mais. Atribuir às práticas ativas, de reflexão ou de contemplação maior valor para que, necessariamente, tragam maior prazer. É poder conviver com pessoas, atividades, situações, objetos que afastem a sensação de que falta algo, que erradiquem a possibilidade de sensação de um espaço vazio, mínimo que seja.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando percebemos tais espaços insípidos, significa que nossos vícios pela vida estão pulsando e nosso dever conosco, para não corrermos o risco de não termos vivido é de sugá-los e, por conseqüência, deliberadamente, viver.&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;[1] "I went to the woods because/I wanted to live deliberately./I wanted to live deep/and suck out all the marrow of life/ To put to rout all that was not life,/and not, when I had come to die,/discover that I had not lived.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5537497735093313642?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5537497735093313642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/12/entorpecidos-de-vida-ou-do-vicio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5537497735093313642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5537497735093313642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/12/entorpecidos-de-vida-ou-do-vicio.html' title='Entorpecidos de vida ou Do vício'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-162154764120287718</id><published>2007-12-10T20:10:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.104-02:00</updated><title type='text'>Acorrentados ou Celebridades</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Dia 03 de dezembro, Palhoça, região metropolitana de Florianópolis: a imprensa, subitamente comovida com a situação carcerária brasileira, caótica há mais de duas décadas, flagra presos acorrentados em frente à Delegacia de Polícia. Sim, um município do sul do Brasil, em Santa Catarina, “uma terra de mil jeitos. Jeitos de natureza e jeitos humanos” – ao menos é o que diz o site (&lt;a href="http://www.sc.gov.br/conteudo/santacatarina/turismo/contrastes/index.html"&gt;www.sc.gov.br/conteudo/santacatarina/turismo/contrastes/index.html&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Estado do “quarto maior” parque industrial do país acorrenta seus presos na rua. Como bichos. O fato, segundo a notícia, tragicomicamente, é festejado pelos próprios acorrentados, celebridades da desgraça. Qual a razão de tal bizarra alegria? Lá dentro, em uma cela para QUATRO pessoas, DEZESSETE presos se amontoam, dividem espaço, mau cheiro, um vaso sanitário, tuberculose, pulgas, sarna, vidas e desventuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em toda a grande Florianópolis estima-se que 250 pessoas estão presas em delegacias. O que se explica haja vista a miserabilidade do estado catarinense: que não exporta, que não tem turismo, que não tem indústrias... Claro que se tal fato ocorresse no interior do Piauí seria caso de preocupação. Mas naquela terra, pela prosperidade, penso ser muito difícil haver lotação de delegacias ou cabresto de presos. Inevitável. Para tratar do assunto, somente com doses de raiva ou de ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em 1998, a ONG Humans Rights Watch publicou um relatório denominado “Brasil atrás das grades”. Tratava-se de uma pesquisa realizada em 1997 e 1998 por Joanne Mariner, em co-autoria com James Cavallaro, que teve por objeto a análise in loco de quarenta estabelecimentos penitenciários, nos estados do Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Brasilia-DF.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            E há quase dez anos, a anamnese carcerária levou ao diagnóstico de que o Brasil descumpre a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que nestas ou em outras palavras ditam que toda pessoa privada de liberdade deve ser tratada com respeito devido à dignidade inerente ao ser humano. O Brasil é ilegal!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;              &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Porém, Delegados, Promotores e Juízes, em sua maioria, afirmam que não lhes resta alternativa, já que “a lei deve ser cumprida”. Se o sujeito furtou, deve ser preso, afinal, o Código Penal prevê pena de um a quatro anos para quem pratica tal espécie de delito! E aí, vem à lembrança uma música de Raul Seixas (Ouro de Tolo), em que ensina:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;“E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Que está contribuindo com sua parte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Para nosso belo quadro social”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Perfeito!! Sob o discurso da legalidade nega-se a própria legalidade do Estado. Ou seja, o cumprimento da lei é exigido apenas do indivíduo. Poucas vezes se exige do próprio Estado o respeito às leis. Quando a prisão não tem condições de “hospedar” em condições minimamente adequadas à dignidade do sujeito, não pode “abrigar” o indivíduo. O Estado não aprendeu que pela redução da população carcerária resolve-se o problema da superlotação e o executivo economiza seus gastos com prisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Então, “respeita-se a lei” encaminhando um infeliz ao cárcere pelo “perigosíssimo” delito de tentativa de furto de um telefone celular e nega-se a ele condições mínimas de dignidade. Certamente, a danosidade social gerada pelo furto tentado deve justificar tal atrocidade. Atrocidades estatais denunciadas já por Marat. O revolucionário francês denunciava o poder estatal como um mal em si mesmo, predestinado à violação dos direitos naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Um Estado que desrespeita a lei está condenado ao descaso de seu povo com a legalidade. Marat, mais uma vez, afirma que o Estado deve cumprir suas obrigações sociais para que os indivíduos respeitem as limitações legais. O respeito à dignidade humana é uma obrigação social do Estado, positivada nos Tratados e na Constituição, aliás, é em torno desse conceito que ela se fundamenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Finalizando, já peço desculpas pelo mau humor, mas já que se falou em Raul Seixas, talvez outra estrofe da mesma música sirva para que nos compreendamos melhor:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"É você olhar no espelho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se sentir um grandessíssimo idiota&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Saber que é humano, ridículo, limitado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que só usa dez por cento de sua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cabeça animal!!!!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-162154764120287718?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/162154764120287718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/12/acorrentados-ou-celebridades.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/162154764120287718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/162154764120287718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/12/acorrentados-ou-celebridades.html' title='Acorrentados ou Celebridades'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-9205136037406496987</id><published>2007-12-03T02:07:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.112-02:00</updated><title type='text'>Entre sonhos e pesadelos ou da saúde mental.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A noite chega e o relógio sinaliza: ou corre-se para a cama, ou o dia seguinte começará com a dolorosa sensação de que o nosso corpo está pesado demais para se erguer. Estranho. Ao mesmo tempo em que dormir parece uma perda de tempo, não queremos nos desvencilhar do estar alheio ao mundo, ou melhor, estar vivendo o mundo dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só eles explicam a nossa necessidade de dormir mais do que o tempo biologicamente necessário à recomposição física. A dificuldade de enfrentar a gravidade em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes buscamos desesperadamente voltar ao mundo dos sonhos para, da primeira fila de um cinema particular, assistir qual o final traçado pelo nosso roteirista inconsciente naquela história perdida. Às vezes até conseguimos. Será que conseguimos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo tabagista havia conseguido livrar-se do vício. Fazia seis meses que suas aflições, angústias e prazer não eram incandescidas pela rouca brasa do cigarro. Certa noite, via-se, no sonho, em um lugar paradisíaco. Sentado. Só. A observar aquela linda paisagem e desfrutar do prazer que a nicotina lhe conferia. Subitamente no imaginário, deu-se conta que não fumava mais. Acordou. A sensação de angústia que esmagava o seu peito era brutal. Queria o sonho de volta para sentir o prazer da sensação perdida. As férias do vício acabavam ali. Era dever acender um cigarro, imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, nosso inconsciente brinca conosco, sonha-se com pessoas queridas perto de nós, com sujeitos que nunca vimos ou que temos uma relação distante, com fatos aparentemente reais, conectados ou não, com histórias de detalhes sem sentido (ao menos aparente), com situações doces e outras nem tanto. Tal suave brincadeira, contudo, é fundamental para a nossa saúde mental, a fim de que possamos suportar cada vez mais as pressões do cotidiano, para que se possa superar limites, obstáculos e, até, imperativos que o mundo real nos traz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cultive o sono e seus sonhos, inclusive os ruins, anote-os. Quando se acorda no meio da noite, suando, é salutar puxar o caderno, a caneta, e escrever o que nos levou a essa sensação. Aliás, se fizéssemos isso mais seguido, teríamos melhores condições de compreender melhor a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhe muito. Bons sonhos! Ah, mas não se esqueça: não desista de transformar os bons em realidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-9205136037406496987?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/9205136037406496987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/12/entre-sonhos-e-pesadelos-ou-da-saude.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/9205136037406496987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/9205136037406496987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/12/entre-sonhos-e-pesadelos-ou-da-saude.html' title='Entre sonhos e pesadelos ou da saúde mental.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5460317218485686490</id><published>2007-11-24T18:36:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.119-02:00</updated><title type='text'>O último dia ou a colheita de uma plantação mal elaborada.</title><content type='html'>Nunca a chegada de um aniversário parecera-lhe tão amarga. A marca do charuto permanecia a mesma há 20 anos, seus reflexos, do ano anterior para o atual, não haviam se deteriorado além dos efeitos naturais do tempo. Intelectualmente ainda era admirado por todos pela cultura e raciocínio jurídicos, pela clareza de exposição e poder de síntese. Percebia que as suas circunstâncias não se diferenciavam muito das que lhe rodeavam quando completara 69 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mas este ano, havia algo mais. O puro cubano parecia mais amargo e, certas vezes, ardia-lhe a garganta. O tempo passava como que em uma velocidade nunca antes alcançada. A caneta e o computador pareciam não serem mais seus amigos, confidentes e companheiros. Sentia-se mais curvado, mais lento, mais áspero, enfim, menos ele. Percebia que sua carteira de identificação profissional apagava-se a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  De fato, a única mudança em relação à nossa personagem foi o fato de, aos 70 anos, ter chegado o dia de aposentar sua toga. O temido recesso compulsório chegaria em meio à fumaça e o calor das velas, do doce sabor da torta, do macio beijo de sua esposa, da emoção dos filhos e dos gritos, sorrisos, algazarra e brincadeiras dos netos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Eram 23 horas e 15 minutos da véspera do temível terrível dia. Resolvera fazer um rescaldo de sua vida e percebeu que pouco se recordava da infância, da adolescência e dos seus tempos de faculdade. Sua memória parecia que se iniciava há 41 anos e quinze dias, no dia em que fora aprovado do concurso de ingresso à Magistratura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Lembrou-se de casos difíceis, em que suas sentenças foram elogiadas pelas cortes superiores; arrolou, também, seus equívocos e percebera que, efetivamente, na maioria destes, a razão não caminhara ao seu lado. Catalogou as suas sentenças mais importantes, atribuindo tal adjetivo às que lhe deram a convicção de que fora instrumento da justiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Não esqueceu os colegas que lhe cercaram na vida, dos amigos e dos nem tanto, dos mais jovens e dos mais antigos e lembrou-se de um conselho dado por um antigo membro de “seu” tribunal no dia de sua posse: - Nunca de esqueças que a tua decisão deve ser tomada como se fosse a última! E que entre capa e a última folha dos autos, existem pessoas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Sempre seguira tais ensinamentos e, por isso, fora um juiz respeitado e, por que não dizer, amado por onde passou. Por um momento, deixou de sentir o vazio e a dor física da separação forçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mas passou por pouco tempo. Logo depois, voltou a sentir com intensidade ainda maior o gosto amargo e aquele buraco em seu estômago. Somava-se a isso a sensação de ter uma bola de golfe entalada na garganta. Mesmo assim, foi dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  No dia seguinte, em sessão realizada no “seu” tribunal, entregou a toga e despediu-se da judicatura. À noite, recebeu os netos e familiares que, apesar dos festejos, perceberam que algo havia desaparecido naquele olhar sempre vibrante e indagador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Aos 73 anos de idade, ao invés de estar prestes a festejar mais um aniversário, via, além de seus familiares, alguns companheiros de judicatura chegarem lenta e silenciosamente ao seu funeral. Aos poucos seus ombros haviam se curvado ainda mais e problemas de saúde, até então prerrogativa de outros, passaram a fazer parte do cotidiano. Após a compulsória, durara pouco mais de três longos e dolorosos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Sua vida tinha perdido sentido. Não decidia mais as pretensões alheias. Os bajuladores de plantão deixaram de reverenciá-lo. Até mesmo sua família procurava-o cada vez menos. Enfim, perdera a sedução, o poder. Atribuiu sua derrocada ao fim obrigatório de sua função jurisdicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Como salientado, fora um grande juiz. Porém, julgara mal a sua própria vida. A decadência não veio com a proibição legal de julgar, mas sim, no dia de sua aprovação no concurso. Naquele momento, esquecera quem era e suas origens; de como era bom caminhar na areia e sentir o calor do sol e o carinho da brisa em seu rosto; de sonhar; de ler poesia e de cantar; de falar e rir de tolices, enfim, de levar a vida sem que ela se confundisse com o cargo que desempenhava. Esquecera que a função pública era passageira e que a pompa e a liturgia não eram suas, mas do magistrado que deixara de ser. Confundiu-se com a função, viveu-a intensamente, mas esqueceu que a vida é muito mais que apenas o cargo que se desempenha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5460317218485686490?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5460317218485686490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/11/o-ultimo-dia-ou-colheita-de-uma.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5460317218485686490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5460317218485686490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/11/o-ultimo-dia-ou-colheita-de-uma.html' title='O último dia ou a colheita de uma plantação mal elaborada.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-8795696400979036824</id><published>2007-11-16T17:24:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.126-02:00</updated><title type='text'>Da agonia da espera ou Algo mais pesado.</title><content type='html'>Agonia, pelos gregos, era concebida como a luta contra a morte. Talvez nenhum sentimento seja tão próprio do ser humano, tão natural, intrinsecamente atrelado à condição humana. Há algum tempo li Contos de Amor e Morte, de Arthur Schnitzler, o primeiro médico/escritor a explorar o subconsciente na literatura. Ontem, o acaso me fez encontrá-lo novamente – o livro, não Schnitzler, que se foi em 1931. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O segundo conto do livro trata da paixão levada às últimas conseqüências por um poeta que, enamorado pela personagem que ele criara, vem a morrer no momento em que conclui o poema em que ela também se fora. A agonia do narrador e do poeta se confundem, esse na da espera e no medo da perda do amigo, este nos momentos de sofrimento causados pela sua própria pena na sua paixão que, submersa novamente no nada, leva-o junto pela mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A agonia da espera é a sensação talvez melhor explorada nos contos em questão e, eu, não só, mas, também, influenciado por eles, resolvi tratar do tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A espera e o sentimento que a acompanha sempre foram objeto de desconforto e, de certa forma, dificuldade de aceitação pelo ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por qual razão, o avião nem parado está e as pessoas que fizerem um vôo de pouco mais de uma hora levantam-se e acotovelam-se para saírem primeiro da aeronave? Mesmo que ainda tenham que aguardar por dez ou quinze minutos que sua bagagem chegue? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o significado de se olhar repetida e compulsivamente para a tela de um telefone celular em silêncio, enquanto espera-se a consulta médica ou a chamada do número de nossa senha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que apertar mais de uma vez no botão de chamada do elevador fará com que ele chegue mais rápido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, ao que parece, se relaciona com essa agonia contida na situação da espera. Muitas vezes tal agonia se reflete em situações sem significado, como nas acima citadas, mas, certamente, ali não se congelam. A agonia da espera do reconhecimento profissional, da censura diante de um equívoco, da indefinição do futuro seja a curto, médio ou longo prazo, da espera de um sinal correspondente ao fascínio por outra pessoa, do resultado do exame médico realizado, da espera do diagnóstico adequado ou de um doador compatível, são exemplos mais precisos dessa espécie de dor gerada pela espera e que alteram as nossas reações frente ao mundo e, até mesmo, a compreensão real de seu significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, tal sensação ou sentimento, se não bem tratado e dimensionado pelo sujeito, pode conduzir a caminhos escuros, a labirintos que o impedem visualizar o dia seguinte ou de perceber uma perspectiva mais favorável. Por isso que, comumente, agonia e depressão se confundem, ou uma leva à outra, ou a primeira como um sintoma da segunda. O peso de tal situação pode petrificar o sujeito sem dar-lhe tempo para perceber a dificuldade em que se encontra, retirando-lhe o prazer de usufruir das coisas mais banais e, ao mesmo tempo, mais belas da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-8795696400979036824?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/8795696400979036824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/11/da-agonia-da-espera-ou-algo-mais-pesado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8795696400979036824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/8795696400979036824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/11/da-agonia-da-espera-ou-algo-mais-pesado.html' title='Da agonia da espera ou Algo mais pesado.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-2252597680202140393</id><published>2007-11-08T21:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.133-02:00</updated><title type='text'>Ao lado do caminho do rap blim-blim.</title><content type='html'>Em tempos em que nossas rádios são bombardeadas pela batida pouco criativa, monótona e enjoativa do "rap blim-blim", onde somente circulam "shake that butt", candy shops, lolypops e murmúrios ao invés de vozes, penso ser necessário trazer uma letra de verdade. De Fito Paez. Uma que fale de coisas que realmente importem ou devam fazer algum sentido além da libido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Al lado del camino&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me gusta estar al lado del camino&lt;br /&gt;fumando el humo mientras todo pasa&lt;br /&gt;me gusta abrir los ojos y estar vivo&lt;br /&gt;tener que vérmelas con la resaca&lt;br /&gt;entonces navegar se hace preciso&lt;br /&gt;en barcos que se estrellen en la nada&lt;br /&gt;vivir atormentado de sentido&lt;br /&gt;creo que esta, sí, es la parte más pesada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En tiempos donde nadie escucha a nadie&lt;br /&gt;en tiempos donde todos contra todos&lt;br /&gt;en tiempos egoístas y mezquinos&lt;br /&gt;en tiempos donde siempre estamos solos&lt;br /&gt;habrá que declararse incompetente&lt;br /&gt;en todas las materias de mercado&lt;br /&gt;habrá que declararse un inocente&lt;br /&gt;o habrá que ser abyecto y desalmado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yo ya no pertenezco a ningún "ismo"&lt;br /&gt;me considero vivo y enterrado&lt;br /&gt;yo puse las canciones en tu walkman&lt;br /&gt;el tiempo a mi me puso en otro lado&lt;br /&gt;tendré que hacer lo que es y no debido&lt;br /&gt;tendré que hacer el bien y hacer el daño&lt;br /&gt;no olvides que el perdón es lo divino&lt;br /&gt;y errar a veces suele ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No es bueno nunca hacerse de enemigos&lt;br /&gt;que no estén a la altura del conflicto&lt;br /&gt;que piensan que hacen una guerra&lt;br /&gt;y se hacen pis encima como chicos&lt;br /&gt;que rondan por siniestros ministerios&lt;br /&gt;haciendo la parodia del artista&lt;br /&gt;que todo lo que brilla en este mundo&lt;br /&gt;tan solo les da caspa y les da envidia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yo era un pibe triste y encantado&lt;br /&gt;de Beatles, caña legui y maravillas&lt;br /&gt;los libros, las canciones y los pianos&lt;br /&gt;el cine, las traiciones, los enigmas&lt;br /&gt;mi padre, la cerveza, las pastillas, los misterios, el whisky malo&lt;br /&gt;los óleos, el amor, los escenarios&lt;br /&gt;el hambre, el frio, el crimen, el dinero y mis 10 tías&lt;br /&gt;me hicieron este hombre enreverado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si alguna vez me cruzas por la calle&lt;br /&gt;regálame tu beso y no te aflijas&lt;br /&gt;si ves que estoy pensando en otra cosa&lt;br /&gt;no es nada malo, es que pasó una brisa&lt;br /&gt;la brisa de la muerte enamorada&lt;br /&gt;que ronda como un ángel asesino&lt;br /&gt;mas no te asustes, siempre se me pasa&lt;br /&gt;es solo la intuición de mi destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me gusta estar al lado del camino&lt;br /&gt;fumando el humo mientras todo pasa&lt;br /&gt;me gusta regresarme en el olvido&lt;br /&gt;para acordarme en sueños de mi casa&lt;br /&gt;del chico que jugaba a la pelota&lt;br /&gt;del 49585&lt;br /&gt;nadie nos prometió un jardin de rosas&lt;br /&gt;hablamos del peligro de estar vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vine a divertir a tu familia&lt;br /&gt;mientras el mundo se cae a pedazos&lt;br /&gt;me gusta estar al lado del camino&lt;br /&gt;me gusta sentirte a mi lado&lt;br /&gt;me gusta estar al lado del camino&lt;br /&gt;dormirte cada noche entre mis brazos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-2252597680202140393?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/2252597680202140393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/11/ao-lado-do-caminho-do-rap-blim-blim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2252597680202140393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/2252597680202140393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/11/ao-lado-do-caminho-do-rap-blim-blim.html' title='Ao lado do caminho do rap blim-blim.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-5270043717381751862</id><published>2007-11-03T01:55:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.140-02:00</updated><title type='text'>Menino invisível</title><content type='html'>A chuva fina, delicada, salpica cristais que, lentamente, insistem em dificultar a visão por trás do pára-brisa. O ritmo, cadenciado e monótono do limpador, prenuncia mais uma tarde molhada e preguiçosa, sem novidades. Luz vermelha. Pare!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Por entre a fila de veículos, um menino, certamente com uns dez anos de idade, embora com aparência de sete ou oito, com a pele brilhante da água que cai, vende balas de goma. Ou melhor, tenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Na parte de dentro, bem nutridos e cheirosos, secos, homens e mulheres, ignoram por completo aquele pequeno sujeito que oferece doces em meio à amargura do tráfego: - Tia, vai uma bala? – Tio, ajuda eu, compra uma balinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Resposta: - ... (SILÊNCIO).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Vidros fechados, talvez um aceno negativo, às vezes um olhar. Um “não” raramente se houve; um “muito obrigado” seria motivo de festa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Olho aquela criança e vejo um sujeito de direitos. Direitos sonegados, é verdade, mas, ao menos, potencialmente. Percebo, porém, que a maioria não vê. Não enxerga a criança. Ignora-o. Não o percebe nem mesmo como um sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Recordo de um amigo que, morando na aventura européia da mochila, resolveu ganhar alguns euros servindo chope em um show. Ao final, sentiu-se arrasado. Servia a bebida, recebia o dinheiro e ninguém lhe olhava nos olhos. Era um barril ambulante, um objeto, nada mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Volto ao menino, o sinal ainda fechado, tal qual as janelas dos carros, tal qual o rosto dos motoristas, tal qual a nossa possibilidade de perceber o outro como ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Passa o tempo e dez anos depois, o menino, quase homem, ao invés de oferecer doces no sinal, bate na janela oferecendo outras balas. Menos doces, de chumbo. Nesse momento, olhamos para os seus olhos, clamando para que nos poupe a vida, pois, afinal, somos sujeitos de direitos e temos nossos filhos, nossa família para cuidar. Reflito: ele não tem obrigação nenhuma de nos ver assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A cada ato em que neutralizamos a existência do outro, transformando pessoas em invisíveis sociais, meninos-invisíveis, no caso, estamos negando o direito de alguém ser reconhecido como pessoa. Desumanizamos o outro e, hipocritamente, esperamos que ele nos veja como pessoas, como alguém que possui direitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A invisibilidade social se constitui, sem dúvida, em uma das principais causas da crueldade dos atos criminosos do cotidiano. Criamos uma dicotomia social que impede, de lado a lado, compreender o outro como humano. Perceber nele aflições, medos, dificuldades e pesadelos pelos quais nós mesmos passamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O que pensaríamos do nosso filho, naquele mesmo sinal, com aquela mesma chuva e com a caixa de sapatos embaixo do braço repleta de balas de goma, ironicamente, doces em uma vida pra lá de amarga? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  No mínimo, as lágrimas seriam um dever! &lt;br /&gt;                Reflita. Sinal verde. Siga!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-5270043717381751862?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/5270043717381751862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/11/menino-invisivel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5270043717381751862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/5270043717381751862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/11/menino-invisivel.html' title='Menino invisível'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-9132980464364002701</id><published>2007-10-26T03:15:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.147-02:00</updated><title type='text'>Da incompreensão</title><content type='html'>Compreender os momentos vividos, os sonhos da noite passada, os gestos, atos, palavras e sinais se constituem em condição necessária à própria auto percepção do ser como sujeito. Tal situação não se altera quando a incompreensão se revela ao olhar do outro, quando a nossa forma de ver, sentir, agir e, claro, ser, não é “lida” tal qual a concebemos escrever. Em verdade, piora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Paul Virlio disse certa vez (in Velocidade e Política) que o medo é o mais cruel dos assassinos, pois não mata jamais, mas impede de viver. Diria eu que a incompreensão é a mais violenta das exclusões, pois impede ao sujeito ser reconhecido da forma como ele próprio se vê. Uma espécie de espelho de dupla face, em que a imagem refletida do lado externo não corresponde à daquele que nele se reflete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Quantas vezes a incompreensão de um ato, por mais doce, terno ou mesmo bandido que tenha sido, levou-nos a situações constrangedoras, dúbias, admoestações e injustas críticas. Abstraindo-se da questão do bem e do mal, conceitos que não possuem uma compreensão pura em si, é a inversão e o julgamento do ato que leva ao acre sabor da injustiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Quem, criança, nunca foi reprimido indevidamente por um ato que não cometera? Sim, aquela vez fora o vento que, empurrando a cortina, derrubara o vaso de cristal. Apesar disso, o castigo se impunha, como se nós, crianças, pequenas encarnações de Eolo ou Lúlio o fôssemos. E ali sentíamos tal gosto pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes não rimos e nos vêem rir, não choramos, mas nos vêem chorar, nos olham, nos julgam e rotulam condutas ou conceitos que se dissociam dos nossos sentimentos, aspirações e finalidades. O julgamento do incompreendido é a concretização da injustiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raro, somos nós a colocarmos a venda da incompreensão nos nossos olhos e a deixar de perceber, no outro, condições mínimas que o concretizam como sujeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorar a condição do outro significa negá-lo enquanto ser humano; negá-lo enquanto vontade; negá-lo enquanto existente. Desconstruí-lo. “Desexisti-lo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Eolo e Lúlio, respectivamente, os deuses do vento nas mitologias grega e romana)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-9132980464364002701?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/9132980464364002701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/10/da-incompreensao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/9132980464364002701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/9132980464364002701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/10/da-incompreensao.html' title='Da incompreensão'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-1402249009894355656</id><published>2007-10-18T04:31:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.154-02:00</updated><title type='text'>"Pessoas Commodities"</title><content type='html'>Commodities são produtos indiferenciados entre os concorrentes, vendidos, assim, com base no menor preço, como soja, açúcar, milho, minério de ferro...&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Trazendo conceitos econômicos para as relações humanas, percebe-se que tal definição é perfeitamente adequada às pessoas que se conformam com os padrões estabelecidos pela sociedade ou pelo grupo social em que vivem. Deixam de se compreender como indivíduos e sucumbem ao grupo. São as “pessoas commodities”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  É comum percebermos pessoas que abrem mão de sua própria identidade para incorporarem estereótipos idealizados e compreendidos por terceiros. Quantas vezes nos deparamos no nosso cotidiano com pessoas diversas que nos parecem as mesmas, ou que, melhor dizendo, diante de tamanha pasteurização do subjetivismo, transformam-se em um modelo único, um standard daquilo que representam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O mais curioso é que, comumente, tal padronização não se constitui em acaso ou conformismo, mas sim em uma busca do próprio sujeito pela perda daquilo que se cunhou denominar de identidade, paradoxalmente, se constitui em uma busca de identidade, hoje, traduzida por aceitação social. A ótica de uma perspectiva pós-moderna ou modernamente tardia, de certa forma, explica como a identidade sofre tal mutação compulsória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Importante tal contextualização uma vez que a concepção de indivíduo surge ao final da idade média: o indivíduo passa concebido como real, estabelecido sobre a razão e a liberdade; a classificação e a posição da pessoa na categorização social imutável da época, são deixadas de lado para a valorização da identidade da pessoa que passa a ser o centro do eu; acabam as representações imutáveis e a fixidez dos estamentos, para dar lugar à mobilidade das relações, à indefinição do papel social &lt;br /&gt;– o indivíduo, aparentemente, “escolheria” o seu papel social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenrolar histórico, com suas alterações culturais, sociais, tecnológicas, institucionais e estruturais, fragmentou o indivíduo concebido como possuidor de uma identidade unificada e estável, produzindo o sujeito pós-moderno. Este, não possui identidade fixa, tornando-se sujeito de mutação constante conforme o espaço cultural em que se encontra diariamente, de minuto a minuto. &lt;br /&gt;Michel MAFFESOLI, em O Tempo das Tribos (p. 107), trabalha a questão do neotribalismo. A sociedade se exprime na ambiência: sentimentos e emoções que descrevem as relações do interior do grupo, criando frágeis comunidades de forte envolvimento emocional; o que predomina na atividade grupal é a “desindividualização”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Cada grupo possui suas características e as pessoas passam a fazer parte de inúmeras tribos, cabendo a cada um, a partir da ambiência, a utilização de vários figurinos, representando diversos papéis. O indivíduo perde o seu caráter singular, passando a fazer parte da “massa”. Perde-se a noção do sujeito, suas atitudes e individualidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe-se, portanto, que a identidade se transforma apenas em um ponto de referência, uma idéia artificial, sem existência real, um nome na “lista de chamada” da vida. O sujeito trafega pela socialidade tribalizada representando suas personagens, sendo um ecologista, um surfista, um punk, um intelectual, uma “patricinha”, um “playboy”, um nerd, um drogadito ou um hacker, conforme a peça que esteja em cartaz no horário marcado pelo theatrum mundi. O indivíduo “commoditizou-se” transformando-se em sujeitos indiferenciados cujo valor é pouco relevante, pois sempre há outro para assumir o seu papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negar tal “commoditização” não significa negar as diversas facetas do sujeito, pois inúmeras são as identidades assumidas pelo sujeito, dependendo do tempo e local. &lt;br /&gt;Pelo contrário. É inegável que não existe um único “eu”. Todos somos formados por um complexo de identidades, cada uma levando-nos a tomar uma determinada decisão, uma atitude muitas vezes contraditória a algum dos “eus” que vivem dentro de nós, mas saudável a outros deles. Mas, fundamentalmente, uma ATITUDE, pois é ela que “descommoditiza” o sujeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-1402249009894355656?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/1402249009894355656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/10/commodities.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1402249009894355656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/1402249009894355656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/10/commodities.html' title='&amp;quot;Pessoas Commodities&amp;quot;'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-3934548990545633705</id><published>2007-09-21T17:53:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.166-02:00</updated><title type='text'>Medos... ou o conforto da inércia.</title><content type='html'>Em meio ao trânsito confuso, aos engarrafamentos, à velocidade das estradas, à destruição das distâncias operada pelo desenvolvimento tecnológico, deparamo-nos, vez em quando, com situações que nos retiram da nossa situação de conforto, que nos deixam tensos e que geram sensações físicas intensas: do suor aos calafrios, passando por doces frios na barriga, joelhos em aparente decomposição e lágrimas ilógicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raro, tais sensações são atendidas pela palavra “medo”. Medo, segundo a definição tradicionalmente posta em nossos dicionários, é o sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário, de uma ameaça, susto, pavor, temor, terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que devemos ir mais além. O que é o medo, senão a perspectiva de não sabermos qual a conseqüência de nossos atos? O que vamos sentir, ver ou pensar a partir do enfrentamento do desconhecido, mesmo que este não se constitua em perigo, mas em algo prazeroso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo não está ligado a sentimentos ou sensações ruins. Ele existe, não raro, quando nos deparamos com situações que podem ser boas, inesquecíveis, secretamente desejadas, rompantes, ou até permanentemente esperadas. Muitas vezes, por mais que desejemos uma mudança, uma novidade, algo que sacuda as nossas vidas, por pouco tempo ou para sempre, quando ela está próxima, o sentimento do medo nos faz tremer e, muitas vezes, deixando de atender à nossa vontade, recuamos. A explicação de tudo isso talvez seja a necessidade da manutenção do conforto, da segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma sociedade cada vez mais desumanizada, destituída de valores ético-filosóficos e amarrada à relação “consumo-prazer”, o sujeito busca pontos de apoio que o façam se sentir seguro e, mesmo que não exista mais a identificação com tais apoios, permanece lá, sentado, imutável, inerte às novas perspectivas, novos vôos, novos sonhos, enfim, novas sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde criança se ouve falar que não se troca o certo pelo duvidoso, e isso, de certa forma, fica impregnado na mente e nas atitudes, o que leva o indivíduo a uma inaptidão a enfrentar seus medos. Ocorre que, nem sempre, o certo pelo duvidoso se constitui em uma relação de troca. Por que não se buscar, se possível o melhor de dois mundos? A deturpação de tal percepção de segurança leva o indivíduo à acomodação e as novas oportunidades que o retiram de tal posição de conforto são concretizadas por aquilo que chamamos de “medos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o não enfrentamento de tais situações, o escudo que o medo traz consigo, na verdade, nada mais é que a manutenção do conforto da inércia. O enfrentamento dos medos é algo que deve ser desenvolvido por cada um de nós, na busca de nosso aperfeiçoamento. Assim, é de se desejar que nossas escolhas não se dêem, negativamente, em virtude do medo, mas, positivamente, por entendermos o que é melhor e o que vale a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-3934548990545633705?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/3934548990545633705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/09/medos-ou-o-conforto-da-inercia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3934548990545633705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/3934548990545633705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/09/medos-ou-o-conforto-da-inercia.html' title='Medos... ou o conforto da inércia.'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-9097215652866886487</id><published>2007-09-18T11:22:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.172-02:00</updated><title type='text'>Qual o gosto?</title><content type='html'>Desde que nascemos, quase sem percebermos, nossa vida orbita a partir da língua. Não da língua falada, mas deste músculo mágico que nos faz sentir sabores doces, amargos, azedos, salgados, ou, até mesmo, inidentificáveis.&lt;br /&gt;          Desde o momento em que colocamos nossos lábios no seio de nossas mães, passamos a sentir, enquanto sorvemos, o sabor da vida. Passamos pelos doces, balas, sorvetes, biscoitos e rapaduras que transformam nossa boca no centro mundial do açúcar. Saímos da infância, ingressamos na adolescência e caímos dentro da boca de alguém.&lt;br /&gt;          Exatamente, falo do beijo, de línguas de sabores diversos acariciando-se lenta e ritimadamente (ou não), sem pressa, sem compromisso, relógio ou preocupações. Naquele momento, lábios, bocas, saliva e sabor. Muito sabor. &lt;br /&gt;          Qual o gosto do beijo?&lt;br /&gt;          Depende do momento, não basta apenas a sensibilidade das papilas gustativas, tudo o que, mais uma vez, orbita ao redor da boca interfere no paladar. O beijo roubado, o beijo mordido, o beijo forçado, o beijo feroz, o beijo na orelha, no pescoço, no ombro, nas costas...&lt;br /&gt;          O beijo pode ser doce, amargo, áspero, ritmado ou sem compasso, luminoso, melecado, macio ou aguado, não importa. Cada um tem seu sabor. Mas qual o gosto do beijo ideal?&lt;br /&gt;          Não é a pasta de dentes ou o chiclete que fazem a diferença, mas o abraço, o carinho, o afagar ou puxar cabelos, a respiração ofegante, o que ouvimos, vemos, cheiramos, a energia magnética que os corpos entrelaçados se transmitem. Enfim, o gosto do beijo depende da abertura de todos os sentidos.&lt;br /&gt;          Assim, descobriremos que o gosto do beijo ideal é o gosto da vida.&lt;br /&gt;          Beije, cheire, ouça, veja, sinta, descubra seus sentidos e dê maior sentido à vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-9097215652866886487?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/9097215652866886487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/09/qual-o-gosto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/9097215652866886487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/9097215652866886487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2007/09/qual-o-gosto.html' title='Qual o gosto?'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1060861157866790847.post-7040802872966820472</id><published>2006-09-23T17:49:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T02:17:03.179-02:00</updated><title type='text'>Aconchego ou Da luz dos teus olhos!!</title><content type='html'>Em sonhos de verde espaço&lt;br /&gt;Do castanho que o sol clareia&lt;br /&gt;Num contorno de fino traço&lt;br /&gt;É pura luz que irradia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na transparência que transcende&lt;br /&gt;A mais pura definição de certeza&lt;br /&gt;Da raiva dor do riso é alegria&lt;br /&gt;É pura luz que comunica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prisma de cor intensa&lt;br /&gt;Íris mágica que o pintor inveja&lt;br /&gt;Caleidoscópio de felicidade plena&lt;br /&gt;É pura luz que me fascina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que pisca contrai e lacrimeja&lt;br /&gt;Diz-me tudo o que por trás pensa&lt;br /&gt;Nenhuma dúvida dali emerge&lt;br /&gt;É pura luz que me dá força!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do brilho sem igual&lt;br /&gt;Que afasta a nuvem e resgata o sol&lt;br /&gt;Sol esse que daqui transcende&lt;br /&gt;A pura luz que me acolhe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1060861157866790847-7040802872966820472?l=fcmo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcmo.blogspot.com/feeds/7040802872966820472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2006/09/aconchego-ou-da-luz-dos-teus-olhos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7040802872966820472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1060861157866790847/posts/default/7040802872966820472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcmo.blogspot.com/2006/09/aconchego-ou-da-luz-dos-teus-olhos.html' title='Aconchego ou Da luz dos teus olhos!!'/><author><name>FCMO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01130069959648036496</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_TfPrzm5WG7s/SPNZws4Tx2I/AAAAAAAAABs/HQGqH6JU9hM/S220/fcmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
